No Princípio era o Verbo…

du

São João iniciou o seu Evangelho com palavras estranhas, refertas de profunda significação e geralmente incompreendidas. Ciência e filosofia, não conseguindo alcançá-las, negligenciam-nas e as resolvem ignorando-lhes a existência. Entretanto, elas contêm a chave do universo. João, ao certo, iluminado por Cristo, as havia compreendido. Procuremos compreendê-las nós também.

Que significa Verbo?

Pelo princípio da unidade do Todo, e dos esquemas de tipo único, segundo os quais o universo é construído, não é absurdo ver, igualmente em nosso minúsculo contingente, os grandes esquemas do ser refletidos escalonadamente, até ao máximo de Deus.

Tudo isto nos é repetido pela inscrição encontrada no frontispício do templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo, e conhecerás o universo”. Afinal, a correspondência entre microcosmo e macrocosmo é conceito que vigora desde a mais remota antiguidade.

Como age o homem, através de que processo, quando, à imagem e semelhança de Deus, constrói alguma coisa?

Qualquer realização humana é retirada do íntimo de quem deseja criá-la. Ele a tira de si do pensamento, da sua alma. Cada qual pode observar em si próprio o fenômeno.

Há sempre uma primeira fase no processo criador – mesmo nas mais ínfimas realizações humanas – que consiste na formulação mental da ideia abstrata, que depois encontrará a sua concretização na forma.

Todos nós sabemos que nada se cria e nada se destrói, mas isto no que se refere à  substância eterna e não quanto à forma em que a ideia abstrata venha a se manifestar.

Quando a eterna e indestrutível substância é plasmada pelo pensamento de um “eu sou” em uma dada forma, então temos uma criação que, no sentido relativo como tudo o é neste mundo, é criação do nada.

Isto em relação ao seu estado anterior, de não existência nessa dada forma, que ainda não nascera como tal. Neste sentido o nosso universo foi criado do nada, como anunciou a revelação.

Chamamos de criação, no sentido corrente, o que, ao contrário, foi um desmoronamento, denominando-se manifestação o que, inversamente, foi uma ocultação.

A presença de Deus criador nesta criação dada pelo desmoronamento explica-se em virtude de Ele ter-se mantido sempre como senhor do sistema, de não tê-lo abandonado na queda e de ter continuado a regê-lo e guiá-lo através de Sua imanência nela. Ainda que mesmo através dos espíritos decaídos, a assim chamada criação está sujeita a Deus, Que nela está presente em toda parte, como seu criador.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s