A Queda e suas conjecturas (1)

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A teoria do desmoronamento nos demonstra que o semiciclo involutivo necessariamente tem de permanecer, pois sem ele faltará o indispensável e lógico complemento do inverso semiciclo evolutivo, que nós vivemos atualmente.

O mal e a dor são realidades indiscutíveis e características do ser decaído em planos inferiores de vida. É uma necessidade lógica que não possa estar em Deus a sua causa que, por conseguinte, só pode estar na criatura.

Sem a teoria do desmoronamento, teria sido Deus quem determinou o semiciclo involutivo, isto é, a inversão do espírito na matéria, da liberdade na escravidão, da luz nas trevas, da felicidade na dor etc.

Como poderia o próprio Deus chegar a esta absurda contradição de querer subverter o sistema que Ele mesmo criou?

Do ponto de vista da criatura, não teria sido injusto e maldoso (duas qualidades que Deus não pode ter) condená-la ao sacrifício da ascensão sem que ao menos fosse justificado o seu erro inicial?

As mentalidades que se rebelam à ideia de uma reação da Lei pela queda na dor, em virtude do erro de origem, perguntamos se não se revoltariam mais ainda contra o conceito de um Deus que haja querido uma criação imperfeita e progressiva, impondo ao ser inocente o tremendo esforço de construir a sua felicidade através da dor, por um preço tão duro, quando sabemos que o princípio de Deus, ao criar, é o amor, isto é, doação por ato de bondade.

É absurdo colocar no bem a causa primeira do mal; na felicidade, a da dor; na perfeição de Deus, da imperfeição. A causa deve estar na própria natureza do efeito. Dos dois termos com que nos defrontamos, a um dos quais deve caber a responsabilidade, somente a criatura pode errar, jamais o Criador.

Poderá desgostar-nos a ideia de sermos culpados, mas outra hipótese não existe para explicarmos as causas.

Na equação, cuja incógnita procuramos, muitos termos são tomados como pontos fixos, inamovíveis, tais como a bondade e a sabedoria de Deus, porquanto Ele não poderia deixar de querer e das Suas mãos não poderia ter saído senão uma obra perfeita.

Por outro lado, temos a existência da dor e do mal, o contrastante dualismo de princípios opostos e, enfim, a atual fase de evolução, que, em um sistema de equilíbrio, implica a lógica necessidade de uma complementar, inversa e precedente fase involutiva.

A única solução que concilia e resolve tudo é a teoria da queda.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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