A Grande equação da Substância

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Concluímos que nós, seres pensantes, enquanto corporalmente constituídos, situamo-nos no universo físico, que é o resultado do processo involutivo que se denomina na criação – matéria. Estamos situados naquela parte do Todo que representa o desmoronamento do sistema, mas já dirigidos  para o caminho oposto – o evolutivo, o da sua reconstrução.

Como espíritos, somos filhos de Deus, centelha Sua sempre, e, ainda que almas em expiação regeneradora, destinadas à redenção final, não permaneceremos indefinidamente em um universo desmoronado para sempre. Ao contrário, essa centelha, que no fundo de nosso espírito trabalha para voltarmos a Ele, tem função saneadora.

E, em que consiste esse saneamento?

Se a doença é representada pelo processo α→β→γ (espírito-> energia -> matéria), a cura representa o processo inverso γ→β→α, isto é, a espiritualização, cuja fase evolutiva culminante – a mística sublimação – estudamos aqui.

A esta altura é necessário clarear a mente do leitor, no sentido de que, se na queda dos anjos e desmoronamento do universo só levamos em conta o processo α→β→γ, foi somente para simplificar, tornando assim mais fácil a compreensão. Desta forma ilustramos a fórmula do ciclo fechado e não a mais complexa do ciclo aberto com a curvatura do sistema com a derivação da espiral pela linha quebrada.

Qualquer seja a amplitude que quisermos dar-lhe, ele se reduz sempre a um desmoronamento de dimensões e a uma reconstrução dos mesmos.

A queda dos anjos significa, em verdade, desfazimento do potencial da substância da fase α – espírito – para a fase mais involuída β – energia, àquela ainda mais involuída y – matéria.

O desmoronamento é para nós imaginável como a passagem de uma fase espírito a uma de energia e depois a uma de matéria, com suas dimensões relativas: consciência, tempo e volume, enquanto temos sob observação a evolução das dimensões em sentido inverso.

Por outras palavras, temos a matéria g, completa na dimensão volume, evolver para energia (que se poderia denominar uma espiritualização em relação à matéria) situada na dimensão tempo; e a energia evolver para a fase vida, que culmina no psiquismo humano, situado na dimensão consciência.

E, todavia, necessário insistir em que, na realidade, o desmoronamento não é apenas dado por α→β→γ, mas por +∞→−∞ e, inversamente, a reconstrução (evolução atual) não é representada somente por γ→β→α , mas por −∞→+∞.

O processo destrutivo e reconstrutivo do Todo, como aqui o estudamos, dilata os seus limites bem além daquele, que ali foi examinado em particular, porque se referem ao nosso universo, isto é, ele é mais do que: ω= α→β→γ→ β→α (A Grande equação da Substância), em que w representa o nosso universo.

A queda do ser não significa somente desmoronamento de dimensões, mas igualmente o de todas as suas qualidades, na posição inversão. É, pois, natural que a primeira delas: a liberdade se transforme em escravidão.

Agora verificamos precisamente isto: a característica da matéria, situada na dimensão inferior, volume, em que o espírito se despenha (forma espacial), é justamente o determinismo; e a característica do espírito situado na dimensão superior, consciência, é exatamente a liberdade.

Esta condição de determinismo na matéria representa, pois, a posição dos espíritos decaídos. Estes são, assim, precipitados de sua natural liberdade na prisão da forma, na condenação de não poder viver senão em um corpo.

Evolver, espiritualizando-se, significa inverter a posição, isto é, aprender a viver sem o corpo, a dele desprender-se sem mais considerá-lo como a própria vida, mas apenas como uma negação desta.

Se se atentar para como esta é concebida em nosso mundo e que apego se tem neste pelo corpo e seus bens, compreender-se-á então quão longe  ainda estamos de libertar-nos do mal e da dor.

Para um espírito elevado, sujeitar-se a uma vida física humana representa a maior pena, mas mesmo assim grandes espíritos a aceitaram para ajudar-nos a subir e redimir-nos.

Ser condenado a viver a vida eterna fragmentada em uma infinidade de pequenos ciclos, com a morte ao fim de cada um, é realmente a dor merecida para quem tentou despedaçar o Todo, negando a Deus e, por isso, a própria vida maior.

Desta forma Ele se despedaça, sujeitando-se a despedaçar-se em cada morte.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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