Teoria da queda e suas provas (4)

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O motivo do desmoronamento imprimiu-se, assim, tão profundamente no sistema,  que o vemos ressurgir  em todo lugar, a cada momento.

Um estigma dualístico inquina e fragmenta toda a nossa vida.

A vida una íntegra, esboroou-se em um ritmo alterno vida-morte: ao dia se contrapõe a noite; à luz, as trevas; a cada afirmação, a sua negação.

A vida não se pode prolongar no tempo, senão continuamente invertendo-se no negativo, que a mata, vida que continuamente se despedaça, por efeito da queda. Bastaria isto, apenas, para provar a reencarnação.

Mas no fundo da morte (Satanás), está sempre Deus, que é a vida, o princípio pelo qual ela jamais se extingue.

Assim como o imutável absoluto desmoronou no imutável contingente –  que justamente por isso faz presumir a existência do primeiro – assim também a existência eterna corrompeu-se na existência no tempo, que a mede e a pulveriza em um ritmo interrompido por pausas opostas.

Eis, porém, que Deus, a força restauradora presente na evolução, tende para a correção do desmoronamento. A vida, evolvendo, transfere-se cada vez mais do plano físico para o espiritual. Desta forma, cada vez mais também há tendência ao desaparecimento do lado negativo – morte – como igualmente do mal e da dor, com o retorno a Deus na reconstituída unidade íntegra da vida, que não tem mais morte.

Mas no mundo, tudo rui por terra.

Cada alegria ameaça inverter-se em dor, parecendo ter nascido envenenada pela recordação do primeiro desmoronamento.

Para continuar, a vida deve refazer-se desde o começo, na semente, no filho.

Tudo nos dá ideia de alguém que, subindo uma encosta em terreno resvaladiço a cada três passos para diante, dá dois passos para trás.  Recua, mas um passo ganha sempre, e assim a evolução avança, avizinhando-se cada vez mais, ainda que lenta e fadigosamente, da libertação.

É longa e dolorosa a elaboração  evolutiva. Mas é verdade também que o elemento negativo está submetido a um atrito contínuo, em face da resistência que opõe à força, mais poderosa, de Deus, motora da ascensão.

O elemento negativo assim se desgasta, autodestruindo-se e cedendo, da sua substância à parte positiva.

A sensação desse atrito de forças opostas chama-se dor.

Por isto que a dor redime, mata o mal, ilumina as trevas, reconduz à alegria, à unidade findando o dualismo, retificando o negativo em positivo.

É este atrito que se chama dor que reconstrói o lado desmoronado do sistema e, por isso, constitui a base da evolução, ascensão para a felicidade.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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