A Lei no mundo

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Explicamos que a Lei esta acima das religiões e filosofias particulares, as quais abrangem porque é lei universal da vida, da qual ninguém pode fugir, – porque ninguém pode fugir da vida e das suas leis, que está sempre presente no funcionamento orgânico do universo, porque não há coisa alguma que esteja distante do pensamento de Deus.

É maravilhoso observar como o pensamento e a vontade de Deus nos cercam de todos os lados, sempre nos guiando e impulsionando para o caminho certo, a nós e a todos os seres do universo.

Nós podemos oscilar livremente de um polo para outro, do bem para o mal, da luz para as trevas; podemos deslocar-nos para qualquer posição da vida, mas ficaremos sempre dentro do Pensamento e da Vontade de Deus, isto é, dentro da Lei, que é qual atmosfera em que vive tudo o que existe no universo e da qual ninguém pode sair.

Procuramos, assim, demonstrar, para nos convencermos, que só podemos alcançar a maior alegria se sairmos do estado de separatismo, luta e desordem, que tanto atormentam o mundo, encaminhando-nos sempre mais para a unidade, a paz e a harmonia, princípios fundamentais da Lei.

Um dos maiores problemas que o mundo de hoje tem de enfrentar e resolver, é o da unificação em todos os campos: político, econômico, demográfico, religioso, social.

Com a vida que se vai concentrando cada vez mais nas grandes cidades, o homem tem de adaptar-se a formas sempre mais estreitas de convivência social. Mas ele, como resultado do seu passado, está ainda fechado numa psicologia estreitamente individualista, que o isola dos outros, enquanto a irresistível vontade da Lei é que ele chegue a unir-se com os outros para formarem todos juntos a grande unidade coletiva da humanidade.

Então nascem revoltas, choques com os vizinhos, atritos recíprocos, mas também adaptações, porque este é o caminho marcado pela Lei e dele não se pode fugir. É assim que, como nunca, hoje se tornou vivo e atual o problema das relações entre os seres humanos, entre as diferentes camadas sociais, ente as divergentes forças e impulsos coletivos.

Na história da vida do homem, venceu e dominou até agora o princípio do individualismo, pelo qual o ser vive isolado, como num castelo, fechado no seu egocentrismo e armado contra todos, um ser cujas relações com os outros não podem ser senão de luta, de ataque e defesa, para dominar a fim de não acabar escravo, num estado de guerra permanente. A nova sensibilização nervosa e psíquica do homem civilizado pode e poderá cada vez menos suportar os ferozes métodos de vida do passado, com todas as suas tristes consequências.

Vemos, assim, que está na vontade da Lei, como na natureza mesma das coisas, que o homem, com o progredir da civilização, não pode deixar de aprender a arte difícil da convivência. Ele se sente atraído pelas vantagens encontradas nas grandes cidades, mas ali tem de viver junto, com os outros, não mais como indivíduo isolado no campo, mas como elemento do organismo social. Nesta, ele propende e destina-se cada vez mais a desaparecer como indivíduo isolado, e reaparece como célula de unidades coletivas múltiplas, sempre mais vastas.

O mundo se transforma para ele que desse modo tem de aprender novas lições, adquirir novas qualidades, correlatar-se a novos pontos de referência, possuir valores diferentes e julgar com outra psicologia. O valor do homem do campo, que consistia em saber defender-se e trabalhar fisicamente, em caçar e matar, tem de transformar-se no valor do homem dos grandes centros civilizados, que consiste em saber movimentar-se, conduzir-se, trabalhar e pensar, conforme regras que o enquadram numa disciplina indispensável. Realiza-se, assim, a evolução.

O homem primitivo que pela primeira vez entra neste novo ambiente social, traz consigo todos os seus instintos de ser individualista, e por isso tende a opor resistência, gerando desordem na organização em que se sente preso. Mas, esta representa uma unidade maior do que ele, e por isso mais poderosa e por isso o vence, constrangendo-o a aprender a viver na regra duma disciplina, isto é, a evoluir para uma forma de vida mais adiantada.

Esta vizinhança recíproca, esta Vida em comum implica, impõe e ensina regras de respeito recíproco, em que se compensam direitos e deveres numa nova forma organizada de vida coletiva, que só desta maneira, baseando-se na ordem, pode existir. De todos os lados tudo nos confirma que a vida progride do caos para a ordem, da desenfreada liberdade para a disciplina. Nisto consiste, como dissemos, o progresso, que e a realização da Lei.

Quanto mais um homem é civilizado, tanto mais ele tem de tomar nota da presença, exigências e direitos dos outros, dever, entretanto, a exigir reciprocidade. Quanto mais o homem é civilizado, tanto menos lhe é permitido ser individualista, egocêntrico, indiferente à vida dos outros. O fato de ter de respeitar os direitos dos outros pode constituir, às vezes, uma renúncia a própria liberdade. Mas, esse sacrifício fica depois bem pago quando por ele recebemos, como recompensa, respeito para com nossos direitos. Só o homem civilizado, que tem deveres, pode exigir os correspondentes direitos.

Tudo isto é problema de ordem e disciplina. Este é o processo de descentralização do egocentrismo, que consiste na evolução da personalidade humana, que por este caminho se abre, desprendendo-se da prisão do seu primitivo egoísmo, desabrocha e floresce, até atingir o estado de altruísmo, isto é, da unidade em Deus, todos juntos e irmanados num mesmo organismo.

Vemos desta maneira como, também nas pequenas coisas da nossa vida de cada dia, se realizam os princípios da Lei; vemos como o pensamento e a vontade de Deus, que ela representa, dirigem o progresso da nossa civilização para objetivos certos.

O conteúdo da civilização é representado pela realização da Lei, isto é, pelo grau com que conseguimos vivê-la, irmanando-nos com os nossos semelhantes. E quanto mais o homem for evoluindo, tanto mais terá de perceber que, para sobreviver na luta pela vida, há uma força mais poderosa do que a violência, a prepotência, a astúcia levada até a mentira e à traição: é a força da inteligência, da honestidade, da bondade.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

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