Moral ou Imoral

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Quando podemos saber o que é moral ou imoral, ou quando e por que uma coisa é lícita ou ilícita?

O ponto de referência da ética, a unidade de medida do valor positivo ou negativo das nossas ações é a Lei de Deus. Tudo o que está dentro das suas regras é bom e lícito, tudo o que está fora das suas regras é mau e ilícito.

É moral tudo o que leva para o S; imoral tudo o que pertence ao AS.

É moral tudo o que, pela obediência à Lei, pertencendo à positividade, constrói; é imoral tudo o que, pela desobediência à Lei, pertencendo à negatividade, destrói.

No S não existe o imoral, mas tudo é moral, positivo, conforme a Lei; no AS não existe a moral, mas tudo é imoral, negativo, contra a Lei.

Foi pela cisão devida à queda que nasceu o dualismo dos opostos, moral e imoral, o conceito de anti-Lei, que no S não existe.

Quanto mais uma ética é evoluída, tanto mais ela é moral, no sentido de que se aproxima da moral perfeita do S; e quanto mais uma ética é involuída, tanto mais ela é imoral, no sentido de que se afasta da moral e se aproxima da sua negação completa no AS.

Como em nosso mundo o nível biológico oscila do plano do involuído ao do evoluído, assim a ética relativa vai de um extremo de tipo involuído a outro de tipo evoluído. Ela vai da fera ao santo, do nível do subdesenvolvido, selvagem, feroz, ao nível do super-homem, civilizado, evangélico.

A maioria se equilibra no meio destes dois extremos, com uma moral ambígua, que pretende ser do segundo tipo, conquanto muitas vezes na substância é do primeiro. Moral anfíbia, de adaptações entre o superior e o inferior, ética de transformação em que coexistem as normas de conduta de dois níveis de vida, as do inferior convertendo-se nas do superior, o qual se vai conquistando por lentas aproximações evolutivas.

Com essa ética, que representa a sua posição biológica, a sociedade humana, pelo direito do mais forte, que a maioria possui, condena e expulsa do seu seio os que por defeito pertencem aos planos de vida inferiores e os que por excesso pertencem aos superiores ao seu.

Os primeiros são afastados como delinquentes; os segundos são perseguidos como idealistas, utopistas, ou fracos e ineptos.

Para o involuído, que caiu no separatismo do AS, o ponto de referência não é o organismo do todo, em função do único centro para todos, Deus, mas é só o centro particular constituído pelo seu eu. Então a sua moral, a medida do bem e do mal, é representada pelo seu próprio interesse. O bem para ele é o que é útil para si, o mal é o que constitui o seu dano. Por isso a lei, para ser entendida e obedecida, tem de usar o método do prêmio ou da pena.

Não é mais Deus que faz a Lei universal, mas é o indivíduo que faz para si, a sua lei particular. Assim a unidade da ordem universal estabelecida pela Lei de Deus, pulverizou-se no caos de tantas leis particulares para cada indivíduo, ligadas entre si apenas no negativo, isto é, por rivalidades na luta infernal que vemos em nosso mundo.

Mas tal estado de atrito e destruição recíproca quer dizer fraqueza, enquanto a união, isto é, o estado orgânico do S, faz a força, porque a evolução, conduzindo a ele, devolve ao ser o seu poder originário, que foi sua qualidade no S.

Ora, isto é vantagem e então, para gozar dela, o ser sente-se impulsionado a abandonar o separatismo do AS, para se fundir com os outros seres na unidade do S, e assim automaticamente é constrangido a evoluir.

Baseando-se nestas premissas, ocorre que o problema da vida é concebido e resolvido de maneira completamente diferente, conforme o indivíduo pertence ao tipo involuído ou evoluído.

Livro: Princípios de uma Nova Ética

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/PrincipiosdeumaNovaEtica.pdf

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2 comentários sobre “Moral ou Imoral

  1. VLADEMIR DE JESUS FERNANDES

    Quanto mais aprendo aumenta minha consciência do quanto estou ignorante, por mais esforço empregado, maiores são os conflitos, a observação do que rola ao meu redor tem sido cada vez mais complexa, tudo isso me faz refletir, penso que posso melhorar, claro, preciso de mais tempo.

    Curtido por 1 pessoa

    1. adailbottesini

      Pois é Vladis, só parece fácil para aquele que não se dá conta de todo trabalho a ser realizado. O importante é que estamos fazendo um caminho com melhor convicção. Abs.

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