O processo involutivo-evolutivo

du

Todo o processo involutivo-evolutivo poderia ser representado por um círculo, cuja metade direita exprime o período ou fase de ida em descida ou desmoronamento do Sistema, e cuja metade esquerda exprime o período ou fase de retorno em ascensão ou reconstrução do Sistema.

Neste, que é o ciclo do transformismo, o ponto de partida e o de chegada coincidem. Esse é o polo positivo do Sistema, do qual se parte e ao qual se retorna, atravessando os seus antípodas no polo negativo.

Em A Grande Síntese, foi analisada particularmente a segunda metade do ciclo, a evolutiva, que vai de –∞ para +∞, aquela que agora estamos vivendo, tendo sido deixado de parte o estudo da sua primeira metade, a involutiva, que vai de +∞ para –∞.

Vimos que, em termos de dinâmica, a revolta consistiu em introduzir no sistema de forças originário dextrogiro (positivo) um vórtice de forças sinistrogiras (negativas), funcionando como Anti-Sistema, menor no Sistema.

Então, na 1ª metade do ciclo (fase involutiva, de desmoronamento) atua e domina o elemento negativo, tendente ao estado –∞ (caos, plena realização do Anti-Sistema), o que quer dizer que é este Anti-Sistema, constituído de vórtices sinistrogiros, que desgasta em seu favor o sistema dextrogiro de forças, enriquecendo-se com esse desgaste.

Atingido no ciclo, porém, o ponto crítico de saturação no negativo, o processo inverte-se. Na segunda metade, é ativo e domina o elemento positivo, oposto, tendente ao estado +∞ (ordem, realização plena do Sistema), o que significa que é o sistema dextrogiro que desgasta em seu proveito o anti-sistema sinistrogiro, enriquecendo com o desgaste deste.

Assim, após haver atingido no ciclo o ponto crítico de saturação no negativo, agora se alcança o correspondente no positivo, ponto que, como vimos, coincide com o de partida, mercê do que, o sistema desmoronado acaba, finalmente, por encontrar-se em um estado em que tudo está perfeitamente refeito e reconstruído.

É natural que as duas fases de desgaste e progressão devam ser inversas e complementares, como as duas metades que se equilibram e compensam em um sistema único, dividido em dois períodos equivalentes, um de ida e outro de retorno. Isto corresponde também a uma necessidade lógica e, além de tudo resolver, satisfaz a razão.

Todo o processo se reduz a uma elaboração íntima, onde o estado de +∞ transforma-se, pelo desmoronamento, até chegar ao estado de –∞ e supera este, auto-reconstruindo-se, até retornar ao estado originário +∞.

Sabemos que +∞ significa o estado orgânico de perfeição, de ordem, da criação originária, em que Deus, o bem a felicidade e o amor triunfam; como também sabemos que –∞ expressa o estado de desorganização, de imperfeição máxima, de caos do universo desmoronado, em que Satanás, o mal, a dor e o ódio triunfam.

Assim como a criação de origem foi uma construção orgânica feita por Deus em Seu seio (o Todo no Todo), também essa elaboração do desmoronamento e reconstrução, indo da ordem ao caos e do caos à ordem, ocorre sempre no seio de Deus (o Todo no Todo), ou seja, está compreendida no âmbito da circunferência que fecha o ciclo de ida e volta.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s