O dono do destino

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O que acontece na vida depende do indivíduo e de como ele viveu o seu passado.

O tipo de existência que nos deram os nossos pais e o seu ambiente é a consequência  da escolha feita pelo indivíduo ao nascer, porque por lei de afinidade ele foi levado a se aproximar dos indivíduos que possuíam qualidades afins àquelas por ele adquiridas nas suas vidas precedentes.

No início de cada vida tudo o que foi vivido no passado está escondido, gravado  no  subconsciente. É sobre esta base que cada nova vida continua construindo o edifício da personalidade.

Como na ontogênese ou desenvolvimento do embrião, o ser resume a filogênese, ou seja, percorre de novo rapidamente as fases do desenvolvimento da espécie, assim na meninice e mocidade, antes de chegar ao uso da razão, o homem se dirige com as qualidades adquiridas nas vidas precedentes, isto é, com o que foi gravado no subconsciente, percorrendo assim de novo rapidamente as fases de seu desenvolvimento, até que na maioridade, com o despertar da consciência inicia-se o trabalho da nova construção.

 Assim, como na sua vida embrionária, o ser vai repetindo em resumo o seu passado fisiológico, da mesma forma depois, na sua vida extra-uterina ele repete o seu passado psicológico. Dois desenvolvimentos consecutivos, que fazem parte do mesmo processo evolutivo que vai da matéria ao espírito, das mais simples construções biológicas, às nervosas, cerebrais, psíquicas, espirituais.

Observamos que essa repetição do passado se realiza de forma tanto mais rápida, quanto mais velha é a lição aprendida, o que quer dizer mais repetida e por isso melhor fixada. E ao contrário, quanto mais a lição é recente, tanto menos ela foi repetida e aprendida, e por isso precisa ser mais profundamente assimilada com uma nova repetição.

Explica-se assim como é que na juventude há quem se desenvolve rapidamente, revelando inteligência e qualidades superiores, porque já as possuía por tê-las conquistado no passado; e há quem se apresenta subdesenvolvido, apesar da maturidade física, porque ainda é atrasado e se encontra no baixo nível evolutivo dos primitivos.

É lógico que os mais adiantados, ao aparecerem na terra, encontrem no seu subconsciente, em forma instintiva, espontâneo, o que por eles já foi vivido e aí gravado; e que era os outros, que não evoluíram até àquele ponto, tudo isto represente um super-concebível a ser conquistado no futuro. Tudo depende do caminho percorrido na subida evolutiva.

Eis então que no período da juventude o homem vai acordando e revelando a sua verdadeira personalidade, latente, escondida no subconsciente.

O ambiente terrestre oferece resistências, dificuldades e problemas para todos, mas cada um os vence e os resolve de maneira diferente, mostrando, com o seu tipo de reação, qual é a sua verdadeira natureza.

Tudo depende do patrimônio pessoal que cada um transporta do seu passado, depende dos seus recursos e qualidades. Cada indivíduo não nasce nu, mas traz consigo para enfrentar cada nova vida, armazenado no subconsciente, o fruto de toda a sua experiência passada. Cada vida é sempre uma continuação, uma consequência, e não se pode construir senão em cima do que foi construído no passado.

E o conteúdo desse armazenado no subconsciente, que representa a parte determinística do destino, estabelece a base, o ponto de partida do seu desenvolvimento, o que já foi escrito no livro da vida, e que agora continuará a ser escrito, estabelecendo quais foram os impulsos já movimentados, que agora querem chegar à sua realização.

Eis como é que, chegando ao conhecimento de nós mesmos, por ter analisado as qualidades que possuímos, não somente poderemos reconstruir a história do nosso passado no qual as gravamos em nosso subconsciente, mas pelo mesmo princípio poderemos prever no futuro as consequências do presente, em que continuamos gravando no mesmo subconsciente outras qualidades.

A lei de causa-efeito liga de maneira incindível: passado, presente e futuro, num único fenômeno em continuação. No passado encontramos o material já adquirido, que utilizamos para construir no presente, mas no presente podemos juntar ao velho material outro novo para construir o futuro, sempre melhor se quisermos.

O homem que for bastante inteligente para chegar a entender tais princípios, poderá tornar-se dono do seu destino, construindo-o à sua vontade e dirigindo-o para onde quiser.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

 

Um comentário sobre “O dono do destino

  1. Marcello D' Errico

    Pela primeira vez, acesso o CEU e a obra de Pietro Ubaldi, por sugestão de Adail Bottesini em suas palestras que apresenta às quintas feiras no Centro Espírita Nosso Lar, em Matão-SP. Gostei muito, pretendo frequentar regularmente e recomendar. Obrigado!

    Curtido por 1 pessoa

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