O instinto de unidade

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O instinto fundamental do ser é criar, eco longínquo do primeiro impulso que Deus imprimiu a todos os seres e por eles repetido, revoluteando continuamente no mesmo ciclo e esquema fundamental do universo.

Instinto irrefreável e que, contudo, termina na dor, mais não se poderia dizer sobre o instinto que leva à alegria e a fatalidade que conduz ao sofrimento, pois que este é o fundo da taça de todos os prazeres humanos. Um impulso irresistível impele-nos para a vida compele-nos a gerar, mas lhe obedecemos apenas para alimentar a morte.

Esta é uma gênese que se exaure, se cansa, porque está ruída a originária potência divina que lhe concedia indestrutibilidade.  Tudo na Terra se desgasta e exige contínua restauração.  Iludimo-nos pensando em reviver nos filhos e nos netos, mas o tempo se encarrega de tudo destruir, tanto nós indivíduos, como nossa progênie, e tudo se desfaz no pó de todas as coisas, até à última recordação.

O ser, aterrorizado em face do sacrifício de viver em uma existência despedaçada, em que o instinto originário é permanentemente traído, poderia furtar-se à vida. Estaria na condição de um faminto que, não podendo saciar-se na copiosa refeição que anseia, recusasse uma côdea de pão e preferisse morrer de fome.

Uma recusa à própria vida ou a gênese de outras, significa distanciar-se ainda mais do centro, é uma aproximação maior do anticentro do negativo; significa pôr-se a caminho do aniquilamento.

Mas ao entramos em uma trajetória mais vizinha do centro, onde as posições invertidas começam a endireitar-se, o sacrifício vem antes da alegria e a gênese produz frutos que não temem a morte, porque eles mesmos continuam a gerar indefinidamente no tempo.

O homem que lança uma ideia para o bem do mundo é um pai espiritual de uma capacidade genética desconhecida no plano material.

Estas são as leis da vida. Violá-las só pode acarretar dano ao violador.

A vida é irrefreável impulso divino.

O suicida é o maior negador de Deus, pois quem atenta contra a Lei é assassino também da própria alma.

A vida quer expandir-se para voltar a ser o que era – infinita.

A vida quer retornar à unidade.

A união dos sexos tem o seu rito próprio e celebra, ainda que em forma profundamente reduzida, a conjunção final na unidade dos dois semicírculos do grande ciclo do ser: o involutivo e o evolutivo, o momento supremo da reconstrução, o triunfo final da gênese divina. É assim que os seres, por instinto de unidade, se atraem.

A solidão é terrível. Por isto a vida procura a vida, as multidões atraem multidões. A segregação do convívio humano, como no cárcere, é punição e dor.

Quanto mais involuído for o ser, portanto mais fracionado, tanto mais se sente só e mais procura uma companhia.

Quanto mais espiritualizado for ele, por conseguinte mais evoluído, tanto mais sente a vida universal por toda a parte e menos se sente só em qualquer solidão aparente.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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