A lógica do Sistema (Deus)

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Não há razão que nos leve a crer que o universo seja uma obra ilógica e que o pensamento de Deus, que tudo guia e sem o qual nada se explica, não deva ser um processo lógico, admitido pela mais avançada ciência materialista de hoje.

A lógica de Deus não poderia ser um outro sistema de lógica?

O fato é que, em nosso universo, comprovamos um só tipo de lógica, que é também a humana, e é este fato que nos torna o universo compreensível. Não existe, pois, razão alguma para crer que a lógica do pensamento de Deus deva obedecer a leis diferentes daquelas a que obedece a lógica humana.

Entre o pensamento do homem, como função primeira do espírito, e o pensamento de Deus deve existir um denominador comum, por mais remoto e profundo que seja dado pela mesma substância que os constituem. Há ideias axiomáticas, não demonstradas, com as quais instintivamente toda a humanidade concorda.

O fato é que, no fundo do pensamento do homem, quanto mais reto, evoluído e inteligente for ele, tanto mais fala o pensamento de Deus com a sua lógica. Esta realidade está em que o homem é realmente feito à imagem e semelhança de Deus, porque é Seu filho, de origem divina e, ainda que filho degenerado, é sempre filho, semelhante ao Pai.

Ora, tudo o que houve na revolta e queda é igualmente provado pelo fato de que tudo isso continua a ocorrer todo dia em nossa própria vida, em uma série de maneiras de agir, verificada por motivos de um dado tipo, que, de outra forma, ficariam sem ter explicação.

Por que teria a conduta humana assumido esta direção?

Por que corresponde ela a tal ordem de princípios conhecidos, como o bem e o mal, a dor, o progresso, a ideia de Deus etc.?

De onde surgiu este sistema, que também é lógico para a humanidade inteira?

Como explicar a gênese e o profundo significado de tudo isto?

O hábito nos faz esquecer estas questões, achando tudo natural, mas isto não basta para satisfazer a quem pensa. Somente este conjunto de remotíssimos precedentes pode ter marcado a via e a direção para um movimento ou desenvolvimento particular de fenômenos que, atualmente, por inércia, continuam a se desenvolver justamente segundo o tipo com que nasceram.

 Somente assim podemos explicar porque continuamos a errar e sofrer cegamente, quando a felicidade está pronta na adesão à Lei.

Continuamos, porque somos filhos do erro.

Erro e dor são conexos em uma lógica de ferro.

Há, pois, uma necessidade absoluta de admitir o seu termo paralelo e complementar: o erro, sem o qual a dor não se explica e, num universo lógico, cairíamos num flagrante e inconcebível absurdo, um absurdo de tal ordem, que faria ruir a lógica de todo o sistema, provocando o seu desmoronamento e chegando mesmo a macular de maldade e incoerência o semblante de Deus.

Compreende-se, todavia, que alguns se rebelem contra essa teoria da queda e do desmoronamento. Rebelam-se com razão, porque essa teoria foi até hoje apresentada apenas como enunciado de revelação, e não explicada e demonstrada através de uma análise racional e lógica.

Ela permaneceu, assim, como um ato de fé, como uma lenda envolta no mistério.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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