Síntese do Amor

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É bom, é lógico, é satisfatório reconhecer no amor o centro do Sistema.

É este princípio de amor o princípio de coesão que mantém una a Divindade, ainda que, para criar, ela se cindisse no seu íntimo (dizemos íntimo, porque nada se pode acrescentar ao Todo, e Deus é o Todo).

É este princípio de amor que também mantém unido o edifício desmoronado e o reconduz à salvação, mesmo que seja através da dor.

Quanto mais se desce nos planos da queda, tanto mais áspera é a dor e tanto mais amarga de ódio.

Quanto mais se sobe na evolução, tanto mais dulcificada pelo amor ela será.

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A essência da queda

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A essência da queda não é, portanto, um ato de punição, mas o afastamento de Deus, desejado pela criatura, que tem fatal necessidade de subir novamente a Ele, se quiser reencontrar a vida. A revolta contra Deus significava revolta contra a própria vida do ser, contra a sua própria existência.

O que poderia resultar desse comportamento, senão a morte, um não-ser, como é para a consciência (qualidade do espírito) a inconsciência (qualidade da matéria)?

Assim a queda foi um desmoronamento de dimensões em planos de vida inferiores, involuídos, em que todos os dons de Deus se contraíram em um estado potencial, de latência, do qual só o sacrifício de ascensão do ser poderá retirá-los, despertando-os para a atualidade.

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Adesão ao Amor

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Quando Deus criou o ser puro espírito, deixou apenas um ponto incompleto na Sua obra, a fim de que ela fosse completada pela livre adesão do ser. Este deveria, com a aceitação, harmonizar-se com o Sistema e, nele fixando-se em seu posto, dar prova de que sabia fazer bom uso da liberdade e inteligência que Deus lhe dera, compreendendo qual era o seu lugar na ordem da criação.

Elevar o ser ao grau de colaborador da obra de Deus foi ato de amor, ato paralelo ao dom da liberdade, pois que a criatura não podia ser um autômato, ainda que perfeito. A prova era um exame lógico e necessário.

Pode-se objetar: Deus, que sabia com antecipação que na prova muitos falhariam, devia impedi-la. Mas não se poderia evitá-la, senão violentando a liberdade do ser, tornando-o um autômato, incapaz de compreender e dirigir-se conscientemente.

Significaria alterar todo o Sistema, abalando-o pela base.

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Deus é sempre amor

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Com o método da intuição, encaramos os fatos transcendentais, mas sempre fatos. Sem tê-los procurado, concordamos com os enunciados sumários da revelação, o que é uma prova em favor, e não contra a queda espiritual.

Dizíamos que a Lei reage. Mas aquilo a que chamamos dor, que crucia, é atribuído a Deus, a causa de tudo, culpando-O também dela.

Revoltam-se porque acreditam ver em tudo isto uma punição, uma vingança divina.

No entanto a queda não foi vingança, nem punição.

Deus é sempre amor. Deus jamais pune.

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A lógica do Sistema (Deus)

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Não há razão que nos leve a crer que o universo seja uma obra ilógica e que o pensamento de Deus, que tudo guia e sem o qual nada se explica, não deva ser um processo lógico, admitido pela mais avançada ciência materialista de hoje.

A lógica de Deus não poderia ser um outro sistema de lógica?

O fato é que, em nosso universo, comprovamos um só tipo de lógica, que é também a humana, e é este fato que nos torna o universo compreensível. Não existe, pois, razão alguma para crer que a lógica do pensamento de Deus deva obedecer a leis diferentes daquelas a que obedece a lógica humana.

Entre o pensamento do homem, como função primeira do espírito, e o pensamento de Deus deve existir um denominador comum, por mais remoto e profundo que seja dado pela mesma substância que os constituem. Há ideias axiomáticas, não demonstradas, com as quais instintivamente toda a humanidade concorda.

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