A possibilidade do “não-ser”

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Deus torna quase fatal a salvação do ser, sem jamais violar a tua liberdade.

Como se dissesse: “mesmo contra o teu interesse do absurdo do teu prejuízo na  revolta e tua dor, mesmo diante de tamanha loucura, o sistema perdura intacto e o Meu Amor triunfa. O edifício erigido pela rebelião contra Mim  será anulado  até o último fragmento.  E tu criatura ingrata, se quiseres persistir absolutamente na negação, caminhando de dor em dor crescente, com as tuas próprias mãos procederás à tua autodestruição, assim desaparecendo também a tua última negação, como quiseste, no  “não ser”. Anular-te é o Meu último ato de bondade e piedade para contigo; é o que tu chamas a minha vingança com o inferno eterno.”

Assim, a revolta dos espíritos das trevas não terá passado de um episódio impotente a perturbar a integridade do sistema perfeito. E, como Deus o quis no princípio,  Ele resplandecerá no fim, no triunfo do Bem.

O dualismo bem-mal em que hoje está dividido o universo, como desvio transitório e não estrutura do sistema, será no fim reabsorvido no monismo originário, que a cada momento permanece só relativamente despedaçado, e o Uno triunfará.

O mal e a dor, filhos da revolta contra Deus, por orgulho, não têm poder para fazer desmoronar o Sistema, mas significam apenas uma doença curável, que o próprio Sistema sabe sanar. Doença somente do aspecto imanente do Uno e que Ele, do seu polo oposto observa e cura.

Tudo permanece absolutamente perfeito, ainda quando não possamos observar  senão a imperfeição em que estamos imersos.

Permanece perfeito, como o exigem a lógica e a razão.

 É evidente que, em um sistema gerado pelo Amor e baseado neste seu princípio central, construído de bem e para a alegria, o mal e a dor não possam ser eternos. Uma sua afirmação definitiva, embora em mínimas proporções, significaria a falência do Sistema de Deus.

Mal e dor não constituem senão o seu aspecto patológico, que não se pode tornar eternamente crônico sem resolver-se ou com a morte do enfermo ou com a sua cura.

O que acontece, em escala menor, em nossa saúde física, repete o que nos mostra o esquema universal do fenômeno. A morte se manifestaria pela anulação do indivíduo que quisesse permanecer sempre rebelde, isto é, pela sua expulsão do sistema, ou seja, para o nada, pois que o sistema é o todo.

A cura é representada pela reentrada do ser no sistema (conversão ao bem).

Uma das mais fortes razões pelas quais o mal e a dor têm de se anular, por fim, é dada pelo fato de que eles nasceram justamente de uma exagerada superestimativa, por parte dos espíritos rebeldes, do princípio divino do “Eu sou”.

Foi exatamente esse exagero que, pela lei de equilíbrio inerente ao sistema, produziu, como reação, uma contração desse princípio no oposto do “eu não sou”, isto é, a limitação ao negativo, ou inversão do bem em mal, da alegria em dor. Ora, insistir em tal via de ruína significa marchar cada vez mais contra o princípio vital que rege o próprio eu, isto é, caminhar contra si mesmo; significa o suicídio completo do ser.

Será possível que ele pretenda avançar sempre em tal caminho de autodestruição, negando a si próprio e a própria vida que representa o seu interesse máximo?

Será possível que um ser, baseado no princípio do “eu sou”, queira retroceder até renegar-se no não-ser?

Poderá resistir uma lógica que se anula avançando para o absurdo?

A existência é dada pela própria natureza do princípio do “eu sou” e que não pode vir senão do princípio positivo: Deus.

Então, chegaríamos à completa inversão também da lógica, no extremo absurdo, pelo qual a máxima realização de Satanás e, com ele, do mal e da dor, consiste em sua anulação.

Uma vez que a vida só existe em Deus, quem é contra Ele, se quiser sobreviver, deve retornar a Ele.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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