A ordem universal dextrogira

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O sistema é um edifício regido pela radiação dinamizante que emana do centro.

Quando, na ordem universal dextrogira, se isolaram, pela revolta, os elementos  que esta se tornaram  sinistrogiros, eles arvoraram-se em centro, com a pretensão de irradiar, mas só conseguiram fazê-lo no exíguo círculo dos seus satélites ou elementos sequazes.

A grande emissão cinética dinamizante, emanada do verdadeiro e máximo centro, Deus, não pode agir para eles como impulso dinamizante.

Pelo contrário, havendo-se eles tornado de sinal oposto, só pôde ela atuar como atrito, resistência, impulso frenador, isto é, como força, não construtora, mas demolidora do sistema.

Começou, então, ele a demolir-se automaticamente, plano por plano.

Ao invés de expandir-se, contrai-se; em lugar de vaporizar-se, congela-se; e as mencionadas perpendiculares abaixam-se, em vez de elevarem-se.

Tudo se inverte no negativo.

Enquanto antes se passava para uma nova dimensão superior, por imissão, por irradiação provinda do centro, de novas qualidades cinéticas, e, pois, com um movimento em novas direções, agora, na fase involutiva do desmoronamento do sistema ocorre o contrário.

Passa-se para uma nova dimensão inferior, não por suspensão da irradiação central, pois que Deus é sempre benéfico, para onde quer que irradie, mas por desgaste do anti-Sistema, em virtude justamente do atrito que essa irradiação benéfica nele sofre, de modo que o bem para ele, agora, em posição retrovertida, se transmuda em mal, a potência construtora em destruidora.

Sob esse impulso dinamizante, assim invertido para os anti-Sistemas em assalto destruidor, os inversores da corrente, para continuar a existir, resistem, conseguindo-o através da contração crescente em torno do seu centro, “eu” do Sistema.

A universal substância animadora do Todo, que agora observamos na sua natureza cinética, fica assim isolada nestes anti-Sistemas, fechados em si mesmos e arredados da universal fonte do ser: o centro – Deus.

Não podendo ela mais alimentar-se do exterior, porque o anti-Sistema está fechado e isolado, a substância cinética busca alimento e vida restringindo cada vez mais em derredor do único centro do qual possa recebê-lo e que representa tudo o que lhe restou da divina potência de que se destacou.

Mas ele não é Deus, e sim um centro menor, que se exaure.

Abaixam-se, por isso, progressivamente, todas as perpendiculares, cuja elevação, sob a irradiação divina, permitirá ao ser subir para Deus.

O movimento se retrai, involvendo; a substância tende a perder a sua originária e divina natureza cinética, para congelar-se em uma imobilidade crescente.

Os anti-Sistemas ficam assim sujeitos a um processo de contração progressiva.

Esta contração significa sempre uma maior curvatura cinética, isto é, curvatura das trajetórias constitutivas do sistema cinético de que se compõem todos os seres, desde o plano físico ao espiritual.

Eis a razão pela qual o espaço é e deve ser curvo, posto que ele não representa senão uma fase do ser, sujeito a esses processos.

Eis por que a ciência pode falar de espaço em expansão ou contração.

Eis por que também o tempo deve ser curvo e retornar inteiramente ao ponto de partida, pois os retornos cíclicos e periódicos que se verificam por toda parte confirmam esse fato.

 

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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