O Poder da Vontade (1)

ld

A técnica do funcionamento da Lei de Deus.

De que modo o mal volta a fonte que o gerou e, assim, por que acontece que quem faz o mal o faz a si mesmo?

Como pode nosso mundo, em que vigora a lei da força, ser regido, por dentro, por outra lei, uma lei de justiça, que acaba por vencer?

Já explicamos que a nossa personalidade atual foi construída por nós mesmos, no passado, pelos pensamentos e atos que, longamente repetidos, com a técnica dos automatismos, se tornaram hábitos.

O resultado de todas as nossas atividades passadas encontra-se escrito, em síntese, em nosso tipo individual. Nossas qualidades e instintos atuais são o resultado da nossa história vivida, possuindo uma velocidade adquirida na direção que eles representam e, por isso, a não ser que sejam corrigidos em outra direção, significam possuir um impulso e uma tendência a continuar da mesma forma no futuro, fenômeno a que chamamos destino.

Ora, uma parte do nosso ser é ainda completamente animal, isto é, entregue ao subconsciente. Confiado ao subconsciente, que de tudo vai tomando nota, absorvendo ou reagindo, constitui esforço de adaptação, fundamental para a vida defender-se e prosseguir. É da profundidade do subconsciente que, depois, tudo o que ali foi impresso pela longa repetição, volta a superfície em forma de instintos, os quais, por inércia, continuam automaticamente a impulsionar-nos na direção já adquirida, até que novos impulsos venham gerar novos atos e a repetição destes forme, por sua vez, novos hábitos, instintos e qualidades, que se irão sobrepondo aos que já possuímos, lançando-nos em direção diferente.

O primeiro motor de tudo isso é a nossa vontade, que assim pode livremente impulsionar nossa evolução, dirigida pela sua livre escolha.

Pertence-nos então o poder de nos construirmos como quisermos.

É lógico, portanto, que nos pertençam a responsabilidade e as consequências dessa escolha.

Ao lado da vontade do homem, ao qual não é permitido atingir senão os resultados que lhe dizem respeito, isto é, a construção do indivíduo, há outra vontade, fixando os limites dentro dos quais aquela pode mover-se para que seja possível chegar, em qualquer caso, qualquer que seja a obra do homem, a resultados de salvação final e não de destruição, como poderia acontecer se a vontade do homem prevalecesse.

Esta outra vontade, à qual, aliás, tudo está confiado, é a vontade de Deus.

Assim, a criatura pode semear desordem à  vontade, mas só para si, ao passo que, nas linhas gerais, tudo está dominado por um poder maior e inalterável, que mantém sempre a ordem.

Quando a nossa livre vontade quer realizar pensamentos e obras de mal, por repetição eles acabam tornando-se automáticos, isto e, hábitos. Por isso, conforme o que tivermos livremente realizado no passado, teremos construído para nós uma personalidade com qualidades boas ou más, e, ao redor de nós, um ambiente de vibrações positivas ou negativas, com todas as suas consequências de felicidade ou sofrimento. Teremos construído uma atmosfera própria em que ficamos respirando e vivendo, com sua natureza boa ou má, de alegria ou de dor, que teremos merecido e que agora volta para nós, constituindo o que podemos considerar como sendo nosso destino fatal.

Nunca esqueçamos que, em cada momento da nossa vida, estamos construindo, com os nossos atos, o edifício do nosso eu, isto é, nosso espírito, nossa psicologia e também, como consequência, o corpo onde moramos.

Que resultado poderemos alcançar se, quando construímos, em vez de utilizarmos pedra, só empregamos lama informe e suja?

Então, seremos o fruto de nossa própria vontade, isto é, feitos de mal, mergulhados numa atmosfera de mal, amarrados às forças do mal, de todos os lados cercados pelo mal, que nos atrairá e por nós será atraído e nos golpeará porque dele seremos constituídos, nós e o mundo ao qual pertencemos.

O contrário acontecerá, pela lógica da mesma Lei, a quem escolheu o caminho do bem. Se tivermos semeado o bem, a alegria será nossa e ninguém dela nos pode privar.

À nossa frente há sempre um caminho virgem, onde teremos oportunidade de endireitar o passado. Mas, o impulso renovador tem de partir da nossa vontade, que, como vimos, é a primeira força geradora do nosso destino.

Livro: A Lei de Deus

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

Faça seu comentário e participe de nosso grupo de estudos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s