Tudo volta a Origem

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Com a escolha dos rebeldes, podemos agora imaginar as correntes sinistrogiras do mal, navegando às avessas no sistema, em contrário ás dextrogiras do bem.

Qual delas vencerá? Indubitavelmente a do bem (brancas), porque é mais forte.

A revolta padeceu  de um erro fundamental de estratégia: o de haver confundido semelhança com identidade  Deus na Sua bondade para com a criatura e por amá-la, fizera-a semelhante a Ele, mas não idêntica, isto é, da mesma natureza, mas não da mesma potência.

A própria estrutura do sistema  implicava que Deus permanecesse centro, posição que nem mesmo Ele poderia ter cedido, ainda quando a Seu Amar a tivesse desejado  porque então o sistema inteiro ter-se-ia alterado.

O erro dos rebeldes estava justamente inserido em sua natureza egocêntrica de “eu sou”, como uma consequência sua, direta, pais que consistiu em sua dilatação exagerada, a ponto de iludir-se, acreditando que semelhança pudesse vir a ser identidade.

Efetivamente a ela nada faltava como qualidade, faltava um pouco somente como quantidade. Foi essa quantidade que o orgulho admitiu que pudesse criar, por meio da potência do próprio “eu sou”, retirando-a desse “eu” já tão divinamente poderoso.

Enganou-se, porém. Era absurdo o que pretendia.  Mas a identidade estava ali, a meio passo, tão vizinha da semelhança que o “eu sou” da criatura deixou-se arrastar pelo instinto inato de dilatar-se.

Quis nivelar-se a Deus e, ao invés de engrandecer, estourou.

Eis o grande erro, causa da ruína.

Tudo é lógico e compreensível, especialmente a nós, criaturas hoje numa situação que é oriunda desse erro e pelo qual, com tanta frequência, somos ainda levados a repeti-lo, iludidos pela mesma ilusão psicológica e colhendo os mesmos frutos dela.

Podemos indagar qual a técnica do sistema que é capaz de reconstruir-se?

A resposta, para ser dada, exige que perguntemos ainda aonde vão findar, a que ponto do sistema se dirige aquela parte de substância que, no atrito e na luta, se destaca da periferia dos “eu” componentes?

Esta substância naturalmente o sentido dextrogiro, que é a mais forte no sistema, em virtude de ser a única alimentada pela irradiação dinâmica do centro – Deus, positiva e que está pronta a atrair e arrastar em sua órbita tudo quanto ainda não se mantenha unido à corrente aposta, visto que o contra-Sistema também possui o seu anticentro, antagônico, de ação inversa, cuja irradiação é negativa, obscura, destruidora, atração invertida, que repele.  Tal é Satanás.

A substância, assim repelida pela atração negativa do anticentro, inverte a sua direção tornando-se positiva, a favor do sistema positivo.

Sucede, então, que essa poeira de substância, que se destaca, é atraída para Deus e inserida no circuito positivo do sistema, com este resultado final: o contraste entre os elementos dos dois sistemas apostos só pode operar no sentido de um desgaste e empobrecimento crescente de substância do sistema negativo, em favor do sistema positivo, que cada vez mais ganha em substância. Isto conduz o processo fatalmente a propender para o aniquilamento do sistema negativo e domínio absoluto do sistema positivo.

Como se vê, esta realidade é inerente à natureza do sistema positivo, o primeiro a existir e o último a triunfar.

O princípio e o fim vêm, assim, a coincidir no imóvel absoluto do Deus transcendente, que está fora da forma e do tempo, independente da Sua manifestação no universo criado.

Em conclusão, podemos afirmar que não há dois sistemas iguais e contrários, mas, no fundo, um único sistema: Deus.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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