O problema do Destino

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A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

Como orientar nossa vida no plano geral do Universo, conhecendo o funcionamento da Lei.

É difícil a arte de saber viver. A vida é um vaso que podemos encher com o que quisermos. Mas, a verdade é que temos querido enchê-lo de erros.

Então, que podemos receber senão sofrimentos?

O verdadeiro êxito na vida consiste num problema de construção de destinos, um problema complexo de longo alcance, que só se pode resolver conhecendo o funcionamento das leis profundas que regem a vida, e a posição de cada um dentro dessas leis, ou seja, o plano duma vida enquadrada no plano geral do universo, em função de Deus.

A vida é um jogo vasto e complexo. Podemos deixá-la decorrer levianamente, mas então, ou perdemos o nosso tempo, ou semeamos sofrimentos, cometendo erros. E depois, as consequências terão de ser suportadas inevitavelmente por nós.

Fala-se de destino e da sua fatalidade. Mas, os construtores desse destino somos nós mesmos e depois ficamos sujeitos à sua fatalidade.

Da mesma forma que o presente representa a semeadura do passado, o futuro representa a semeadura do presente. A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória. Verifica-se, assim, este jogo complexo de semeadura e colheita, entrelaçadas em cada momento da nossa vida.

Esta é a Lei de Deus e ninguém pode modificá-la. A coisa mais importante na vida, a base de tudo, é a orientação. E a maioria vive correndo atrás das ilusões do momento, desorientada e descontrolada. Só quem conhece tudo isto pode orientar-se, inclusive a respeito do seu destino e das finalidades particulares que lhe cabe atingir na vida atual.

Se soubermos aprender esta arte de viver em harmonia com Deus, a nossa existência se deslocará do plano da injustiça e da força em que vive o homem, ao plano da justiça e da bondade em que tudo funciona com princípios diferentes. Trata-se de substituir o instinto de domínio do nosso eu individual, que vai até à revolta contra Deus, pelo desejo de concordar com a Sua vontade, num estado que, em vez de ser de separação, representada pela nossa debilidade, será, ao contrário, de união, que constitui a nossa fortaleza.

Este é um problema absolutamente individual, de escolha e resultados individuais, independente da maneira boa ou má como os querem resolver os outros. Não importa se o mundo não quer transformar-se, preferindo o contrário. Cada um pode transformar-se e salvar-se por sua conta. Cada um constrói o seu próprio destino.

A qualidade mais útil é a boa vontade de obedecer a Deus e à Sua Lei, merecendo assim, conforme a justiça, a Sua ajuda. Acontece desse modo um fato incompreensível para a mentalidade do mundo: quando a merecemos, esta ajuda chega por si mesma, não nos pedindo coisa alguma sequer em troca.

Surge então uma coisa que o mundo não acredita seja possível: para chegar a possuir o de que precisamos e para alcançar sucesso não é necessário força ou astúcia. Basta tê-lo merecido, como a justiça o exige.

O mundo está cheio de necessidades porque está cheio de cobiça. A causa da necessidade é a cobiça. Quem semeia insaciabilidade, tem de recolher fome; quem furta, tirando dos outros o que não ganhou honestamente com o seu trabalho, terá de viver na miséria, até que aprenda, à sua custa, a lição da honestidade.

Para reconstituir o equilíbrio da Lei, surge a privação correspondente ao nosso abuso. Paga-se caro esse abuso, mas o mundo parece ignorar uma lei tão simples. Somos livres, mas responsáveis. E o seremos tanto mais, quanto mais possuirmos em riqueza e poderes, pelo bom ou mau uso que deles fizermos.

Teremos sempre de prestar contas à Lei. A mesma Lei poderá tirar-nos tudo, deixando-nos na penúria se pelo mau uso de poder ou fortuna, o houvermos merecido.

O mundo é ainda tão ingênuo que acredita que basta apossar-se de uma coisa, de qualquer maneira, para que tenha o direito de possuí-la. E não sabe que tudo o que possuirmos sem justiça por não o ter ganho com merecimento, e por não ter querido fazer dele bom uso – tudo isso é gasto, consumido, corroído interiormente por esta falta de justiça que mais cedo ou mais tarde não pode deixar de conduzir ao fracasso.

A conclusão desta palestra é que a Divina Providência existe de verdade e funciona. Mas, para isso é necessário saber fazê-la funcionar, acionando as alavancas que a movimentam e às quais ela obedece. O fato é que ela funciona, a nosso favor, se o merecermos.

O que tivermos merecido com as nossas obras, não é valor que fica espalhado ao acaso, aonde podem chegar os ladrões, mas está regular e ordenadamente guardado no banco do Céu, donde nada se pode furtar.

Este é o único emprego verdadeiramente seguro  dos nossos capitais (“tesouros nos céus”).

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