A conquista do poder

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Desenvolvendo o tema da Lei a respeito das consequências da conduta humana no terreno histórico-social da posse do poder e do uso e abuso da função de comando, vamos demonstrar o alcance universal dessa mesma Lei.

Quando se trata do problema da conduta humana, é fácil cair no erro comum daqueles que, pregando virtudes, em nome dos santos princípios por eles defendidos, acusam, condenam e se deixam arrastar pelo desejo de perseguir o próximo. Isso é devido, sem querer, ao natural instinto de agressividade que o homem teve de desenvolver na sua luta pela vida, porque esta é a lei do seu plano, levando cada um a esmagar os outros para subjugá-los.

Por isso, procuramos seguir um método diferente, que não é o de condenar, colocando-nos na cátedra do juiz, método que o Evangelho desaprova quando nos diz: “não julgueis”.

Como há pouco dizíamos, nossa tarefa não pode ser a de constranger, porque não possuímos nem poder nem autoridade alguma. Temos, antes de tudo, de respeitar a liberdade dos outros. Cada um é dono de si mesmo e de fazer algo de sua preferência.

Tudo o que podemos fazer é explicar como funciona a Lei de Deus e quais são, para nós todos que estamos nela mergulhados, as consequências dos nossos atos, pois é com estes que cada um automaticamente premia ou condena a si mesmo.

O julgamento e execução desses atos estão contidos na Lei e se realizam fatalmente, sem possibilidade de escapatórias. Por isso, não nos cabe nem sequer julgar. Tudo que podemos fazer é expor o que temos de recolher como inevitável consequência dos nossos atos, convidando a todos a julgarem-se a si mesmos.

A Lei deixa o homem, ainda não evoluído bastante, lutar para chegar ao poder, concedendo-lhe a possibilidade de funcionar com a sua psicologia egocêntrica, a qual lhe permite acreditar que a conquista do poder significa, antes de tudo, uma vantagem para si.

Quando o homem, vivendo nesse plano evolutivo, chega ao poder, no mais vasto sentido de forma e domínio social, é lógico e também justo, em seu nível de vida, que ele use sua posição no poder conforme sua forma mental, isto é, dominando e explorando para tirar proveito pessoal.

A Lei permite tudo isto, porque esta é a realidade e a maneira de conceber nesse plano de evolução, plano que ele ainda não conseguiu ultrapassar.

Quem alcançou a posição de chefe não a recebeu de graça, mas teve de lutar para chegar até aí, vencendo seus rivais, e teve de enfrentar perigos e fazer esforços para desenvolver sua força e inteligência. Ora, é justa e merecida sua conquista. E a vantagem pessoal usufruída por ele representa a devida retribuição de seu trabalho, a justa mercê que lhe pertence. Se não houvesse esse prêmio, ninguém nesse nível de vida faria o trabalho de conquistar o poder e de desempenhar as obrigações a ele inerentes.

Se a posição se baseia na força e na astúcia, ela vai durar enquanto houver força e astúcia.

O chefe tem de provar isso a todo momento, pois todos os que são dominados e rivais, tendo a mesma forma mental, estão prontos a agredi-lo, para apoderar-se do poder.

Todos estão mergulhados na mesma atmosfera de luta e mesmo se o chefe não quisesse usar esses métodos, os subordinados o constrangeriam.

Nos planos inferiores, quando um chefe não mostra sua força, são os próprios subordinados, antes constrangidos à obediência, que o eliminam. A toda hora ele tem de dar provas de saber dominar e ser o mais forte.

Esta é a justiça do mundo.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

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