O dinamismo evolutivo

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O homem antes de desenvolver as suas qualidades racionais, ele se dirige pelo instinto. Só depois de ter atravessado o período de repetição automática instintiva que resume rapidamente o passado, o indivíduo inicia na fase consciente o trabalho de continuar construindo a sua personalidade.

Neste período da maturidade que o indivíduo toma iniciativas novas, continuando o trabalho de construção da sua personalidade, realizado no passado e armazenado no subconsciente. É o período dinâmico das novas experiências, a fase ativa da exploração e assimilação. É uma viagem do eu que se lança fora, no mundo exterior, onde encontra choques, devora e assimila impressões.

Assim o gasto de energia da qual os jovens são ricos, acaba produzindo a sabedoria da velhice. A carga de dinamismo se transforma em psiquismo. Poder-se-ia então definir o fenômeno biológico como um processo de transformação da energia em conhecimento, pensamento, inteligência. Então, o fenômeno biológico representa o trecho dinâmico-psíquico dentro do transformismo físico-dinâmico-psíquico, que é o percurso da evolução. A sabedoria da velhice é o equivalente psíquico dos valores dinâmicos da juventude. Nada se destrói, tudo se transforma.

É este período ativo, no qual o eu está acordado no consciente, o período em que se pode realizar o esforço da subida e progredir no caminho evolutivo. Os outros períodos têm funções diferentes, de descanso ou compreensão, reorganização, assimilação profunda. É o período de consciência acordada na vida, o que é o mais independente do determinismo do subconsciente, período não mais de repetição automática, mas de livre iniciativa do novo. É neste período que o livre arbítrio pode melhor funcionar, sobrepondo-se ao instinto, para corrigi-lo.

O desenvolvimento deste processo poderia ser expresso por uma linha em forma de onda, na qual temos um período de descida, no período da velhice até à morte, e um período de subida, depois da juventude, na plenitude da maioridade, subida superior à descida precedente, de modo que o resultado final de todo o movimento ondulatório é uma ascensão contínua.

Então, o período verdadeiramente ativo neste processo da reconstrução da personalidade, como de ascensão evolutiva, é o período consciente da vida, no qual é possível a livre escolha, acima dos instintos, ou retorno automático do passado.

O desenvolvimento desse processo evolutivo poderia ser expresso também pela abertura de uma espiral, uma figura que representa o “desenvolvimento da trajetória típica dos motos fenomênicos”.

O período dinâmico consciente do trabalho construtivo da idade madura, em que se realiza a subida evolutiva, é representado pelo período de abertura da espiral, que expressa o caminho expansionista ascensional da evolução.

O oposto período de contração involutiva da espiral, que volta um pouco para trás, fechando-se sobre si mesma, representa o período de involução e inércia da velhice, e o que foi vivido desce ao subconsciente, no qual o indivíduo o encontra gravado, como lembrança do passado, que ressurgirá amanhã. E assim por diante, até que por esse jogo alternativo de expansão e contração, mas a primeira maior do que a segunda, se pode realizar o processo evolutivo que vai do AS ao S.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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