Escala Evolutiva

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O homem atual subiu há pouco do andar inferior da animalidade ao médio da consciência racional, e neste vai aprendendo a morar.

A lembrança, a forma mental, os hábitos de inquilino do andar inferior estão ainda vivos nele, sempre prontos a voltar. Mas agora ele vive próximo ao terceiro andar, o do superconsciente, e essa vizinhança já lhe permite perceber alguma coisa do que acontece nesse andar superior.

Daí descem as revelações das religiões, que o iluminam e estabelecem qual deve ser a sua conduta; descem indivíduos com a missão de mostrar, com a palavra e o exemplo qual é o caminho para subir até esse andar.

O nosso mundo está como que suspenso entre dois outros mundos, um debaixo e um acima dele, do primeiro recebendo impulsos inferiores, do segundo, impulsos superiores, impulsos opostos em luta, que, porém, representam o trabalho criador do amadurecimento evolutivo.

Assim, quando em nós surge um impulso, pela sua natureza podemos entender de que nível evolutivo ele chega. As chamadas tentações de pecado, para fazer o mal, pertencem ao nível inferior, enquanto as boas inspirações de fazer o bem pertencem ao superior.

Em cada um surgirão com mais poder os impulsos do seu plano biológico e estes vencerão. Assim, com a sua conduta cada um revelará a que plano pertence, quem é e qual é o seu grau de evolução.

É claro que, tratando-se de indivíduos em transformação, destinados mais cedo ou mais tarde a mudar de um andar para outro, encontramos em nosso mundo impulsos e condutas de todo o gênero.

Pertence às vozes que descem do plano superior a tarefa de dirigir a escolha entre eles.

Quando aparecem apenas os impulsos elementares instintivos, como os da simpatia ou ódio, do medo pelo perigo, da atração sexual, se trata de produtos do nível inferior, o do subconsciente. Quem vive neste plano não conhece mais do que isto, com que resolve os problemas de sua vida.

Quando o homem começa a pensar, observar, fazer perguntas e procurar respostas, deduzindo e controlando, eis então que ele atingiu o nível médio, o do consciente. Procura-se, então, resolver os problemas da vida racionalmente.

Quando o homem chega a responder às suas perguntas, e por isso a viver esclarecido, resolvendo os problemas da vida com conhecimento, e por conseguinte se conduzindo retamente, então o ser chegou ao nível superior, o do superconsciente.

Subir de um nível para outro é o que constitui o duro trabalho da evolução, que é útil, pois aumenta o seu conhecimento e o poder de defesa de sua existência, porque conhecimento quer dizer sábia orientação, portanto, menor número de erros e menos sofrimentos, os quais têm que ser pagos. Assim o esforço evolutivo é compensado, porque a vida é tanto mais protegida quanto mais o ser evolui.

A Vida com a evolução ganha em segurança, amplitude, poder, satisfação, como é lógico que aconteça, porque com a evolução o ser se afasta do AS e se aproxima do S.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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