A Queda e suas conjecturas (6)

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A evolução é o necessário sacrifício da subida, se não quisermos agravar a nossa situação, descendo. Somente nesse sacrifício de ascensão está a salvação.

Sem a queda, porque esse sacrifício?

Talvez para pagar a Deus o dom da vida?

E onde está a liberdade e o amor, quando se é constrangido pela força a pagar tão caro essa vida, que o espírito não pediu a Deus?

Mas que Deus seria esse, que não saberia gerar senão na dor, sendo obrigado a intervir com a redenção, e a criatura só tivesse para oferecer o sofrimento?

Como se vê, se recusamos a teoria da queda, entramos numa insolúvel trama de contradições e absurdos, de que nasce uma triste ideia da divindade.

O homem pode bem justificar-se, fazendo do erro da criatura um erro de Deus, mas não há quem não veja nisso um absurdo. Na vida, temos que nos reportar ao erro para explicar a dor, porque ele é essencialmente um estado de desarmonia na ordem da lei de Deus.

Ora, podemos nós admitir um erro em Deus? Não, é absurdo. Então, onde poderá ele ter existido, senão na criatura?

É inútil procurar mais, pois não há escapatória.

Deus que nos salve dos dilemas, que parecem uma tenaz de aço, mas que nada comprimem, porque, no fim, descobre-se que um dos seus braços era fictício. Incumbe-nos mostrar a lógica dos fatos. Os espíritos sabiam que a zona do ignoto era destinada à obediência. Eles sabiam, não eram ignorantes, sendo, por conseguinte, responsáveis e culpados. Sabiam o quanto bastava para obedecer e não quiseram, porque não acreditaram.

Tudo foi merecido, segundo a divina justiça. Só assim poderia permanecer intacta a liberdade. E o amor de Deus persistiu, porque, no Seu aspecto imanente, Ele desceu com a criatura, para ajudá-la a subir. Só assim se compreende e justifica o sacrifício da evolução. Somente assim a dor nos revela a sua lógica gênese.

Unicamente desta maneira se confere um valor lógico a todos os termos da equação, tornando possível coordená-los em um princípio unitário dentro de um sistema orgânico. Caem assim apenas os rebeldes.

Explica-se então a gênese do universo físico, a evolução das dimensões, o espaço curvo em expansão, o processo evolutivo.

Desta forma explica-se tudo; de outro modo, nada.

O grande desmoronamento é um desastre, mas o Sistema é tão perfeito, que pode restabelecer-se. Tudo se reduz a uma lição instrutiva, para que se aprenda a não mais errar.

Compreende-se então o significado da dor, amarga medicina que cura o enfermo e elimina o mal, que restaura o ser no ponto em que se feriu ao errar e o robustece nos lugares em que se revelou fraco e ignaro.

Não é este o processo corretivo de todo erro nosso em cada reencarnação?

Nada de vingança punição ou condenação, mas escola para a reconstrução da felicidade!

Quisemos acrescentar tudo isto, mesmo repisando alguns conceitos, a fim de que tudo seja exaustivamente controlado pela lógica e claramente demonstrado para todos.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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