O mal fere aquele que o faz

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O amor se avizinha da incorruptibilidade originária, quanto mais evolve da matéria, sabe subir da forma corruptível ao espírito.

Somente os produtos do amor feitos mais com alma do que de corpo podem resistir à destruição que o ser encontra na periferia, por serem o resultado de um processo genético menos periférico, qual a carne, e mais central, qual é o espírito, mais próximo de Deus.

Só o amor feito de alma pode sobreviver à morte do corpo.

A própria forma que o amor assumiu na criatura nos fala de um universo desmoronado. Com a queda tudo se desmoronou, inclusive o amor. O indivíduo é, assim, incompleto, uma metade.

O ser completo forma-se de dois sexos, as duas metades que, reunindo-se, reconstituem a unidade cindida. Sozinho, o eu deve sentir-se mutilado e perenemente à procura do termo oposto, somente com o qual pode completar-se, voltando a ser uno.

Quanto mais periférico o ser, tanto mais separatista, isto é, egoísta no amor, que assim é sempre menos amor.

Quanto mais central for o ser, tanto mais é unificador, isto é, altruísta no amor, que assim é sempre mais amor.

O Amor é o centro do universo!

O amor evolve do egoísmo para o altruísmo, em vastidão, profundidade, potência e prazer. Ele deve tornar-se cada vez mais semelhante ao Amor de Deus e, quanto mais se lhe aproxima, tanto maior o seu poder criador.

O amor egoísta, pelo gozo próprio, que o caracteriza, é um amor separatista, é a contradição de si mesmo, é um amor degradado, encerrado em si próprio, em um mar de ódios, um amor que, distanciado de Deus, cresce em poder destruidor e involve para a autodestruição.

Quanto mais a criatura inverter o modelo que deve imitar, tanto mais ela se põe fora da Lei. Esta, então, se houve abuso do prazer, contrai-se e nega o amor. Fica, então, fragmentado, tornando-se o outro termo inacessível. Nascem, assim, em ambos os sexos os invertidos cuja personalidade tem os sinais opostos aos do seu corpo. Deste modo a Lei se revolta contra eles, como eles se revoltaram contra a Lei.

Qualquer violação, seja do gênero que for, nos coloca em posição inversa, condenados à carência correspondente ao abuso. O ser se deforma, não a Lei. Ele permanece estropiado no patológico, vulnerável, portanto. O mal fere aquele que o faz, não aqueles para os quais foi feito.

 Pretender gozar farta e ilicitamente significa privação futura, a consequente e proporcionado sofrimento de recuperação. Impõe-se depois a reconstrução na Lei, em que se deu a demolição, reconstrução com a própria dor, que outra coisa não é senão a originária alegria de existir, invertida pelo ser rebelde.

O caminho da desobediência a Lei é a da autodestruição, pois que a Lei é a atmosfera de Deus, sem a qual falta ao ser a respiração da vida.

O homem, mais evoluído e, mais livre que o animal, pode pecar muito mais e por isso mais sofrer, porque mais conhece, e mais ainda deve aprender a conhecer, tornando-se cada vez mais ativo e responsável na Lei por ser cada vez mais investido na função de piloto da própria nave.

 

 

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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