A lei de talião

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Estamos vendo como os princípios da Lei repercutem em todos os aspectos da vida.

A exatidão da sua justiça se expressa pela lei de talião, porque a reação corretiva corresponde exatamente a natureza e proporções da culpa.

O resultado, apesar de a criatura ficar livre, é obedecer. Isto, porque sair da Lei constitui o maior erro, o que equivale ao maior sofrimento. Assim, tudo o que está dentro da Lei é bom, belo, agradável, enquanto o que está fora dela é mau, feio, doloroso. Assim a desobediência é suicídio, é autocondenação e autopunição, que o rebelde executa com suas próprias mãos contra si mesmo.

A Lei está arquitetada de maneira que, automaticamente, a revolta, movimentada pelo rebelde, por si própria constitui a força que o leva a sua destruição.

Se, desta maneira, rebelar-se, quer dizer destruir-se á si mesmo, mais cedo ou mais tarde, há de se acabar com a revolta se não se quer ser destruído. Disso não se pode fugir.

A Lei é o pensamento e a vontade de Deus, e se fosse possível destruí-la com a revolta, seria possível também destruir Deus, o que é o mais inaceitável dos absurdos. Concluindo: quem se rebela vai contra sua própria vida e trabalha só para sua própria destruição.

Quem se rebela é o ser involuído que, pela sua ignorância, mas julgando saber, caminha contra sua própria vida. Quanto mais o ser entra no caminho que o leva para fora da Lei, tanto mais é impelido a voltar para ela; quanto mais o ser é ignorante, cometendo por esse motivo erros, tanto mais ele tem de experimentar suas dolorosas consequências para aprender a não cometê-los mais.

Chega-se assim a esta conclusão: ninguém está tão amarrado pela obediência à Lei, quanto o rebelde. O que o acorrenta a esta obediência, apesar do seu desejo de revolta, é seu próprio apego a vida, porque voltando à vida ele tem de mergulhar na Lei, pois ela é vida e fora dela não há senão morte, e isso ninguém quer.

Assim, quanto mais o ser é indisciplinado, e por isso quer a desordem, tanto mais ele será impelido a disciplina e confinado na ordem. Assim, a revolta se torna absurda, contraproducente e por isso insuportável e inaceitável, porque quanto mais o ser se rebela, tanto mais se aperta a volta do seu pescoço o nó corredio do sofrimento.

Por outro lado, quanto mais o ser é sábio e obediente, menores são os seus erros, assim como a reação que eles excitam, de modo que quanto menos o ser precisa ser corrigido, tanto mais leve é a correção necessária para endireitá-lo.

Como vemos, trata-se de uma verdadeira escola em que os alunos recebem aulas a justo nível, proporcionadas a sua necessidade de aprender.

De tudo isso se segue outra maravilha: a correção dos erros e a retificação do caminho errado são automáticas, progressivas e absolutamente necessárias.

Logo, qualquer movimento que o ser faça usando sua liberdade, seja para o bem ou para o mal, tudo o leva tanto pelo caminho da alegria quanto da dor, a sua salvação final. Vimos que a liberdade do ser não é absoluta, e que para os seus erros há fronteiras que não se podem ultrapassar.

Esta é outra sábia providência de Deus para impedir que, na sua ignorância e revolta, o ser excite por parte da Lei uma reação demasiadamente forte, que ele não poderia suportar.

Com a evolução, o mal vai sendo progressivamente cercado, sitiado sempre mais de perto, até não lhe sobrar mais espaço, acabando assim por ser eliminado.

As duas forças estão uma contra a outra. De um lado, a evolução que impulsiona o ser para a salvação, do outro lado a revolta do mal que o impele para a destruição. A tarefa da evolução é a de corroer o mal e consumi-lo até destruí-lo.

É empolgante observar e estudar o pensamento com que a Lei governa o funcionamento orgânico do universo e a nossa própria vida.

E para chegar a uma orientação certa e completa, indispensável à direção correta de nossa conduta, não há outro caminho senão o de nos relacionarmos com esse pensamento que, tudo explicando, nos pode mostrar também a razão última pela qual temos de agir de um modo em vez de outro, afastando-nos dos caminhos do mal, para percorrer os do bem.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

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