Teoria da queda e suas provas (7)

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Onde está Satanás?

Está em toda parte como Deus, junto de Deus como Sua negação, assim como a sombra está junto da luz e sem a qual não sabemos o que é luz. Satanás é a treva que se aninha em cada ângulo, no qual se ocultam o mal e a dor para nos golpearem traiçoeiramente.

Satanás é o veneno depositado no fundo de toda taça, a dor sempre pronta para macular as nossas alegrias.

É a moléstia que assalta a saúde, é a morte que espreita a passagem da vida.

É a traição que está no fundo da amizade.

É o ódio em que está prestes a transformar-se o amor.

É o princípio de destruição que secretamente mina todas as construções humanas.

É o princípio do mal que sempre busca manchar a obra do bem.

É um princípio que toma forma concreta em atos e pessoas.

Satanás, embora como força invertida e negativa, está presente entre nós, como o está Deus, e eles se defrontam e se batem em nós, seu campo de batalha. Ainda que Deus, pela própria natureza do sistema, venha a ser o vencedor, esta batalha existe e a vivemos, em nós, sem sabermos que ela é a maior batalha do universo, que repercute em nós.

Em cada ato nosso, através da escolha que soubermos fazer, amadurece o nosso ser e avança a grande marcha da evolução. Em virtude dos atos e da livre escolha de todos os homens, opera-se o resgate, bem como a salvação.

Graças a essa intensa elaboração em que se empenham todos os seres, ocorre a regressão ou a estagnação, ou a redenção do universo.

Satanás exige que lhe paguemos em moeda sonante de dor o tributo de nosso resgate porque quisemos cair e, com a queda, o abrigamos em nosso interior.

Satanás está em toda parte do sistema desmoronado, é a doença do sistema, que o acomete e faz todos sofrerem. Também a parte incorrupta não se pode furtar a esta dor e, como fez Cristo, ajuda igualmente com o seu sacrifício. Mas é a parte divina, é a originária centelha de Deus, não extinta de todo e que permanece em nós, que deve lutar para restaurar a parte enferma ou satânica, da mesma forma que no organismo a parte sã luta, com os recursos vitais provenientes de Deus, para recuperar a saúde e reconstituir o equilíbrio.

Quando em nós se defrontam, em ação, duas motivações opostas de bem e de mal, em que se pesam a vantagem, em forma de alegria, e o dano, em forma de sacrifício, estamos diante do maior drama do universo, que configurou o nosso tipo de existência e que retorna, repetindo, no caso menor, a apocalíptica luta do universo entre o bem e o mal.

Por uma lei de inércia, que é verdadeira também no campo moral, pela qual uma massa, como uma ideia, continua a avançar na direção em  que foi lançada, enquanto não encontrar uma força que a desvie ou um atrito que a freie, por essa lei em nós, Deus continua a gritar “eu”, assim  como Satanás grita “eu”. E assim que cada um de nós, mais ou menos, pode personificar um ou outro, segundo o grau de evolução.

Podemos imaginar uma hierarquia na gradação dos valores invertidos em negativo, no mal, da mesma forma que há uma hierarquia dos valores positivos, no bem, onde temos no ápice da pirâmide  invertida, um Lúcifer, qual sublimação do mal elevado à máxima potência, assim como no ápice da pirâmide positiva está Deus, sublimação infinita das potências do bem.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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