A Descida dos Ideais

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A Descida dos Ideais aborda o problema religioso, tema importante, pois é através das religiões que se realiza na Terra a descida dos ideais, interessando à vida no seu ponto central: a evolução (a salvação, como retorno a Deus).

Para falar com Deus, não se necessita de intérpretes e tradutores. Isto constitui violação de domicílio espiritual. O indivíduo consciente rebela- se contra esta falta de respeito ao seu direito de pensar segundo a sua consciência e conhecimento, tanto mais que semelhante invasão autoritária se faz em nome de Deus.

Já não serve o velho incômodo método de esperar que a autoridade espiritual decida, para descarregar sobre ela as responsabilidades que nos pertencem. O indivíduo deve chamá-las a si, colocando-se de olhos abertos e ânimo sincero com os seus problemas, perante as honestas e sábias leis da vida.

Nestes livros, procuramos iluminar imparcialmente todos os caminhos, para que o homem, por si próprio, encontre o seu, devendo ele mesmo pensar, compreender e decidir. Não buscamos obediência, e sim compreensão.

Queremos ajudar, mas a vida exige que tudo seja ganho com o próprio esforço. Ela chegou hoje a uma curva do seu caminho, depois da qual será diferente e, por isso, exigirá métodos diversos.

Por isto falamos aqui de ideais e de sua descida, fazendo-o de forma positiva, porque agora trata-se de realizá-los a sério, passando das palavras aos fatos. Os ideais estão colocados exatamente neste futuro próximo, que se aproxima a grandes passos, e eles são uma realidade insuprimível, porque suprimi-los significa estancar o desenvolvimento da humanidade.

Esta será a religião do Terceiro Milênio, feita não de autoridade e palavras, mas sim de livre convicção e de fatos. Não será proselitista, sectária, fideísta, dogmática, exclusivista, mas sim positiva, racional, demonstrada, convicta, universal.

Nossa Obra será compreendida quando o homem chegar a este mais avançado grau de evolução.

Segundo as leis da vida, o involuído tarda em compreender, não sabendo evoluir, senão através da dor. A vida sabe disso e o trata de acordo. Com semelhante biótipo não se pode chegar à compreensão por outro caminho. A tal resultado conduzirão dois fatos:

1) A evolução, que impulsiona o homem para frente, amadurecendo sua mente;

2) A dor, que o castiga, obrigando-o a pensar. É em tal momento histórico e sobre semelhante quadro de acontecimentos apocalípticos que aparece a Obra, da qual o presente volume faz parte.

O fenômeno central de nosso universo é a evolução. Ela representa o trabalho de reconstrução do S a partir de suas ruínas, que constituem o AS. Segue-se, em consequência, que a evolução contém diversos graus de aproximação ao S.

Descida dos ideais do alto significa transferir a lei de um nível biológico mais avançado para um menos avançado. Uma tal colocação do problema nos dá a chave para compreender a estrutura e o desenvolvimento do fenômeno desta descida. Se, de um lado, temos o alto, que significa níveis de evolução mais avançados, temos de outro lado o nosso mundo, que representa níveis mais atrasados.

O fenômeno da descida dos ideais é dado pela conjunção destes dois termos, que se aproximam um do outro, o lado S tomando corpo no biótipo evoluído, e o lado AS no biótipo involuído. Na realidade, trata-se de duas ideias ou princípios distintos, que, incorporando-se nestes dois biótipos opostos, entram em contato através das ações e reações de cada um deles, com a finalidade de realizar a evolução. Tal fenômeno é dirigido pela lei de Deus, que, com esta descida, está empenhada, assim como o destino de quem trabalha apoiado nesta lei, em realizar a salvação do ser.

Porque o ambiente é hostil e a vida, com o fim de assegurar sua continuidade, cria com superabundância, para depois selecionar os melhores, abandonando os outros à morte e, quanto mais hostil é o ambiente, tanto mais dura, violenta, feroz e desapiedada é a luta para sobreviver. Além disso, corresponde aos princípios que regem a estrutura de nosso universo o fato de ser a vida tanto mais carregada de dificuldades e dores quanto mais involuída ela for, isto é, quanto mais longe estiver do S e mais próxima se encontrar do AS.

A luta nasceu da cisão no dualismo e não pode desaparecer enquanto esta cisão não for sanada, reabsorvendo o dualismo com a reunificação de tudo no S, através do retorno de tudo a Deus.

A luta não cessa, transforma-se, torna-se mais sutil, processando-se de forma legal e moral, armada de astúcia, fraude, engano e dissimulação. Se, no entanto, a violência é hoje condenada como delinquência,  a astúcia e o engano estão em plena vigência, como método de luta pela vida.

A razão fundamental da luta é sempre a mesma: sobreviver com o menor esforço possível. A vida está pronta a aceitar tudo o que leva para este fim, buscando o máximo rendimento em termos de bem-estar, com o mínimo dano próprio.

Antigamente, os vencidos, se quisessem sobreviver, eram obrigados a se fortalecer cada vez mais. Porém, agora, pela mesma razão, são obrigados a se tornar cada vez mais astutos e inteligentes. Eis que novamente, também aqui, o mal é automaticamente levado à sua autodestruição.

É por este caminho que, por fim, o sistema de luta acabará sendo superado. Esta transformação corresponde a um processo de saneamento do separatismo, fruto da queda. Com isso, será alcançada a reunificação, fruto da reconstrução evolutiva.

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