O fim do mal e da dor

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Eis o quadro do fim do mal e da dor.

Além deste aspecto negativo, de sua eliminação e restabelecimento, como elementos patológicos mais débeis, há ainda o aspecto positivo, isto é, há o impulso incessante do princípio básico da criação, do elemento mais forte e sadio – o amor.

O Amor, do qual tudo nasceu, deve finalmente triunfar, firmando-se como senhor absoluto, o que significa que o bem e a alegria, de que o Amor é feito, devem triunfar sobre o mal e a dor.

O Amor está sempre em ação, constituindo a força que compele o universo à reunificação no Uno originário, onde o ser encontrará a alegria, que lhe exprime o consenso da vida.

Assim deve ser até os mais recônditos recessos da matéria, onde tantas forças atômicas se unem nas combinações químicas, como também sucede no congresso sexual dos corpos e, ainda mais, no espiritual das almas.

Ao amor, impulso criador primordial, está confiada a função de reconstruir o universo.

Se tudo igualmente entre nós nasce do amor, que é alegria, também a primeira criação deve ter sido fruto alegre do amor.

O nosso amor, havendo decaído, inverteu parte da sua alegria em dor e agora só pode criar parcialmente com sacrifício. Apesar disso, ainda que dolorosa, a criação, desde a física do animal, até á espiritual do gênio e do santo, constitui sempre a maior alegria da vida.

O nosso universo é contraído, da infinita liberdade e vastidão do Amor de Deus, na prisão do nosso egoísmo separatista, que lembra o acanhado campo cinético das trajetórias fechadas do mundo atômico da matéria (energia congelada).

Toda vez que o ser consegue completar o esforço para evadir-se da sua prisão, dilatando-se da contração da queda, ele percorre um segmento de ascensão e de libertação, desfrutando, assim, a originária alegria do Amor. Deve gozar e sofrer ao mesmo tempo. É trágica a nossa posição a meio caminho.

Sentimo-nos sufocar pela estreiteza da prisão de nosso egoísmo, mas rompê-la nos parece a morte do “eu”, e desejamos, portanto, reforçá-la. Mas a vida só pode estar no retorno à circulação do todo.

Esse egoísmo nos mata e, assim, para poder desfrutar a vida e expandir-se, é imperioso que nos evadamos, que despedacemos a prisão em que sufocamos.

Imprescindível encarar o sacrifício do “eu”, e para alcançar a alegria de uma vida maior, importa em enfrentar a dor, que quebra o egoísmo protetor do “eu”.

Para viver é necessário, em parte, morrer, ou seja, é necessário destruir-se como cidadão do anti-sistema, para ressuscitar cidadão do sistema. Eis por que Cristo disse que conservará a vida pela eternidade, não quem a  ama, mas quem a odeia neste mundo.

O nosso egoísmo tende a manter o estado de contração em que o sistema ruiu. Do lado oposto, o Amor volta-se a destruir este separatismo negativo, para lançar-se no universal fluxo do todo, e novamente colocar-nos no originário estado orgânico, em que tudo era Uno.

A alegria que acompanha todo ato de Amor, desde a entrega desinteressada do próprio corpo, na geração física, aos mais elevados altruísmos pela humanidade, nos indica que esse é o caminho da reconstrução e do retorno ao estado de origem, de Amor, que somente gera bem e alegria.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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