Teoria da queda e suas provas (3)

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Alguma vez perguntamos a nós mesmos porque o estado primordial do universo é o caos?

Se tivesse sido obra de Deus, deveria ser obra perfeita e não caos.

E, pela evolução, esse caos é o ponto de partida de um longo caminho que avança para a ordem. Somente com a teoria do desmoronamento tudo isto se torna compreensível.  Satanás está nos antípodas de Deus, assim como o caos nos antípodas da ordem.

O universo atual vai do primeiro ao segundo, os dois polos do ser.  Só com a precedência de um desmoronamento, isto é, com a existência da outra metade do ciclo, inverso e complementar, tudo se pode compreender.

Isto implica que, se uma parte ruiu, não o fez o sistema e que, no fundo do caos, Deus continua a estar presente, Deus que é a única força capaz de retirar uma nova ordem da desordem. Á reconstrução, se de fato é operada pela dor purificadora da criatura, é dirigida por Deus, o que é provado pela descida de Cristo à Terra.

Agora podemos compreender melhor o desenvolvimento da trajetória típica dos movimentos fenomênicos, que sintetiza o atual caminho da evolução, para reconquistar, entre dores e provas, o paraíso perdido.

O desmoronamento ocorreu de +∞→−∞. A reconstrução aqui sintetizada é de −∞→+∞ ,ainda que para o nosso concebível ela agora é limitada ao trajeto γ→β→α.

No desmoronamento das dimensões reduziu o Todo ao nada, ao ponto, sem dimensão. E este -∞ (infinito negativo), o ponto de partida da evolução, segunda metade do ciclo, a que vivemos atualmente. O ponto de chegada é +∞ (infinito positivo), sendo todo o processo dado pela dilatação do ponto, não dimensão, na dimensão máxima, o infinito.

O movimento retoma sua direção e, no conjunto, consegue subir, sempre contrastado e em luta com a descida. A subida prossegue, isto é, a evolução vence, ganhando terreno em cada ciclo, ainda que em todos os ciclos o primeiro desmoronamento volte a se fazer sentir como um assalto do mal, mas depois vencido e superado.

Assim é, porque o sistema no seu conjunto não é o sistema de Satanás, mas o sistema de Deus.

Deus, permaneceu centro de tudo, enquanto o sistema de Satanás tem por centro −∞, o nada, o ponto não dimensão, razão por que, para ele, a existência  só pode significar anulação.

O sistema positivo de Deus, embora contendo o sistema negativo de Satanás, é mais forte de que ele. O outro sistema está contido e é mais fraco, irremediavelmente minado pelo seu negativismo.

Por isso se pode dizer onde o bem deve vencer e que as portas do inferno não prevalecerão: “Portae inferi non prevalebunt”.

 

 

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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