Aprender a evoluir

pne1

A diferença entre o evoluído e o involuído é que só o primeiro dirige, conscientemente, a sua vida. Esta é uma sabedoria que o ser tem de conquistar com o seu esforço, como faz o menino para aprender a andar, caindo, levantando-se e caindo de novo.

Mas aonde o conhecimento do ser não chega, aí funciona automaticamente a Lei, que o leva na sua corrente. Se ele introduzir nesta os seus impulsos errados a procura de desvios, a Lei o corrige com a dor.

O progresso se realiza, então, não se chocando com a reação da Lei que se rebela contra as tentativas erradas, mas em forma tanto mais fácil e rápida, porque a evolução não é mais travada pela luta entre dois impulsos opostos, mas sustentada e estimulada por dois impulsos concordantes que se somam, o da Lei e o do ser.

Na realidade temos muitos destinos diferentes que se desenvolvem um perto do outro, mas cada um seguindo o seu caminho particular conforme a lei do seu desenvolvimento. Como nesta rede os fios condutores de tantos destinos não se misturam cada um recebendo o que mereceu segundo a justiça, e dela ninguém pode fugir, ainda que o destino seja por amor ou ódio, bondade ou maldade.

Deus não pode permitir que seja violada a justiça da Lei, pela qual cada um pode semear e colher somente no seu terreno, o que quer dizer receber apenas conforme os seus méritos e culpas.

Se, pelo princípio de justiça, pagar as consequências atende a uma necessidade absoluta, sem possibilidade de confusão, empréstimos ou escapatórias, cada um tem de assumir as suas responsabilidades com pleno respeito a seu próprio livre arbítrio, sem que qualquer outra pessoa possa ser responsável em seu lugar.

Cada um tem de pagar pelas suas culpas e não pelas dos outros, tem de ser premiado pelas suas virtudes e não pelas dos outros. Pela justiça de Deus, tudo o que nos acontece na vida deve ter sido merecido por nós, a causa deve estar em nós mesmos. É em nosso passado que temos de procurá-la e não nos outros.

A evolução procede por tentativas, onde o caminho é percorrido por um ser ignorante que, exatamente através da sua experimentação, está conquistando o conhecimento.

Trata-se de uma amplitude limitada, de uma pequena liberdade de cometer erros, mas fechada dentro de uma ordem maior, a da Lei que, se os admite, logo os corrige e endireita pela dor.

Eis então que em cada ação do indivíduo, concorrem junto três impulsos ou elementos:

1) a ignorância dele, da qual deriva a incerteza das suas tentativas e os seus erros;

2) o rigor da lei causa-efeito, pela qual o indivíduo está sujeito às consequências do seu passado;

3) a liberdade de tomar novas iniciativas, sobrepondo novos impulsos aos velhos, que, porém, a limitam, até que eles se esgotem.

Assim, no cumprimento de um destino há uma tendência que, se é irresistível, ao mesmo tempo é suscetível de se adaptar ao ambiente, ao momento, à pressão dos impulsos dos outros destinos que se vão desenvolvendo juntos e que também se querem realizar.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s