Praticar o mal

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Que sucede quando um homem pratica o mal?

A técnica do sistema, diz-nos que ele, crendo na sua ignorância praticá-lo em seu favor na realidade opera em seu detrimento.

Praticar o mal significa dispor-se a marchar contra a corrente do sistema, introduzir-se na corrente inversa, isto é, significa enveredar pela via da autodestruição. A vantagem imediata poderá dar-nos a ilusão de vitória, mas é necessário ver o que se paga por ela, o que ela nos vem custar em nossa ruína espiritual, isto é, em demolição de nosso “eu”.

Com a inversão de todos os valores da vida, sofremos a expulsão e isolamento do sistema. Então, assume-se uma posição inversa, em que a riqueza se transmuda em miséria; o conhecimento em ignorância; a liberdade em escravidão; a alegria em dor etc.

Os triunfos do mal são efêmeros ainda que as aparências momentâneas nos iludam. Não nos estagnamos no presente. A vida eterna é longa e em sua extensão tudo se paga. Quem entra na corrente sinistrogira, por mais que seja o seu poder como centro autônomo, está sempre cm uma corrente que tem contra si todo o universo.

Vitórias encerradas no tempo, maculadas de traição e prestes a ruir, porque fazem parte do sistema da revolta e do desmoronamento. Quem pratica o mal, isola-se no Todo, e é envolvido pelo sistema para corrigir-se ou é combatido pela anulação, qual tumor patológico.

Qualquer que seja a vantagem aparentemente obtida, a posição que dela resulta é um grande malefício para o ser, e os de quem a escolhe. Eis de como o mundo moderno, por não haver compreendido nada da estrutura do universo, está laborando em próprio dano.

Ainda não aprendemos a compreender que toda infração da Lei é uma subversão parcial do sistema, que toda culpa que se repete estabelece a inversão das correntes das forças do bem nas do mal, em nosso prejuízo e nos ligamos cada vez mais á dor, colocando-nos em uma posição revirada, de que não é possível sair, senão endireitando-a, com o próprio esforço. Assim se explicam tantos destinos carregados de impulsos negativos, que não podem cessar de atormentar-nos, enquanto não forem completamente exauridos.

O conhecimento da estrutura do sistema e de nossa posição nele, explica-nos o porquê da forma que assume em nosso mundo humano esse fator fundamental que é o Amor. É natural que em um sistema corrompido, tudo ofereça o seu contraste em mal e dor.

Do eterno e divino Amor, ao qual se deve a gênese de todas as coisas, no grande naufrágio do ser, só ficou uma pobre caricatura dele, aqui na periferia em que nos encontramos. O seu produto tornou-se caduco; a vida que ele gera não é a vida eterna criada por Deus, mas uma vida fragmentada sempre ameaçada de precipitar-se na morte – a vida do corpo, a vida na carne.

Do amor humano, que é uma corrupção, uma derivação involuída do Amor-divino, só pode emanar uma gênese imperfeita, continuamente contrastada pelo mal e pela dor. Mas não nos esqueçamos de que no interior da forma remanesceu a originária centelha do ser da gênese divina, o espírito “que não nasceu do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”, (João: 1-13).

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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