Do átomo ao Espírito

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Continuando a involução, chega-se na matéria, inicia-se um segundo período de demolição. O volume se contrai na superfície, está na linha e esta se anula no ponto. Assim o sistema dimensional inferior é também destruído.

Com isto anula-se o ser, não somente como consciência e vida, como foi atrás descrito, mas também como forma inferior de existência, único meio que lhe restava no fim do desmoronamento do sistema superior, para continuar a existir ainda que em condições inferiores á da forma de vida.

A matéria era o túmulo em que o espírito se sepultava como morto, em letargia.  Agora também, o túmulo se anulou, porque o sistema espacial foi anulado no ponto.

O ponto é a dimensão espacial nula.

O universo espacial, nesta fase, encontra-se no vazio.

A 1ª dimensão, a linha, obtém-se elevando-se uma perpendicular sobre o ponto.

Queremos dizer que quando o centro do sistema, no seu aspecto cinético em que é aqui considerado, isto é, como movimento, irradia um pouco de si mesmo até o ser, transfunde nesta parte da sua natureza e atributo. Então o ponto se move e desse movimento nasce a linha.

É princípio geral que se passa da dimensão inferior à superior, em qualquer nível, através sempre deste mesmo processo, que, geometricamente, representamos como uma elevação da perpendicular sobre a dimensão inferior, pelo que esta é abandonada.

Isto significa tão-somente um deslocamento, por imissão cinética, da dimensão inferior em uma nova direção fora dela, que a levam além dos limites que a constituem.

Basta mesmo um pequeno deslocamento, contanto que se processe neste sentido, para que sejam superados os limites da dimensão inferior e alcançada a dimensão superior.

Este é o significado que emprestamos aqui à expressão geométrica empregada – elevação da perpendicular – expressão que adotamos porque é concisa e de mais fácil representação.

Eis que a  1ª  dimensão linear atinge a 2ª – superfície, através do mesmo processo – perpendicular elevada sobre a linha, ou também, deslocamento da linha em uma nova direção, fora da precedente e, por conseguinte, do seu limite linear, e isto sempre por imissão cinética, por irradiação do centro do sistema, DEUS, motor universal.

É facilmente imaginável, quer no sentido físico, quer moral, uma semelhante emanação, dinamizante e que, quando esta alcança o ser, qualquer seja o plano em que se situe possa imprimir-lhe um novo movimento, que o eleva à dimensão superior.

Da mesma forma, fácil imaginar que, quando, ao contrário, o ser é posto à margem de semelhante irradiação, desenrola-se o processo inverso, que denominaremos abaixamento de perpendicular, isto é, contração de dimensão, pela qual ele cada vez mais se confina nos limites do próprio plano, dos quais antes se estava libertando. Nasce, assim, a superfície.

Atinge-se a 3ª dimensão espacial: volume, pelo mesmo processo. Eis o volume, estando completo o primeiro sistema.

Da mesma forma, pelo princípio de analogia e dos esquemas de tipo único, prossegue o processo da construção do sistema trifásico superior.

No volume ou matéria, dimensão espacial completa, a superior 1ª dimensão conceptual é nula. Mas, elevando-se uma perpendicular sobre o volume, pela imissão do centro radiante de novo potencial cinético, o volume se move.

Nasce a energia na sua dimensão tempo, a 1ª do novo sistema trifásico correspondente à reta.

Os esquemas se repetem analogicamente nas fases correspondentes do sistema inferior ao superior, segundo os mesmos princípios.

Chegamos, assim, à consciência linear, que não pode expandir-se ainda além da linha do seu transformismo e só conhece o seu isolado progredir no tempo.

Com o mesmo processo, que chamamos elevação de perpendicular, isto é, por imissão cinética, se atinge a consciência (vida) correspondente à 2ª dimensão do sistema espacial: a superfície.

Fase subumana e humana, em que a consciência linear se deslocou em novas direções laterais e pôde percorrer, além da própria, também o transformismo de outros fenômenos; sabe distinguir-se deles, aprende a dizer “eu”, projeta-se no exterior, observa e julga.  Estamos na fase racional analítica.

Movendo-nos ainda em novas direções, por meio do que chamamos elevação de perpendicular, isto é, imissão cinética e novo movimento, entramos na 3ª dimensão do sistema conceptual, que corresponde ao volume.

Atingimos o campo do espírito, da intuição sintética, da visão direta da Lei, do pensamento de Deus.

Por tudo isso se compreende como seja a ação dessa irradiação do centro do sistema, isto é, a imanência de Deus nele, que opera a evolução, a reconstrução do universo, a sua redenção.

Vemos, assim, que a originária lei do amor atinge toda a sua plenitude e como o ponto de partida, Deus, tudo reconduz ao ponto de chegada – Deus.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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