Aparências e Realidades (1)

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Novo modo de conceber e encarar a vida.

Minha maior satisfação foi a de ter descoberto que o mundo é regido pela sabedoria, bondade e justiça de Deus, conclusão a que chegamos no capítulo anterior. Mas, se tudo é regido por Deus, o universo é uma máquina perfeita e o nosso mundo não é só o que pode parecer, isto é, o reino da desordem e do mal.

Há uma realidade diferente para além das aparências.

Olhando em profundidade, cheguei a ver que o pior está na superfície e que, debaixo dessa, se encontra um outro mundo regido por uma outra lei, feita de sabedoria, justiça e bondade.

Esta lei é a Lei de Deus, que da profundidade tudo dirige.

Realmente, não vivemos ao acaso, abandonados a nós mesmos, perdidos neste imenso universo desconhecido, mas temos um Pai nos Céus, o Qual, se com a Sua Justiça golpeia os maus, fazendo-o para o bem deles, também recompensa os bons, que merecem. Temos pois, Alguém que defende nossa vida e que está pronto a ajudar a todos, bons e maus, para levá-los ao bem e à felicidade. Somos elementos constitutivos e cidadãos dum universo orgânico, em cujo seio a Lei coordena nossa vida em relação a todos os outros elementos, todos irmanados em função do mesmo princípio central diretor, orientados e impulsionados para a mesma finalidade, que é a salvação universal.

Vemos assim que, em realidade, a injustiça é fenômeno transitório e de superfície. Quem verdadeiramente manda é Deus, isto é, o bem, e as próprias forças do mal acabam trabalhando apenas em função do bem. A revolta contra a ordem, permitida por Deus, não consegue, como o homem quereria, subverter essa ordem para sua vantagem, mas só o arrasta para seu dano. Como quem faz o bem tem de receber sua recompensa, assim, quem faz o mal tem de pagar com seu sofrimento.

Esclarecer tudo isso, como estamos fazendo, se representa um aviso para os maus, não há dúvida que constitui um grande consolo para os bons. Podemos, assim, ter confiança na vida porque ela está sempre bem dirigida por Quem tudo sabe, mesmo quando ela se encontra repleta de ignorância; está bem comandada pela divina bondade, mesmo quando somos maus; está sempre dirigida para o nosso bem e felicidade, mesmo quando vivemos na dor.

Quanta luz e alegria de otimismo pode espalhar ao redor de si quem compreendeu tudo isso! E quem se sente alegre não pode renunciar a satisfação de comunicar aos outros esta sua alegria.

Alegria nenhuma é completa se não é compartilhada com os outros.

Nossa luta é só para vencer o mal que inunda o mundo, com as armas da inteligência, da sinceridade e da bondade. É para oferecer de graça o produto que parece faltar-lhe mais, isto é, um meio de orientação para aprender a viver com mais inteligência e menos sofrimento.

Quem conseguiu compreender tudo isso e viver olhando para Deus, concebe tudo de maneira diferente, torna-se outro homem e, como se houvesse descoberto um outro mundo, nele vive uma outra vida, mais satisfeita, ampla e poderosa.

Quando, por ter evoluído, cai o véu da ignorância que nos impede de ver esta outra realidade, então se compreende que fazer o mal aos outros, acreditando ser possível levar vantagem, é loucura que não tem o alcance desejado. Auferir lucros por esse caminho pode parecer possível só para quem está ainda mergulhado na ignorância, própria dos níveis inferiores da evolução. O que de fato acontece é que quem espalha veneno o espalha para todos e para si também. Assim quem faz o mal, acaba fazendo-o também a si mesmo.

O universo em que moramos, está construído de maneira tal, que seria grande erro dizer que um determinado dano não nos interessa por não ser nosso. Não é possível isolar-nos de coisa alguma no universo.

Queiramos ou não, estamos irmanados a força no mesmo mundo, respirando todos uma mesma atmosfera de fenômenos, sejam físicos, dinâmicos ou espirituais, – entrelaçados entre si, – de maneira que qualquer movimento ecoa e se repercute em todos os sentidos, e não pode parar, enquanto não atingir seus últimos efeitos.

Não existem compartimentos estanques, divisões absolutamente trancadas, que possam parar uma vibração, uma vez que esta seja posta em movimento. Não é possível construir paredes suficientemente fortes que possam separar seres feitos da mesma vida e sujeitos à mesma Lei, paredes capazes de isolar a nossa vantagem da vantagem dos outros, ou nosso dano, do dano dos outros.

Tudo, enfim, se precipita na mesma atmosfera, de onde cai a chuva para todos.

Livro: A Lei de Deus – http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ALeideDeus.pdf

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