Prever o destino

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O nosso objetivo é o de chegar a estabelecer um método que nos ensine como conhecer o destino particular de cada um e prever o seu desenvolvimento.

O nosso mundo procura soluções isoladas, mas problema nenhum é solúvel isoladamente, num universo onde tudo é ligado e comunicante, regido por uma só lei, fundamentalmente unitária.

Na prática os três níveis não se apresentam como três compartimentos estanques, absolutamente separados um do outro, mas como três fases sucessivas e contíguas do mesmo processo evolutivo, que todos estão percorrendo.

É fácil assim compreender que o passado transposto esteja superado, mas não completamente destruído, podendo voltar a sobreviver como um retorno ou lembrança daquele passado.

Pode ocorrer que um indivíduo não viva somente num dado nível biológico, sujeito ao correlativo tipo de destino, mas viva numa fase de transição de um nível para outro, na qual lutam para se concretizar impulsos que provêm dos planos inferiores, juntamente com outros dos superiores. O que prevalece depende da medida em que o passado foi superado, no continuo transformismo evolutivo.

É preciso, então, para estabelecer qual será o destino do indivíduo, conhecer que o tipo biológico nele prevalece por ser mais poderoso, e que por isso vencerá na luta. Para prever, então, qual será o destino de um homem, é necessário antes de tudo saber em que medida a sua personalidade contém as características de cada um dos três níveis.

Pode assim acontecer que o indivíduo não ocupe somente um nível de evolução. Como já frisamos no capítulo precedente, a estrutura do eu, mais que por um ponto, pode ser apresentada por uma linha, que vai avançando ao longo do caminho da evolução.

O seu ponto mais adiantado é representado pela cabeça que vai explorando o futuro para subir.

O seu ponto mais atrasado é como uma cauda que vai morrendo abandonada no passado.

Com a evolução, tudo isto acontece dentro da amplitude evolutiva que o eu abrange. A conduta do ser depende das qualidades que possui e dos impulsos que nele prevalecem.

Quando o indivíduo deixa prevalecer os do lado da cauda, que representa o mal, então está voltando para trás, involuindo para o AS.

Quando o indivíduo deixa prevalecer os impulsos do lado da cabeça, que representa o bem, então está progredindo para a frente, evoluindo para o S.

Uma ética completa deveria ser construída por níveis diferentes para ser proporcionada à natureza e exigências da personalidade de cada um desses biótipos. É lógico que a ética que dirige o trabalho de construção biológica, que pertence a um involuído, não pode ser igual à ética que pertence a um evoluído.

Pode assim se verificar luta entre éticas de nível diferente, cada uma feita para dirigir um biótipo diferente, sendo os mais evoluídos expulsos da regra geral, que vale para a maioria. É lógico, então, que tais indivíduos se isolem e afastem das massas, que seguem outro caminho, que não é o seu.

Podem assim acontecer que os melhores sejam condenados como inimigos das religiões, enquanto talvez eles sejam os poucos que possuem a verdadeira espiritualidade.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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