Teoria da queda e suas provas (9)

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Qual probabilidade existe no Sistema para que possa verificar-se para o indivíduo, um desastre de tal magnitude, qual seja a sua anulação pela revolta definitiva?

Prontamente respondemos que, embora a destruição de um espírito seja possível, a probabilidade de semelhante destruição, na prática, é apenas teórica.

É verdade que o sistema é construído de maneira que possa chegar até aí, mas não está na lógica das coisas que um espírito se deixe arrastar até esse extremo.

Ser destruído é contra o interesse e a felicidade do ser, é agir contra o princípio do “eu sou”, que o mantém em vida. É verdade que o rebelde, tendo-se colocado no negativo, automaticamente propende para essa anulação. Mas a arma da revolta ele crava na própria carne e, quanto mais ele a utiliza, tanto mais intensifica a própria dor.

Ele tem de suportar um esforço cada vez maior, uma luta sempre mais feroz, para insistir nessa via dolorosa, para contradizer o seu próprio instinto de felicidade, para afastar-se do que constitui o centro para todos e também para ele – Deus.

Poderão impeli-lo por essa via de perdição o seu originário orgulho, o espírito de revolta, a força da inércia lançada como massa em ricochete, o mal e o ódio do que ele está feito. Mas o fenômeno deverá também atingir um ponto de saturação em que o interesse egoístico deverá prevalecer, porque a dor, intensificando-se sempre, superará o limite individual de tolerância, e uma existência de ódio e de mal cada vez mais distante de Deus, o centro de felicidade, acabará por tornar-se impossível.

Este será o momento crítico da inversão de rumo, da direção involutiva para a evolutiva. Então o ser se porá no caminho da reconstrução, no qual, à medida que é percorrido neste sentido, a dor irá diminuindo, e não aumentando como na direção oposta.

Além disso, temos ainda que levar em conta a presença de Deus, que está, como dissemos, no seio da parte desmoronada do Sistema.

Esta presença é uma força em ação, que envia apelos, auxílios e esclarecimentos.

Em imensos períodos de tempo, pela convergência de tantos impulsos, é impossível o ser não compreender o absurdo de laborar apenas em seu próprio dano, que ninguém, por pior que seja, pode desejar.

Existe, afinal, um outro fato. A unidade entre os involuídos, na zona corrompida do Sistema, quanto mais se desce, tanto mais pelo negativo é obtida, isto é, não mais como amor que unifica, mas como ódio que desagrega, como luta recíproca e cisão, ao invés de como paz e fusão.

Enquanto o sistema de Deus é centrípeto, o anti-Sistema de Satanás é centrífugo. Este, pois, em vez de centralizador, é autodispersivo. Tudo isto constitui uma fraqueza que mina cada vez mais o indivíduo, isolando-o, e acelera a chegada fatal àquele limite, em que se impõe a inversão de rota.

De todo o exposto, podemos concluir que, na realidade, todos deverão, mais cedo ou mais tarde, salvar-se.

Os mais rebeldes sofrerão mais e também alcançarão os braços salvadores de Deus, porque, se um só não chegasse, a obra de Deus teria sido imperfeita e seus fins de amor seriam frustrados.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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Um comentário sobre “Teoria da queda e suas provas (9)

  1. Cleo Ezio de Sousa

    “De todo o exposto, podemos concluir que, na realidade, todos deverão, mais cedo ou mais tarde, salvar-se.”
    A teoria da Queda é a única que explica todos os mistérios da vida.
    Conhecendo Ubaldi passamos a iluminar nossa caminhada.

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