A auto-reconstrução do universo

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A maravilhosa técnica do processo de auto-reconstrução do universo, onde tudo desmoronou no caos, mas o caos sabe reconstruir-se na ordem, pois o princípio positivo não abandonou o Anti-Sistema negativo.

Assim, o processo evolutivo funciona e determina o bem, onde o mal deve estar em decréscimo, pois vivendo, desgasta-se e tende a morrer. O bem, ao contrário, com a vida, revigora-se e tende à gênese.

O mal pode parecer em crescimento, num determinado ponto do universo, como a Terra, em consequência da ascensão e chegada de elementos inferiores. Mas, no todo, o mal, com a existência, devora a si mesmo, em razão da própria natureza e estrutura, e só mediante esta condição pode existir.

O mal, como o bem, no universo, assim como na Terra, não está uniformemente distribuído e o aparecimento local do fenômeno pode iludir-nos quanto ao seu destino real, que está fatalmente traçado.

O sistema, desta forma, conduz automaticamente, os espíritos maus ao aniquilamento, o que representa o seu triunfo, a morte da alma, verdadeiro inferno eterno, porque, para o ser, a pena máxima está no não-ser. E a criatura que renega a Deus, não pode ter outra sorte.

Mas, será possível que um ser livre queira, em seu prejuízo, fazer da liberdade um desastroso uso?

Será possível que ele queira agir tão loucamente, que possa resistir à tortura crescente da dor máxima, que é a agonia espiritual, sem mudar de rumo?

O universo é um organismo em que, como no corpo humano, uma solidariedade de todos os elementos componentes compele as células sãs e mais evoluídas a tentarem todos os meios de conseguir a cura ou salvação das células patológicas do sistema, que fazem dele um ser enfermado de rebelião.

Será possível, então, que a ser possa resistir a todas as infinitas ocasiões que se lhe oferecerem, possa resistir a todas as amorosas solicitações e amparos, através dos quais os espíritos bons e eleitos se prestam a sacrificar-se por amor à redenção daqueles seres que se transviarem?

Se isto se der, então o ser, que assim o quis, ficará no inferno eterno da negação da existência, em que o “eu” desaparecerá consumido em pó, e será refundido no sistema do bem.

E, então, como havíamos concluído que não existem, na realidade, dois sistemas contrários, mas um só – Deus -, assim, também, podemos concluir que o inferno eterno existe como possibilidade, mas que, como disse um santo, não podemos estar certos de que nele possa haver alguém. Ele existe, pois como uma possibilidade teórica do sistema, sem que estejamos em grau de saber se esta pode transformar-se em realidade.

Sabemos, com certeza, apenas que Deus é a absoluta potência do bem.

Devemos daí deduzir ser impossível que, ao cabo, o bem não sobrepuje todo o mal, tornando-se senhor absoluto.

Se do mal restasse um átomo que fosse, o plano de Deus não teria vencido. Sabemos com segurança que Deus é bondade e que a criação é um ato do Seu Amor e que, pois, se um só átomo lhe escapasse, Seu plano teria falido.

Sabemos, assim, que é impossível que, ao fim, a Seu Amor não vença a tudo e a todos, envolvendo no Seu amplexo todo o criado.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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