O caminho de volta

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Como visto, a verdadeira imortalidade é a que a evolução realiza levando o ser até o S, acima da matéria até ao espírito, do estado de inconsciência próprio do AS ao estado de consciência próprio do S.

Assim, no período da vida todas as experiências ficam registradas no subconsciente como numa fita. Na outra forma de vida que chamamos de morte, o ser transporta essa gravação para observá-la.

Essa é a fase de decantação e filtragem, de digestão e assimilação, de interpretação e compreensão, fase oposta e complementar à precedente, trabalho que antes, no meio da luta, não podia ser feito.

Essa nova operação será tanto mais profunda e perfeita, quanto mais o ser for evoluído.

O que liga uma vida à outra, o fenômeno fundamental que permanece constante, é essa assimilação nas profundezas do eu em contínuo crescimento. Assim como acontece no tronco de uma árvore, cada vida sobrepõe uma nova camada às precedentes, e elas nos contam a história toda daquela existência.

Cada um leva consigo o livro onde tudo foi escrito, que não pode ser apagado e pode ser lido, como poderá fazer a psicanálise do futuro. Cada qualidade, impulso, movimento no presente, não é senão a consequência de tudo o que foi vivido no passado.

Só poderemos compreender a nossa vida se a encararmos neste sentido imenso, que a abrange em todo o seu caminho evolutivo.

Estamos presos pelas consequências do nosso passado, somos o que somos porque assim nos construímos nas vidas precedentes, não podemos sair de nossa forma mental já feita e ela é o único instrumento que possuímos para entender e julgar.

A nossa sabedoria atual é filha da escola que no-la ensinou.

Tal é a história da formação e presença dos instintos.

Para os involuídos que não possuem ainda uma consciência para se dirigir, quem os impulsiona por um caminho certo para o seu futuro é o pensamento e a vontade da Lei. Não é ao acaso que o ser tem de progredir, mas ao longo de um caminho já assinalado, porque a evolução vai de um universo tipo AS, para um universo tipo S.

O caminho já está marcado, porque é o endireitamento em subida, do caminho que, em descida, foi percorrido na fase da involução.

Eis que o crescimento do eu pode-se realizar automaticamente também nos níveis inferiores, da matéria, plantas e animais, onde ainda não existe uma consciência que possa se dirigir por si próprio.

Agora se trata de percorrer o mesmo caminho, mas na direção oposta, em subida, em vez de ser em descida. Já está marcado o ponto de partida e o de chegada, e a linha da evolução que os liga e une no mesmo processo.

Seria absurdo pensar que o processo evolutivo tivesse de ficar ao dispor das capacidades de compreensão do ser. O conhecimento aparece quando o ser está bastante adiantado e o mereceu pelo seu esforço e caminho percorrido.

O surgir da consciência é um efeito e não é a causa do amadurecimento.

De fato, em nossa própria vida, vemos que o destino não nos explica o porquê. Só age e atua. A explicação do porquê cabe ao indivíduo encontrá-la.

Ele não a pode encontrar senão quando se tornar bastante evoluído, para entender o que a Lei exige dele.

A Lei nada explica, mas o fustiga sempre, até ele entender.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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