Evolução na matéria

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De onde deriva o instinto vandálico dos primitivos?

Quanto mais involuído o indivíduo, tanto mais próximo está do polo negativo do ser, e tanto mais afastado do positivo, isto é, tanto mais na periferia do sistema se encontra o ser, tanto mais distante do centro genético de Deus, tanto mais invertido no sistema oposto a destruição.

Assim se pode compreender como fosse fatal que Cristo encontrasse o martírio na Terra. Aqui a manifestação do ser é a agressão e a destruição. Elas tiveram de defrontar-se com o Amor de Cristo, e com o Amor deveria vencê-las.

Que o princípio da destruição seja próprio da periferia do sistema e o princípio genético seja próprio do centro, prova-o também o fato de que as formas da vida para sobreviver têm que, continuamente, travar luta, resistir a assaltos, suportar um ambiente hostil, em que se faz sentir uma ação destruidora em seu exterior, enquanto, de seu interior, onde reside o princípio genético que todo ser possui no íntimo, elas recebem continuamente recurso de reconstrução (defesas orgânicas, reparação de tecidos etc.).

A vida se manifesta, efetivamente, do interior para o exterior, como uma floração contínua, por obra de um influxo emanado de um imponderável no íntimo do ser, que faz pressão para manifestar-se no plano físico. Uma vez neste, fica sujeito a contínuos atritos e assaltos (sistema sinistrogiro), num desgaste lento até à morte, mas sustentado por um íntimo impulso vital (sistema dextrogiro), luta pela sobrevivência e, prepara, ao mesmo tempo, com a reprodução, a imortalidade.

Por tudo isso, a fadiga e a luta de viver são necessárias, porque da experiência nasce a evolução, que leva o ser a nível superior. Encontramo-nos no ponto de atrito (dor) entre os dois sistemas, devendo ser nosso trabalho de reconstrução com o desgaste do sistema sinistrogiro (o mal) em favor do sistema dextrogiro (o bem).

Devemos restaurá-lo, porque nós o destruímos.

E a justiça de nosso domínio sobre os seres inferiores se explica pelo fato de que, com o nosso esforço, mais temos avançado no caminho da reconstrução.

Este árduo trabalho não pode ser executado pelo espírito senão nas zonas periféricas da destruição, onde a matéria oferece mais resistência e o ambiente é mais hostil. Ele aí tem que se submeter ao sacrifício e à dor, para promover a evolução, isto é, aquela elaboração para a qual as zonas mais calmas do centro não poderiam oferecer nem oportunidade, nem o material.

Mas, outra razão ainda existe para isso. A queda foi no estado de matéria, e o ser deve ressurgir dela, através dela, carregando-a consigo como seu corpo. A carga só poderá aliviar-se pela sua purificação e reespiritualização, operada pela dor. Decaído na matéria, ele deve reerguer esta parte decaída de si mesmo, reconduzindo-a, com o próprio esforço, ao primitivo estado de pureza e perfeição espiritual.

Por este motivo, a evolução do ser se processa na matéria.

Por mais que seja, essa projeção à periferia tende e serve para elevar o ser até o centro. O sistema, contra todas as resistências do anti-Sistema, é sempre construtivo.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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