A força do destino

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No cumprimento de um destino há uma necessidade absoluta de realização, mas ela não é rígida e mecânica, mas uma vontade contínua, uma  pressão constante implacável, impulsionando para se realizar, de modo que está pronta para isso, logo que o ambiente o permita. Ela funciona por tentativas, mas com a maior tenacidade, aproveitando todas as oportunidades.

Eis, então, que na férrea atuação da lei de causa e efeito penetra uma elasticidade de adaptação às circunstâncias do momento. Se não encontrar logo as condições para se descarregar, a pressão dessa força continuará esperando a oportunidade, mas nessa espera ela se irá concentrando sempre mais porque cada vez mais comprimida pela falta de desabafo. Assim, aquela força continuará impelindo e sempre com mais urgência no mesmo sentido, estabelecido pela lei causa-efeito, até que estourará conseguindo transformar-se em realidade, no fato concreto.

Uma vez que o indivíduo, com o seu livre arbítrio, lançou tais forças, elas automaticamente caem no domínio da Lei, que as canaliza, conforme seus princípios, em caminhos dos quais elas não podem sair e que têm de seguir até seu esgotamento.

O indivíduo lhes fica amarrado pois elas fazem parte da sua personalidade, do jogo de forças que a constituem. É assim que o passado está dentro de nós, amadurece conosco definindo o trajeto de nosso destino, e nos acompanha no presente e no futuro, nos ajudando ou nos perseguindo, como merecemos.

O princípio de justiça na realização de um destino fica respeitado, porque ele depende do que o indivíduo escolhe de tudo o que encontra no seu ambiente e do uso que de tudo isto ele faz, assim como as doenças dependem da predisposição clínica do ser, dependendo, também, do mesmo ambiente microbiano geral, a doença pegará ou não.

A culpa está na fraqueza congênita, consequência do passado, que é a que estabelece uma predisposição para dados ataques uma atração que representa um convite para dados tipos de agressões.  São as consequências do nosso passado, na forma de nossas qualidades, se não as corrigirmos, o que nos faz sair vencidos ou vencedores.

Assim as forças que o indivíduo no passado movimentou com sua personalidade, agora o dirigem para preferências instintivas, as quais são o que orienta e governa sua vida. Das mesmas coisas, no mesmo ambiente, indivíduos de natureza diferente, podem fazer um uso diferente, com resultados diferentes. É assim que cada um paga pelas suas culpas e não pelas dos outros; e é premiado pelas suas virtudes e não pelas dos outros.

É assim que tantos destinos diferentes, enredados no mesmo ambiente, podem apesar disso se realizar juntos, uns ao lado dos outros, sem se misturar, cada um recebendo conforme seu merecimento.

Isto é possível pelo fato de que o impulso do qual depende o nosso destino é provido de elasticidade e adaptação, e ao mesmo tempo de uma poderosa vontade de se realizar, o que significa uma tendência e pressão constante, que não pode deixar de atingir o seu objetivo.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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