Herdeiros de nós mesmos

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Como vimos, a lei de causa-efeito liga de maneira incindível: passado, presente e futuro, num único fenômeno em continuação. No passado encontramos o material já adquirido, que utilizamos para construir no presente, mas no presente podemos juntar ao velho material outro novo para construir o futuro, sempre melhor se quisermos.

Esta análise do fenômeno nos permite atingir três resultados:

1) Observando as qualidades que hoje possuímos como elementos constitutivos de nossa personalidade, podemos reconstruir o nosso trabalho que em nós as gravou, conhecendo o tipo de experiências vividas em nosso passado, que como resultado nos levaram à atual estrutura de nossa personalidade; podemos, por fim, conhecer o conteúdo de nossas vidas passadas.

2) Quando conhecemos o que fizemos em nosso passado, como continuação e lógica consequência desse velho trabalho, podemos entender qual deverá ser o novo trabalho a realizar em nossa vida atual.

O conhecimento de nosso passado revelará qual a direção que tomou o caminho de nossa vida e o desenvolvimento de nosso destino, de modo que nos será possível prever em que forma ele terá propensão para continuar realizando-se no presente, como lógica consequência do passado, e, no futuro, como lógica consequência do passado e do presente.

3) Quando tivermos atingido tal visão muito mais ampla da vida, que, além dos estreitos limites de nosso presente imediato, se abre sobre o passado e o futuro, agora que conhecemos o processo evolutivo da construção da personalidade, nos será possível introduzir nele os nossos impulsos, novos e necessários, para corrigi-lo e endireitá-lo onde existirem erros, e isto inteligente e espontaneamente, antes de sermos constrangidos à força pela reação da Lei a pagar duramente com a nossa dor.

Chegamos assim a poder moldar o nosso próprio destino, tornando-nos donos dele através do conhecimento, donos iluminados e não cegos arrastados pelas forças da vida.

Que imensa vantagem poder atravessar o oceano da existência em evolução, sabendo dirigir o próprio navio, ao invés de ter que ficar ao sabor dos ventos e das ondas, nas trevas da ignorância, só para bater a cada passo nos rochedos do erro e naufragar, tendo assim, de aprender qual é o caminho certo através de contínuos sofrimentos!

Assim, para conhecer o nosso passado, seria necessário conhecer este princípio da Lei: “Onde hoje há uma dor, aí esteve no passado o nosso correspondente pecado contra a Lei”; e para conhecer o nosso futuro, seria necessário conhecer também o mesmo princípio da Lei: “Onde hoje se comete um pecado contra a Lei, aí estará no futuro a nossa correspondente dor, penitência encarregada de corrigi-lo”.

Dada a estrutura do organismo do todo, ninguém pode cindir a complementaridade que liga os dois elementos, culpa e sofrimento.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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