Do espírito ao átomo

O desmoronamento involutivo vai do espírito à matéria por uma linha contínua.

Para compreender o desmoronamento e o caminho por ele percorrido em descida, na demolição do sistema, é necessário que nos reportemos aos capítulos que tratam da evolução das dimensões expostas em A Grande Síntese (Cap. XXXVI: “Gênese do espaço e do tempo”, e Cap. XXXVII: “Consciência e Superconsciência. Sucessão dos sistemas tridimensionais”).

Em nosso universo, o nosso poder de concepção não abrange mais do que dois sistemas dimensionais trifásicos que, escalonados em direção ascensional (para Deus) ou evolutiva, são:

dimensões

Além destes dois sistemas está o inimaginável para a mente humana.

Vejamos, pois, o processo de desagregação do sistema – a involução, que, mais tarde, retificar-se-á no processo oposto – o evolutivo. Movemo-nos, agora, apenas dentro dos limites de nosso universo, isto é, no interior dos dois sistemas dimensionais trifásicos, acima mencionados.

Eis que os espíritos puros, rebeldes, isto é, colocados em posição sinistrogira, no sistema dextrogiro, provocam uma contração ou curvatura cinética na substância, que estamos observando sob o seu aspecto de movimento.

Inicia-se, então, o desmoronamento do ser ao longo da escala das dimensões.

A intuição sintética (visão direta da Lei – pensamento de Deus), contrai-se na simples racionalidade analítica e sucessiva, à guisa de volume que se distenda em uma superfície.

Então esta dimensão (consciência) contrai-se ainda na dimensão tempo, como uma superfície que se desfizesse em uma linha.

Tais são as primeiras três etapas da descida: a superconsciência (espírito) transmuda-se em consciência (vida), e esta em tempo (energia).

Assim, o sistema mais elevado, o IIº sistema dimensional é demolido, e a consciência, reduzida à linha no tempo, precipita-se ainda para os confins do sistema dimensional inferior – o Iº – e mergulha então no volume, que para ela significa uma não-dimensão, isto é, anulação como consciência.

O espírito deixa, então, de existir como espírito, isto é, perde a consciência, anula-se como tal. Isto não significa a sua destruição, mas apenas a sua anulação como vida e consciência, sua atual forma de existência, em um estado de latência em que permanece sepultado.

Assim chegamos  à matéria.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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