Como moldar o destino

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A vantagem de conhecer a técnica do desenvolvimento do destino, está no fato de possuirmos um conhecimento para escolher o caminho melhor, e com isso um meio para dirigir o destino inteligentemente, evitando choques com a Lei, os erros e as correlativas dores, que cumprem a função de o endireitar.

Assim possuiremos a arte de moldar o nosso destino, o que significa possuir a técnica da construção da nossa personalidade: sabedoria fundamental, de libertação e salvação, porque ela nos permite subir para níveis de vida cada vez mais adiantados, e por isso mais felizes.

O destino é o caminho que o indivíduo percorre na construção da sua personalidade. Os resultados dependem da escolha que ele faz deste caminho, conforme ou contra a Lei, aproximando-se ou se afastando dela.

Sabemos que no destino há uma parte determinística representada pelo retorno e continuação do passado, a qual temos de aceitar à força (lei de causa e efeito); mas que há também uma parte livre, na qual podemos tomar novas iniciativas.

Então, se o passado foi errado e hoje nos esmaga, é possível libertar-nos dele, neutralizando-o, seja deixando que ele esgote o seu mau impulso e suportando com paciência os sofrimentos decorrentes, seja substituindo aos velhos hábitos contra a Lei por outros novos, de acordo com ela.

Eis o que fazem os inteligentes, os sábios.

O segredo da felicidade está em saber mudar o nosso destino de involuídos no de evoluídos.

Nisto consiste o processo evolutivo para o homem, trabalho que cada um tem que realizar com seu esforço, para si, sozinho, perante a justiça da Lei, carregando todo o peso do seu passado, mas com a possibilidade de se libertar dele, construindo agora a sua personalidade em sentido diferente.

O peso das qualidades gravadas no passado, no subconsciente humano, individual e socialmente, é incrível, é ele que dirige a maior parte de nossa vida.

Um dos maiores perigos para a vida social é o espírito de luta, ao qual o instinto está fortemente apegado, porque a ele o ser deve a sua sobrevivência, o que é difícil de apagar.

Com a evolução mudam as leis que regem a vida e o que era útil pode-se tornar um perigo, o que era vantagem, tornar-se dano. Eis que no trabalho da evolução chegou a hora de mudar de caminho, substituindo, aos velhos hábitos outros novos, instintos diferentes.

O trabalho a realizar na atual fase de evolução biológica, é o de seguir os impulsos da luta criadora, mas tirando dela tudo o que a acompanhava no passado, isto é, tudo o que é violência, agressividade, destrucionismo.

Todo o processo evolutivo se realiza com esse método, da substituição do velho pelo novo, por meio de novas experiências que fixam no subconsciente novos hábitos e qualidades no lugar das velhas.

É assim que as leis religiosas e civis procuram fazer do homem um ser civilizado, educando-o na ordem da vida social.

A ética é uma luta entre a luz e as trevas, entre o futuro e o passado. O resultado é um esforço do indivíduo para se evadir de todas as leis, e do outro lado é a luta das autoridades para obter obediência, as civis por meio da polícia e cadeias, as religiosas por meio dos diabos e do inferno.

As religiões, cuja função é a de traduzir em realização a prática de princípios superiores que estão acima do nosso nível biológico, estão constrangidas a levar em conta esse fato da resistência do subconsciente e a ele se adaptar, respeitando as suas exigências fundamentais, porque esta é a primeira condição da obediência das massas, sem a qual as religiões ficariam como teoria abstrata fora da vida.

Assim, o que se encontra nos fatos é um produto híbrido em que se misturam céu e terra, o ideal com os resultados da animalidade. É, assim, que a prática é diferente da teoria, a pregação é uma coisa e a vida vivida é outra.

Isto porque as grandes verdades reveladas pertencem ao céu do qual descem à terra, enquanto na terra a animalidade está bem radicada no seu ambiente natural, e para que neste aquelas verdades se possam tornar realidade é necessário o consentimento das massas, que na terra, pela força do número, são bem poderosas.

A involução da maioria se impõe a tudo em nosso mundo e não há coisa que lhe possa escapar.

A utilidade de tudo isto está no fato de que tal conhecimento nos permite dirigir-nos conscientemente no caminho de nossa evolução, por possuirmos a técnica da construção de nossa personalidade.

A nossa vida adquire, então, uma significação superior, que a orienta para o ponto final, resolutivo do processo evolutivo.

O conteúdo da vida é um processo de experimentação progressiva, que deixa uma marca perene no subconsciente, espécie de fita de gravação, e de armazenagem onde o patrimônio experimental adquirido se vai acumulando na forma de conhecimento e qualidades.

Assim, o nosso eu, por essa contínua registração que vai descendo às suas camadas profundas representadas pelo subconsciente, se vai sempre mais enriquecendo, dilatando-se e aperfeiçoando-se, aproximando-se da sua meta, que é o S.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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