A lição da Vida

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A lição que a Lei de Deus nos quer ensinar, infligindo-nos dor com a sua reação, é a do caminho certo e a da justa medida.

A Lei não quer o nosso sofrimento, mas somos nós que o produzimos, violando a sua ordem.

Qualquer que seja o nosso desejo e revolta, não podemos deixar de viver dentro dessa ordem. Mesmo a ciência positiva nos demonstra, cada dia mais, que vivemos cercados de leis por todos os lados.

Num tal ambiente, é lógico que todos os movimentos errados não possam produzir senão efeitos errados.

Apesar de ser evidente a necessidade de movimentar-se conforme uma disciplina, o homem julga possível, no terreno mais elevado, que é o da sua conduta, sobrepor a desordem a ordem da Lei, sem prejuízo e até com vantagem. E tanto acredita nessa loucura, que a considera como a prova maior da sua sabedoria.

Assim se explica por que neste mundo se verificam os efeitos que vemos. O resultado de tanta “sabedoria” é caos e sofrimento.

A Lei quer a nossa felicidade, mas esta só existe para quem permanecer em sua ordem. Quem sai dessa ordem sai também daquela felicidade. Por isso, é regra fundamental: sem disciplina não se pode atingir satisfação.

Eis o que a Lei nos quer ensinar quando nos deixa recolher amarguras, seja no excesso como na carência.

A toda nossa tentativa de exagerar para subverter a ordem, chega o golpe da Lei que nos reconduz para dentro da ordem. Não é que a Lei exerça vingança e nos puna. A Lei está sempre firme. Somos nós que a movimentamos, e com os nossos movimentos errados produzimos resultados dolorosos.

Todo abuso fere e queima para nos ensinar a lição da ordem e desenvolver em nós o instinto do autocontrole e o sentido da justa medida. Vamos assim aprendendo, através de tantas experiências de uso e abuso, a viver na ordem, fazendo de tudo bom uso.

Assim, é bom, e gera boas consequências o fato de comer para sustentar o corpo, mas é mau e produz más consequências o fato de comer demais por gulodice. Também é bom descansar depois de ter trabalhado, mas é mau o ócio da preguiça. Da mesma forma, a consciência de si mesmo não tem de transformar-se em orgulho, tanto quanto a vontade de ganhar com o trabalho, o necessário para viver, não deve tornar-se sórdido apego ao dinheiro e imoderada cobiça de riqueza.

Pela lei do mínimo esforço procuramos, para atingir os maiores resultados, trabalhar o menos possível, isto é, em vez de seguir o caminho direto, seguir o da astúcia, andar por travessas e atalhos, que são desvios fora do caminho certo do trabalho honesto, que é o único capaz de conferir-nos a base segura do merecimento.

A honestidade da Lei exige que, quem esteja na posse de uma posição social cumpra a função que aquela posição implica e representa.

Assim, os governos deveriam preencher a função que justifica o seu poder, que é a de dirigir, defender e ajudar os povos. Mas, infelizmente, quanto mais o homem é primitivo, tanto mais concebe o poder egoisticamente, isto é, não como uma função para o bem coletivo, mas só como um meio para satisfazer sua ambição e seu desejo de glória e riqueza.

Esses movimentos representam uma desordem, que não poderia nascer se não fosse gerada por outra desordem, originada, em geral, do abuso dos dirigentes. Isto faz crer que, na Terra, a justiça da Lei não se possa realizar senão por uma contínua correção de abusos, o que parece ser afinal a tendência predominante no instinto do homem.

Em todos os campos o homem rebelde tem de sofrer para aprender; nesse caso os povos têm de sofrer tirania e exploração até aprenderem a eleger seus dirigentes; e os governantes têm de sofrer revoltas até que aprendam a governar com honestidade.

Cada um recebe as consequências dos seus atos, conforme seu merecimento.

Assim, os governantes têm os povos que merecem, e os povos têm os governantes que merecem.

A vida não pode basear-se em valores fictícios, mas exige valores reais.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

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