Sacrifícios

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O raciocínio do homem atual é parcialmente verdadeiro, porque só alcança o seu conhecimento concreto, que representa a periferia do sistema e que ele, ignorante do resto, supõe que seja tudo.

Desfazer em altruísmo o próprio egoísmo é efetivamente uma perda, mas somente periférica e em uma primeira fase. Efetivamente, o altruísmo não é vantajoso neste mundo, quando outros seres estão dispostos a arrebatar-nos tudo e aproveitar-se de nosso sacrifício em proveito próprio, embora com evidente perda para si.

E, dado que nos encontramos na periferia do sistema e que a maioria é, por involução, pouco irradiada, a posição do prisioneiro da pobreza e da dor, sem capacidade de evasão, é lógica e compreensível.

Não há remédio imediato.

Não resta senão deixá-lo na posição que lhe cabe, segundo o seu grau de evolução, a espera de que os golpes da vida o elaborem até que ele compreenda o mecanismo do sistema e consiga assim fazê-lo funcionar em seu proveito.

Tudo será muito diverso para o evoluído.

Desfazer em altruísmo o próprio egoísmo também para ele significa um prejuízo. Mas ele pode enfrentar com segurança esse sacrifício, porque conhece a estrutura do sistema e sabe, por isso, o que se seguirá a esse sofrimento.

Espiritualmente ligado ao centro, Deus, não vive apenas de limitada vida periférica. Pelo contrário, é justamente este seu sacrifício de dar irradiando, a força decisiva que abrirá janelas que o inundarão de sol. É este o difícil passo para trás, o único que pode permitir-lhe abrir as portas da prisão.

É esta negação de si próprio em altruísmo, na periferia, é uma mobilização das forças de irradiação que esperavam essa sua atitude para podê-lo inundar. E, assim, em um segundo tempo, ele será largamente recompensado e enriquecido pelo seu empobrecimento que, na realidade se reduz a perdas diminutas na zona periférica do sistema universal, na zona da matéria e das ilusões.

Dirige-se a Deus, dizendo:

“Senhor, eu dou, empobreço-me materialmente, mas com isto eu me torno instrumento que adere à Tua Lei, vivo segundo as linhas de força do Teu sistema.

Para o triunfo do Teu Amor eu sacrifico o meu pequeno eu.

Tu sabes que agir assim na periferia, onde me encontro imerso na matéria, significa empobrecer até a morte. Mas eu não existo mais para mim, isolado, mas na vida universal, em que Tu “és”.

Eu não quero mais a mim mesmo mas somente a Ti, em Quem eu vivo.

Quero a Tua Lei. Faço parte do Teu organismo. Sou uma célula dele, uma Tua célula. Tu és o meu eu maior, em que agora existo. Então a minha morte não é mais possível. Compete a Ti e à Tua Lei impedi-la, e que a vida me seja dada, pois que ao meu fraco poder de defesa eu renunciei para seguir a Tua Lei de Amor.

Não é possível que, para seguir-Te eu deva perder a vida. Sei que esta tem fins eternos a alcançar e que eles devem ser alcançados. Ela não pode perder-se ao acaso e não depende da minha pobre defesa do momento.

Seguindo-Te, eu ganho a vida. E se também morrer, não perderei senão a minha vida menor, porque ressurgirei na Tua vida maior”.

Livro: Deus e Universo

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/DeuseUniverso.pdf

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