Revolução pela Vida

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A revolução já está em ação. Uma revolução verdadeira, que é feita pela vida, acima de todas as outras feitas pelo homem por interesses ou por política.

De dentro, grita a voz de Deus: “Avante, Avante!”. A Sua mão está estendida para ajudar a humanidade a realizar o grande salto da transição evolutiva; ajudá-la a vencer as forças do mal, que lutam para sufocar este desenvolvimento e transformar a subida em descida; ajudá-la a vencer as forças do egoísmo, do cálculo e da negação, cuja vontade seria, uma vez mais, que o AS prevalecesse sobre o S.

Há, portanto, três elementos em jogo:

1) Uma parte negativa, de resistência, devida a influencia do AS;

2) Uma parte positiva, expressa por um dinamismo psíquico-espiritual, devida à atração por parte do S;

3) Uma parte representada pelo esforço que o homem tem de fazer para realizar o salto à frente.

Estes são os impulsos que constituem o fenômeno. Isto pode levar a desmoronamentos, revoluções, deslocamentos e reconstruções, mas o caminho da evolução caminha em direção ao alto.

A mais fácil e abundante produção de bens deverá nos levar da fase evolutiva de tipo econômico à de tipo intelectual-cultural-espiritual, que representa um nível biológico mais avançado. A evolução da vida se encontraria, assim, num momento decisivo de seu transformismo, aquele que, segundo a terminologia de Teilhard de Chardin, leva à passagem da biosfera à noosfera.

Até hoje, as bases da vida da humanidade foram de caráter econômico. O possuir, sendo a coisa mais necessária para viver, foi sempre o ponto fundamental de referência, em função do qual se orientou o modo de pensar e de atuar.

Antigamente, a luta pela vida material era demasiado dura para que ela não dominasse todas as atividades humanas, tanto físicas como mentais. Ainda agora, as religiões continuam pregando a renúncia aos bens terrenos, mas elas mesmas, em primeiro lugar, baseiam-se sobre estes bens, em desacordo com oque elas pregam e condenam.

Hoje, o problema fundamental do homem não está nos bens espirituais, mas sim nos bens materiais. São estes que dominam tudo, pois, sem eles, pouco se pode realizar na Terra. Assim o mundo está cheio de igrejas frequentadas por gente que, com os fatos, demonstra crer em algo bem diferente.

O problema humano mais vivo está no “meu” e no “teu”. A luta mundial entre o imperialismo comunista e o imperialismo capitalista é a luta entre o “meu” e o “teu”. O comunismo é uma ideologia de assalto ao sistema do “meu”, constituído pela propriedade e pelo capital. No entanto, com tal ideal, ele tomou posse do que pertence aos outros, tirando-o também do próprio povo, para concentrar tudo nas mãos da classe dirigente. É sempre o mesmo jogo, no qual o mais forte tira dos outros para si próprio. Assim é a natureza humana, e não é uma ideologia que pode transformá-la.

É por isso que o culto da posse hoje é universal, mesmo dentro dos ideais políticos e religiosos, que se proclamam isentos dele. Não há nada que lhe escape. Diz-se: minha mulher, meu marido, meus filhos, meus parentes, meus dependentes, meus clientes, minha cidade, minha pátria, meu partido, minha religião e até meu Deus. Tudo é meu, em função de mim que sou o dono. O homem vale não pelo que é, mas pelo que possui. Esta é a estrutura da nossa forma mental, a base de nossa verdadeira moral.

Quando o homem tiver superado e organizado em definitivo o dinamismo, dirigindo-o à produção econômica de bens, ele haverá fixado então, através do tecnicismo, este funcionamento em forma automática, de maneira que essa produção continuará a se fazer por si mesma. Assim o homem, uma vez realizada esta obra, que já agora é sua, poderá dedicar-se à construção de si mesmo num plano superior do edifício biológico e, através de outro tipo de dinamismo, dirigir-se à produção de outros bens, de caráter espiritual.

Livro: A Descida dos Ideais –  www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/ADescisaDosIdeais.pdf

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