Pietro Ubaldi e “SuaVoz”

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Dezembro, mês de inverno, chegaram as festas natalinas e Pietro Ubaldi teve duas semanas de descanso. Aproveitou a oportunidade e retornou a Colle Umberto, para estar com a família. Tudo no mesmo, lá estavam o seu quarto no terceiro andar da torre e a Tenuta Santo Antônio com o seu verde natural e exuberante. Ambiente de paz e tranquilidade para o seu espírito tão necessitado de bondade e amor. Voltou ao local onde Cristo e S. Francisco lhe apareceram, rememorou todos os acontecimentos do mês de setembro.

Era véspera de Natal, reuniu-se com a família, hábito adquirido desde a infância, para comemorar a chegada do dia mais importante do ano. Foi uma reunião comum, com poucas iguarias, em homenagem ao nascimento do Santo Menino. Após o relógio assinalar a chegada de 25 de dezembro de 1931 ,recolheu-se aos seus aposentos para orar e agradecer a Deus todas as dádivas recebidas, inclusive aquela vida franciscana, em Módica. Naquele. momento de profundíssima meditação, Cristo surge, diante dele, cobre-o de intensa luz e dita-lhe a primeira Mensagem, “Mensagem de Natal’, que inicia com estas palavras:

“No silêncio da sagrada noite, ouve-me. Deixa toda a sabedoria, as recordações, a ti mesmo, esquece tudo, abandona-te à minha voz, inerte, vazio, no nada, no silêncio mais completo do espaço e do tempo. Neste vazio ouve a minha voz .que diz: levanta-te e fala. “Sou eu”. Depois de afirmar:. “Eu presido ao progresso e espiritual do vosso planeta e para o progresso. espiritual um ato de bondade tem mais valor. que uma descoberta científica”; “Sua Voz” concluiu a Mensagem, desejando “Paz” a todos.

Mensagem longa e deslumbrante, recebida sem nenhuma preparação prévia. O processo e a, rapidez como foi escrita, e o con­teúdo caracterizaram a fonte inspiradora. A luz foi tão intensa que fez Pietro Ubaldi prostrar-se diante do Mestre e despertar com esta sensação:

“Aniquilado, eu tremia. Depois levantei-me transfigurado. Havia em mim uma força nova e eu tinha de segui-la. Final­mente, explodira minha mediunidade em- sua plenitude, e desde aquele dia fiquei compromissado dom “Sua Voz”.  

Chamei assim a essa fonte de pensamento, de vontade, de ação e de afeto, que me inundava todo; chamei-a assim, com since­ridade e simplicidade, incapaz de definir melhor, para dizer: a voz daquele que ouço.

Ela, mesma dizia-me naquela sua linguagem: “não perguntes meu nome, não procures individualizar-me. Não, o poderia, ninguém o poderia; não tentes hipóteses inúteis”.

Avizinhara-se aquela voz, falando-me como falava no Evan­gelho, à doce voz do Cristo, aconselhando-me e guiando-me. Mas era interior, pelo menos eu a atingia por caminhos interiores, íntimos. Manifestava-se em mim como uma audição interior de conceitos, num contato tão direto, que estes nem sequer eram formulados em palavras.

Sem dúvida era distinta de mim, de minha consciên­cia normal cotidiana, porque me guiava, governava, pregava; e meu eu normal seguia e obedecia; porque surgiam também discussões e divergências entre as duas personalidades nas quais meu eu normal cedia sempre, vencido e convencido por uma superioridade esmagadora de bondade e sabedoria.

E, naquele inverno siciliano, na solidão de minha dor, aquela Voz esteve sempre perto de mim, único amigo, para sustentar-me a cada passo e para guiar-me em todos os atos, impondo muitas vezes novas doações e renúncias, naqueles pontos em que minha natureza humana não o desejaria”.

Dessa forma, Pietro Ubaldi ficou, realmente, preparado para a missão, para a qual nascera.

O ambiente terreno se tomara propício, porque criara em torno de si, devido a uma vida reta que leva­va, estritamente dentro do Evangelho, uma atmosfera de paz, de har­monia, de bem-estar que contagiava a todos que dele se aproximassem. Ressuscitou nele, a partir daquela noite, a imagem do Apóstolo, a quem foram entregues as Chaves do Reino.

Para Ubaldi foi uma noite inesquecível e, para os homens; o princípio de revelações transcendentais que desceriam à Terra. Pietro Ubaldi identificou o autor da Mensagem, sabia que  era o Cristo, o mesmo que o convi­dou a ser pescador de almas, há dois mil anos; mas preferiu calar-se e chamar de “Sua Voz”. Assim, ele não passava por orgulhoso — de fato, não o era — auto-intitulando-se médium de Cristo.

 E, também não poderia dizer que a Mensagem era sua, porque bastaria compará-la com escritos seus, já conhecidos. Como tudo que vem do Alto é harmônico, existe uma harmonia perfeita entre as Men­sagens recebidas e a posição assumida por Pietro Ubaldi.

Quanto ao Autor daquela Mensagem e de outras que surgiram mais tarde, ele deixou que o mundo fizesse o seu julgamento, para conferir com sua convicção.

Livro: Grandes Mensagens

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/GrandesMensagens.pdf

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