A Justiça da Lei

ld

Constatamos que a sabedoria do mundo consiste em grande parte na arte que praticam os astuciosos, seguidores do caminho mais curto, com a intenção de escapar a Lei.

Vimos que a luta nasce dessa forma de encarar a vida, e a finalidade que explica e justifica essa luta é a de desenvolver a inteligência nos seus níveis mais baixos.

Verificamos que nossa vida atual esta regida pela lei da luta, em que o mais forte vence e domina. Isto significa que a todo momento estamos sujeitos a receber ataques. Daí a necessidade duma defesa.

Qual deve ser nossa reação ao ataque?

Qual o método mais sábio e vantajoso para resolver o caso?

Este é um dos pontos onde mais ressalta a oposição entre o sistema do Evangelho e o do mundo. O primeiro sustenta a regra da não-resistência, o segundo o uso da reação violenta.

Trata-se de duas maneiras de conceber, em função de pontos de referência diferentes.

Quando recebemos um golpe, sabemos de onde vem?

Sua origem pode, em princípio, encontrar-se em uma destas três causas: 1º) O acaso; 2º) a vontade do agressor; 3º) a vontade de Deus. Observemo-las:

1º) A teoria do acaso é inaceitável para quem sabe que o universo é um organismo cujo funcionamento é regulado pela Lei.

2º) Temos visto que a vontade do homem está fechada entre limites, como a liberdade do peixe no rio ou de um carro na estrada, de onde não podem sair.

3º) Quem estabelece esses limites intransponíveis e a regra certa de todo movimento dentro deles, é a vontade de Deus, por Ele mesmo escrita na Sua Lei. Transpor esses limites dá origem à dor.

É possível, desse modo, estabelecer a causa do que nos acontece e também dos ataques recebidos.

1) Ela não está no acaso.

2) Dentro dos limites marcados pela Lei ou vontade de Deus, a causa está na vontade do homem. Isto porque lhe é permitido escolher entre o certo, permanecendo na ordem da Lei, e o errado, saindo dessa ordem com a desobediência. Tudo o que é devido a vontade do homem, poder-se-ia chamar de causa próxima.

3) Mas, além das causas encarregadas de dirigir o caso particular, deixando o homem em liberdade de maneira a que aprenda, para além dessas causas secundárias e periféricas, existe uma causa maior, principal e central, uma causa de todas as outras causas menores, que as dirige e domina. É lógico que esta outra causa tão diferente só se possa encontrar no seio do último termo, isto é, em Deus e na sua vontade, acima de todas as coisas.

Acontece que essa causa maior abrange e coordena todas as causas menores movidas pelo homem, inclusive sua liberdade de oscilação entre verdade e erro, bem e mal etc., que têm de obedecer e estão sujeitas àquela causa maior, que é a justiça de Deus.

Não há dúvida, o ataque que nos golpeia é movimentado por um ser, chamado, por isso, nosso inimigo. Mas, ele é só a causa próxima e é contra esta que, em nossa miopia, começamos a lutar.

Na verdade, apesar das armas para a defesa estarem sempre em ação, os ataques voltam a surgir continuamente de todos os lados, ficando o problema sem solução. Assim, o mundo fica na superfície do problema.

Cada um procura destruir seus inimigos, mas não a causa que gera inimigos: procura afastar os golpes mas não a causa que os produz.

Para que o problema seja resolvido, eliminando em definitivo os efeitos, logicamente é necessário que seja removida não somente a causa próxima deles, mas também sua causa primeira, de que tudo deriva.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s