Síntese do Amor

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É bom, é lógico, é satisfatório reconhecer no amor o centro do Sistema.

É este princípio de amor o princípio de coesão que mantém una a Divindade, ainda que, para criar, ela se cindisse no seu íntimo (dizemos íntimo, porque nada se pode acrescentar ao Todo, e Deus é o Todo).

É este princípio de amor que também mantém unido o edifício desmoronado e o reconduz à salvação, mesmo que seja através da dor.

Quanto mais se desce nos planos da queda, tanto mais áspera é a dor e tanto mais amarga de ódio.

Quanto mais se sobe na evolução, tanto mais dulcificada pelo amor ela será.

Assim, a dor de Cristo na redenção está baseada no amor, enquanto a dor de Satanás não tem esperança de ascensão e é baseada no ódio.

Amor invencível, que resiste à revolta da criatura. Amor que conserva, mesmo no universo decaído, o divino princípio positivo da reconstrução!

Amor que luta contra o satânico princípio negativo da destruição, e o vence.

Amor que permanece, ainda que a revolta tenha sido a resposta da criatura com a sua negação!

Amor que continua a cimentar as partes do edifício desmoronado, fazendo dele, mesmo assim, um sistema orgânico como é o nosso universo!

A criatura rebelde pretendeu atentar contra o Sistema para lhe alterar os planos hierárquicos, e ele, baseado em uma férrea lógica de amor, resistiu e a está salvando.

A pena para a revolta é uma lição de amor, porque, se é dor, também é impulso e pressão para a reconquista da felicidade.

O ser deverá sofrer até aprender a grande lição de amor, até saber como deveria ter, no início, espontaneamente retribuído a Deus o amor que de Deus recebeu.

Sem o amor, o Sistema não se mantém, como efetivamente se verificou no desmoronamento, onde ele faltou.

Sem o amor, a criação teria sido uma cisão de Deus em partes, e o Todo não poderia conservar-se, em Deus, um organismo uno. Daqui a necessidade absoluta da existência no Sistema da livre correspondência de amor, que era o conteúdo da prova em que os espíritos rebeldes falharam.

O desígnio da obra divina está claro. Dele, como a nossa mente exige, foi eliminado tudo que é negativo e absurdo, como erro, imperfeição, desordem, injustiça, maldade, que não podem ser atributos de Deus.

Não restou senão o que é positivo e lógico, como perfeição, ordem, justiça, bondade, amor, onde o nosso espírito se sente satisfeito, saciado e receptivo. Ele exige que a ideia de Deus se salve e se conserve. O resto não é explicação; é blasfêmia!

O princípio do amor está no vértice da criação, foi o seu motor, é a força que rege. Deste vértice, o amor tudo anima e sustém. Se em Deus existe o aspecto justiça, sabedoria, bondade, lógica, ordem, poder etc., a última síntese do pensamento e vontade de Deus é dada pelo amor.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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