A destruição do mal

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Agora vamos compreender a técnica pela qual se dá a destruição dos espíritos maus, nos quais se personifica o mal.

Eles são anti-Sistemas que se isolam e se imobilizam cada vez mais, por progressiva curvatura, até se anularem.

Há uma descida de dimensão em dimensão, da fase superconsciência à nossa consciência racional, à fase de consciência linear (tempo).

Deste modo, o espírito, reduzido de uma estrutura volumétrica à de superfície e, enfim, à linear, está definitivamente sepultado como consciência, anulado na matéria, sua última forma de vida, sem consciência.

Ele pode continuar a existir assim, negativamente, ou então, desde que o deseje, inverter a rota para subir e evolver.

A fase humana do mal não é a dos níveis mais baixos.

Em qualquer deles, porém, o ser está sempre diante de uma alternativa: retroagir, voltando a subir para o bem e para o centro-Deus, ou então continuar a descer até ao aniquilamento.

Neste último caso, por meio do habitual processo, abaixar-se-á a perpendicular, cuja elevação erguera da superfície ao volume, conduzindo de novo este, como por achatamento, à superfície. Depois se abaixará a perpendicular que elevou a linha à superfície, e esta, como que se achatasse, reduzir-se-á à linha. Finalmente se abaixará a perpendicular que elevou o ponto à linha, e esta, como que achatando-se, reduzir-se-á ao ponto. Estamos no final do processo.

A contração se completou, o Sistema se anulou, todo o edifício se reduziu a um ponto, a uma não-dimensão.

O núcleo, último reduto do Anti-Sistema, continuará ainda como rebelde sinistrogiro, girando sobre si mesmo. Mas, por fim, mesmo essa reserva cinética será destruída pelo atrito contra as radiações dextrogiras dominantes, e esta última substância componente também será retomada na corrente positiva do ―eu sou.

É desta maneira que os anti-Sistemas que quiserem persistir como tais são submetidos a um processo progressivo de achatamento até à sua destruição, enquanto a substância que os compõe, sendo indestrutível, vem a ser utilizada em favor do sistema Uno-Deus, pois que a destruição é da individualidade (eu), e não da substância.

Essa é a técnica que garante a destruição do mal e a vitória final e absoluta do bem.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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