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Estudos no CEU-MATÃO

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O CEU-MATÃO – Centro de Estudos Ubaldianos tem por finalidade o estudo e a divulgação das obras do professor Pietro Ubaldi.

O site está composto por várias categorias, representando o resumo do estudo dos livros:

1) A Descida dos Ideais

2) A Grande Síntese

3) A Lei de Deus

4) Deus e Universo

5) Grandes Mensagens

6) Princípios de uma Nova Ética

7) Pietro Ubaldi (dados do autor e materiais relevantes)

8) O Sistema

9) Ciência da Redenção

Clicando na categoria desejada, aparecerão todos os posts publicados sobre o livro, iniciando-se pela última publicação.

Ao final de cada publicação deixamos o endereço do e-book da obra referida.

Para os que estão iniciando o estudo das obras de Ubaldi, recomendamos iniciar pelo livro Grandes Mensagens, pois terão a oportunidade de conhecer as mensagens recebidas de “Sua Voz” e também a biografia do autor. Depois o livro A Lei de Deus e assim o caminho será palmilhado de acordo com o esforço de cada um.

Fazemos o convite, mas o caminhar terá que ser seu.

Outro detalhe do nosso site (www.ceumatao.com.br)  é possuir um cadastramento para seguir nossas publicações. Basta para isso realizar o preenchimento dos dados requeridos em “você está seguindo este blog”, no final da pagina.

Enfim, queridos amigos, espero que gostem da proposta de estudos do CEU-MATÃO.

Deixem seus comentários e sugestões para que possamos melhorar sempre.

 Muita Paz a todos.

Adail e Denise Bottesini

adail@bottesini.com.br

O Ciclo da Substância

apostila

O que faz, destarte, esses três compostos manifestarem-se nas maneiras tão distintas nas quais os percebemos, na atualidade? Suscitam-nos advir de substratos inconciliáveis em razão da expressiva dessemelhança em que se apresentam. Suas propriedades parecem-nos tão díspares que, de modo geral, o homem da carne não acredita, em sã consciência, que derivam de um elemento comum. No entanto, subordinados à insofismável lógica dessas digressões, que não são nossas, hoje podemos afirmar, com plena convicção da razão, que espírito é igual à energia, que é igual à matéria. Portanto, espírito e matéria são uma só e mesma coisa.

É preciso penetrar na intimidade fenomênica de nosso cosmo se queremos aceitar essa afirmação e identificar com clareza a inquestionável identidade comum que tudo consubstancia na unidade. Segundo a essência, o que diferencia o espírito da energia e da matéria é exatamente o grau de condensação da substância.

Exatamente isso, irmãos: o espírito tem a substância na menor condensação possível, a energia a tem em estado intermediário, e a matéria, no seu máximo grau de compactação permitido pela Lei. Esse fato fundamental é o único responsável pela aparência imponderável que caracteriza o espírito e a ilusória concretude que denotamos na matéria.

Compreendamos ainda mais. A substância que tudo forma, seja espírito, energia ou matéria, impregnada pelo verbo criador, deixa-se embalar por uma íntima e especial potência que denominamos movimento. Em obediência ao ciclo da Trindade Original, que já vimos, tal movimento nasceu do primeiro estímulo formativo que, partindo do Criador devia retornar a Ele, perfazendo o Respiro da Criação Maior, composto de uma fase de doação e outra de recepção. Exigência da impreterível Lei de Equilíbrio, a igualdade das duas fases desse movimento correspondia ao pacto de amizade entre Criador e Criatura, ao qual também já nos referimos.

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Unidade Substancial

apostila

— Chegamos então à clara conclusão de que espírito, energia e matéria são objetos fenomênicos constituídos pela mesma entidade formativa original, a substância, que Deus, por amor, emana de Sua mente. Não são, portanto, como não poderiam deixar de ser, compostos de diferente e exótica natureza. Permanecem, assim, alicerçados pelo mesmo alento que emana do Criador, o substrato do existir, a substância, de onde tudo se formou. Antes da queda, essa substância era manifestação abstrata e pura. Com a queda, ela se degenerou na matéria degradável e suas instáveis energias, atributos antes incompatíveis com a própria natureza.

Esse fabuloso conceito confere unidade a tudo o que existe, antes ou depois da queda. Logo, tudo, ainda que em nosso cosmo derrocado, continua, como não poderia deixar de ser, advindo de uma mesma fonte. Fato que nos leva a concluir que na realidade, com a queda, composto algum perdeu sua divina natureza.

A compreensão dessa unidade substancial faz-se essencial para compor nossa nova visão monista da criação. Como já nos referimos, essa é a importante concepção filosófica que na atualidade adotamos para o entendimento de Deus e do Universo, sintetizada como a doutrina da perfeita unidade.

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Espírito, Energia e Matéria

apostila

Elucidemos, todavia, que a inversão da trindade original nada criou de novo, restringindo-se a manifestar os mesmos atributos da primeira Criação, porém nos antípodas de suas originais apresentações.

Assim, a eternidade fracionou-se nos três momentos do tempo: passado, presente e futuro. A infinitude dividiu-se nas três dimensões do espaço: reta, superfície e volume. E o universo desmoronado foi preenchido pelos três estados degenerados da substância, como três produtos invertidos da Criação original: consciência, energia e matéria.

Penetremos então na trindade invertida, ainda que sucintamente, como nos permite a insuficiência da razão, a fim de aproximar-nos de sua divina natureza, compreendendo que ela se inscreve em atributos nada mais que degenerados da Primeira Trindade.

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A Trindade Invertida

apostila

Como já afirmamos, Deus, todavia, não quis a existência de Filhos autômatos, escravizados pela Lei. Por isso gerou-os sob o princípio da liberdade. Ele desejava livre adesão por amor à Sua Lei e não aceitação mediante coerção. Ele sabia que não existia outra forma de se conceber uma Criação efetivamente perfeita, por isso deu ao Filho o direito de escolha. A Criação, portanto, fez-se tão perfeita que era possível negar-lhe a ordem estabelecida e intentar viver outra possibilidade. Essa outra possibilidade seria, exatamente, dar ao Filho a opção de opor-se à doação de seu quinhão de substância de volta ao Pai, e intentar, ao contrário, agregar mais substância ao próprio eu, fazendo-se expandir além dos limites determinados pela Lei.

Portanto, uma infinita parcela de Filhos apartou-se da Criação original e outra ilimitada fração lá permaneceu. A partir dessa revolta inicial, como já explicamos, formou-se o universo físico e dinâmico em que vivemos, a criação secundária, feita de espaço, tempo, energia e matéria. Entendemos assim, e espero que estejam convencidos, ser esta a única forma de se explicar as incoerências observáveis no cosmo em que vivemos. Como já afirmamos, nosso mundo caracteriza-se nitidamente como um produto degenerado da Primeira Gênese.

Identificá-lo como fruto de uma revolta de espíritos que negaram o primado do amor e deixaram a Casa Paterna para viver as possibilidades do egoísmo é a melhor maneira de se elucidar seus contrassensos, do ponto de vista da perfeição divina.

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2  Da Divina Trindade

apostila

Ide e tornai discípulos de todas as nações, lavando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.   Jesus (Mateus 28:19)

Filhos do Céu, intentemos alcançar um ainda mais elevado conceito de Deus, concernente à posição que hoje ocupamos no concerto cósmico. Para tanto, faz-se imprescindível avançar na compreensão de Seu aspecto ternário, outrora nominado de Santíssima Trindade.

Recordemos que em nossa última explanação vimos que a Unidade divina se divide em duas instâncias: a Transcendência e a Imanência. Segundo essa divisão, a Unidade divina separa-se em duas potências criativas, uma que dá de si por amor à Criação, e outra que existe independente da própria Criação.

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A GRANDE SÍNTESE A REVELAÇÃO DE “SUA VOZ” RESUMO 006

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  1. CONSTITUIÇÃO DA MATÉRIA UNIDADES MÚLTIPLAS

Comecemos, pois, por analisar o fenômeno matéria, ϒ, de um ponto de vista estático, em suas características típicas de determinada individuação da Substância e, também, de um ponto de vista dinâmico, como o devenir da corrente do transformismo da Substância, que vindo da fase ϒ regresse à fase ß. Na realidade, os dois aspectos fundem-se. O contínuo frêmito de movimento com o qual a Substância vibra, leva-a a individuar-se diversamente.

O estudo dessa construção vos revelou, na Terra, a presença de 92 elementos ou corpos simples, que vão do Hidrogênio (H) ao Urânio (U). São indivíduos químicos indecompostos em simples unidade atômica, que formam toda a vossa matéria, reagrupando-se nas unidades moleculares, organismos ainda mais complexos, produzidos pela fusão de vários sistemas atômicos (por exemplo, o sistema atômico H, na unidade molecular H2O), organizando-se afinal naquelas coletividades moleculares, verdadeiras sociedades de moléculas, que são os cristais.  É um crescendo, no organizar-se em unidades coletivas cada vez mais vastas, semelhante ao de vossa consciência individual, que se coordena na mais vasta consciência coletiva nacional e, depois, na mundial.

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A GRANDE SÍNTESE A REVELAÇÃO DE “SUA VOZ” RESUMO 005

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  1. ESTUDO DA FASE MATÉRIA (Υ) A DESINTEGRAÇÃO ATÔMICA

A respiração do Universo ω é: …∝ ->ß ->Υ ->ß ->∝.. sem limites de espaço, sem princípio nem fim. Agora observaremos analiticamente,  sobretudo em sua pulsação de retorno, Υ-> ß , que vosso mundo está vivendo. Começaremos por Υ, a fase matéria, de maior condensação da substância, a fim de atingir a fase ß , energia.

Examinaremos posteriormente o período ß -> ∝, o que mais vos interessa, pois compreende o trajeto de vossas vidas, cujo objetivo e meta é a reconstrução da consciência e a libertação do princípio a, o espírito.

Depois das descobertas da desintegração do átomo, inexaurível fonte de energia, e de transformação da individualidade química pela explosão atômica, a descoberta da realidade do espírito é a maior descoberta “científica” que vos aguarda e revolucionará o mundo, iniciando uma nova era.

Chegareis a produzir energia por desintegração atômica, ou seja, a transformar matéria em energia, penetrando com vossa vontade na individualidade atômica, produzindo alterações em seu sistema.

Vossa nova matéria — o ponto sólido em que baseareis vossas construções materiais e conceptuais — será a energia.

Vosso elemento será o movimento, e sabereis encontrar nele o próprio equilíbrio estável, que até agora não sabíeis encontrar senão na forma menos evoluída, a matéria.

No campo do pensamento, também a verdade será um movimento, um relativo que evolui, uma verdade progressiva, e não o ponto fixo e inerte do absoluto; é a trajetória do ponto que avança, um conceito muito mais vasto e proporcional ao novo grau de progresso que será atingido por vosso pensamento.

Ao enfrentar o problema da desintegração atômica, tende presente outro fato. Ao assaltardes o íntimo equilíbrio do sistema atômico para alterá-lo, vós vos encontrareis diante de uma individuação da matéria fortemente estabilizada durante incontáveis períodos de evolução.

Viveis num ponto relativamente velho do universo e vossa Terra representa o período Υ, não no início, em sua primeira condensação, ainda próxima da energia, mas no fim, ou seja, no princípio de sua fase oposta, a  desagregação, o regresso a ß .

Estais, assim, diante da matéria que opõe o máximo da resistência, porque está no grau máximo de estabilidade e coesão. Os incomensuráveis períodos de tempo que a trouxeram à sua atual individuação atômica, representam um impulso imenso, uma invencível vontade de continuar existindo na forma adquirida, por um princípio universal de inércia que, na Lei, impõe a continuação de trajetórias iniciadas, constituindo a garantia de estabilidade das formas e dos fenômenos.

Lembrai-vos de que estais querendo violar uma individuação da Lei, a qual sempre se manifesta por individuações inconfundíveis, que assumem a mais enérgica e decidida vontade de não deixar-se alterar.

Para alcançardes êxito, não violeis a Lei, segui-a. Seguindo a corrente, ser-vos-á fácil o caminho.

Em vossa fase de evolução, a Lei vos abre o caminho, através da passagem Υ->ß , e não de  ß ->Υ.

O estudo que faremos da série estequiogenética vos dará um conceito mais exato de tudo isto.

 

  1. UNIDADE DE PRINCÍPIO NO FUNCIONAMENTO DO UNIVERSO

 

Torna-se difícil reduzir à forma linear de vosso pensamento e de vossa palavra, a unidade global do todo que sinto como uma esfera instantaneamente completa, sem sucessividade, onde somente aquela faculdade da alma, a intuição, de que vos falei, poderia traduzi-lo para vós sem distorções.

Capacitai-vos de que, embora minha exposição seja progressiva, o universo contém, a cada instante, cada uma e todas as fases do transformismo. A cada instante ele é todo, completo e perfeito em todos os seus períodos de ida e volta. Não é ∝->ß ->Υ de um lado, e depois Υ->ß ->∝ de outro; mas em todos os lugares e a cada momento, existe uma fase desse transformar-se, de tal modo que ele existe concomitantemente todo onde quer que seja, de forma que o absoluto não se divide, mas se encontra sempre todo, a si mesmo, no relativo.

Deus está, assim onipresente em cada manifestação.

Vossa razão só pode dar-vos um ponto de  vista do universo, porque sois relativos, ou seja, sois um ponto que olha para todos os outros pontos. Mas os pontos são infinitos e vós fazeis parte deles; vós olhais e sois olhados; o universo olha para si mesmo de pontos infinitos. Apenas o olho de Deus pode ter essa visão global e tenho de reduzi-la muitíssimo, para levá-la à medida de vossa mente. Vede: é exatamente esta que limita minha revelação.

Um fato, porém, nos ajudará: o universo é regido por um princípio único, a suprema ordem: a Lei. Chegou agora o momento de afirmar que a Lei significa não apenas, como disse, ordem, equilíbrio e precisão de funcionamento, mas acima de tudo significa unidade de princípio. Por isso disse: Monismo.

O princípio da trindade da substância, que vos expus, é universal e único: poderá pulverizar-se numa série infinita de efeitos e de casos particulares, mas ele permanece e o encontrareis em toda parte, em sua forma estática de individuação, ∝, ß , Υ, em sua forma dinâmica de transformismo que segue o caminho: ..Υ->ß ->∝… Aqui três exemplos:

Primeiro. O microcosmo está construído como o macrocosmo. O átomo é um verdadeiro sistema planetário, com todos os seus movimentos, em cujo centro está um sol, o núcleo central, de densidade máxima, em redor do qual giram, seguindo uma  órbita semelhante à planetária, um ou mais elétrons, segundo a natureza do sistema, é isso que define o átomo e lhe dá sua  individuação química. Vosso sistema solar, com todos os seus planetas, poderia considerar-se o átomo de uma química  astronômica, cujas combinações e reações produzem essas nebulosas que vedes aparecer e desaparecer nos confins de vosso universo físico.

Quando, no espaço, um sol, como qualquer núcleo com seu cortejo planetário, encontra-se com outro sol ou núcleo e seu cortejo planetário, o resultado é sempre o mesmo: a formação de nova individuação, quer seja sistema cósmico ou químico.

Segundo. O princípio de que o universo se compõe, dividindo-se e reunindo-se, de duas metades inversas e complementares, é geral e único. Tudo o que existe tem seu inverso, sem isto, é incompleto. O sinal -, complementar do sinal +, próprio da energia elétrica, o encontrais no átomo, composto de um núcleo estático e positivo, e de elétrons, dinâmicos e negativos; e também na divisão sexual animal e em todas as manifestações da personalidade humana.

Terceiro. O homem é feito verdadeiramente à imagem e semelhança de Deus, no sentido em que compreende em si e constitui, numa unidade, os três momentos ∝, ß ,Υ. O homem é um corpo, estrutura física, que se apoia numa armação esquelética que pertence ao reino mineral Υ, sobre a qual se eleva o metabolismo rápido da vida, a troca (vida vegetativa, ainda não consciência), dinamismo que é ß . O produto último da vida é a consciência, nascida daquele dinamismo e em contínuo desenvolvimento, por meio de um trabalho contínuo e intenso de provas e experiências produzidas por choques, não mais cósmicos ou moleculares, mas psíquicos.

Essa unidade de conceito é a mais evidente expressão do Monismo do universo e da presença universal da Divindade. Na infinita variedade das formas, sempre ressurge o mesmo princípio idêntico, com nomes e em níveis diferentes.

Assim, no nível Υ temos a gravitação; no nível ß temos o que denominamos simpatia; no nível ∝, amor. Eles constituem a mesma lei de atração, que vincula as coisas e os seres e os sustenta como organismo, numa rede de contínuas relações e trocas, tanto no mundo da matéria quanto no da consciência.

 

Livro: A Grande Síntese

http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/AGrandeSintese.pdf

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Filho Pródigo

apostila

— Irmão, a notícia de que vieste de um processo de fuga do Reino de Deus abala-te as fibras da alma, bem sei. Teu coração, inconsolado, clama por provas de que estás diante da maior verdade de todos os tempos.

Aquieta-te. Sem o abafamento que o escafandro físico impõe-te à sensibilidade, podes sentir, hoje, com maior nitidez, a condição de exílio em que vives. Observa-te com cuidado. Não vês que a vida trabalha ativa e permanentemente para regenerar-te o espírito e recompor-te a perfeição perdida? Não te denotas distanciado de tua verdadeira natureza? Não percebes o quão afastado estás da realidade divina? A sensação de te achares verdadeiramente abandonado em um mundo em ruínas não te assola hoje a alma? E a terrível decepção de que não atingiste a vida definitiva, ao atravessar as portas da morte, não te é agora o maior tormento, para o qual buscas ansiosamente as explicações últimas?

Observa ainda mais atentamente ao teu redor, irmão. Não vives como o filho pródigo, sujeito a assaltos e intempéries nos tortuosos caminhos por onde trafegas? Não apascentas porcos, como nos afirmou o Cristo? Não te vês um viajor faminto, em permanente busca do aconchego doméstico? E não corre por tuas veias uma espécie de nostalgia que não sabes de onde procede? Por vezes, não sentes que perdeste um bem maior, o qual necessitas reaver? Não anseias permanentemente por paz, amor, justiça, beleza e perfeição sem que nada em teu mundo e em ti mesmo satisfaça tais anseios?

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A Queda  (2ªparte)

apostila

Desde que não mais nos vemos como genuínos deuses, como deveria ser uma legítima progênie divina, somos obrigados a considerar a existência de um processo contrativo em nossa geração original.

Somos obrigados a admitir que uma grave rebeldia inscreve-se na formação de nosso cosmo, como única explicação para nossa patente condição de seres contraídos, e o tipo de vida que empreendemos, sustentada impreterivelmente pela luta e não pelo amor, moldada pela imperfeição e não pela ordem.

Digo-lhes, irmãos, que, envoltos na ignorância que agora nos caracteriza, não podemos até então conhecer todos os detalhes de nossa primeira revolta contra a ordem divina, onde tivemos a pretensão de impor-nos um impróprio crescimento, com o fim de tornar-nos maiores que nossos irmãos e até mesmo nosso Pai. Foi uma ambição desmedida e grave que pressupunha ferir as fronteiras que a Lei nos pedia. E assim fixamo-nos no intenso egoísmo que nos caracteriza. E Deus o permitiu porque fomos criados sob o signo da liberdade.

O resultado desse movimento foi nossa imediata contração dimensional, a qual resultou na produção de matéria e na formação do universo físico e relativizado em que vivemos. Com o nascimento da matéria, formou-se o espaço. Com o movimento, nasceu a energia. Seu progredir deu origem à linha do tempo. E a intensa concentração, a que submetemos a substância divina que nos molda o ser, fê-la degenerar-se em condensados físicos.

Desse modo, o espírito, filho do Divino, gerado como um deus, terminou encerrado no átomo. Eis a gênese do mundo relativo em que vivemos. Ele é produto de uma estupenda contração dimensional que a seguir expandiu, produzindo o exótico reino das formas.

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A GRANDE SÍNTESE RESUMO 004

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    1.  LEI

     

    A Lei é a ideia central do Universo, o sopro divino que o anima, governa e movimenta, tal como vossa alma, pequena centelha dessa grande luz, governa vosso corpo. O universo de matéria estelar que vedes, é como a casca, a manifestação externa, o corpo daquele princípio que reside no âmago, no centro.

    Vossa ciência, que observa e experimenta, permanece na superfície e procura encontrar esse princípio através de suas mani­festações. As poucas verdades particulares que aprendeu, são ape­nas farrapos mal remendados da grande Lei.

    Falo-vos de coisas eternas e não vos choque esta linguagem, para vós anti­cien­tífica; ela se mantém fora da psicologia que vosso atual mo­mento histórico vos proporciona. Lembrai-vos de que a verdadeira ciência toca e mergu­lha nos braços do mistério: sagrado, santo e divino. A verdadeira ci­ência é religião e prece, só pode ser verdadeira se também for fé de apóstolo e heroísmo de mártir.

    A Lei é Deus. Ele é a grande alma que está no centro do universo. Não centro espacial, mas centro de irradiação e de atra­ção. Desse centro, Ele irradia e atrai, pois Ele é tudo: o princípio e suas manifestações. Eis como Ele pode — coisa inconcebível para vós — ser realmente onipresente.

    É necessário esclarecer este conceito. Chegou o momento de retomar a ideia de que partimos, dos três aspectos do universo, para aprofundá-la.

    A esses três aspectos correspondem três modos de ser do universo.

    A estrutura ou forma (Matéria, Ação), o movimento ou vir-a-ser (Energia, Vontade)  o princí­pio ou lei (Espírito, Pensamento)

    Do primeiro modo de ser, que é (Espírito, Pensamento, Princípio ou Lei), deriva o segundo, que é (Energia, Vontade, Movimento ou vir-a-ser) e do segundo, o terceiro que é ( Matéria, Ação, Estrutura ou forma).

    A ideia pura, o primeiro modo de ser do universo, a que chamaremos espírito, pensamento, Lei, que representaremos com a letra ∝ (alfa); condensa-se e se materializa, revestindo-se com a forma de vontade, concentrando-se em energia, exteriorizando-se no movimento, segundo modo de ser que representaremos com a letra ß (beta); num terceiro tempo, passamos (em virtude de mais profunda materialização ou condensação, ou exteriorização), ao modo de ser que denominamos matéria, ação, forma, isto é, o mundo de vossa realidade exterior, representaremos com a letra ϒ (gama).

    O universo resulta constituído por uma grande onda que, de ∝, o espírito, (puro pensamento, a Lei que é Deus) caminha para um devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade (ß) para atingir seu último termo, ϒ a matéria, a forma. Dando ao sinal ->o sentido de “vai para”, poderemos dizer: ->ß->ϒ.

    O movimento que existe no universo não é jamais um deslocamento unilateral, efetivo e definitivo, mas é a metade de um ciclo que retorna ao ponto de partida, após haver cumprido determinado devenir, uma vibração de ida e volta, completa em sua contraparte inversa e complementar.

    A esse movimento descêntrico que vimos, a expansão e a exteriorização, ->ß->ϒ. segue-se então um movimento concêntrico inverso: ϒ->ß->∝.

    Há, pois, o movimento inverso, pelo qual a matéria se desmaterializa, desagrega-se e expande-se em forma de energia, vontade, movimento; é um tornar-se, que por meio das experiências de infinitas vidas, reconstrói a consciência ou espírito. Aqui, o ponto de partida é ϒ, a matéria, e o ponto de chegada é , o espírito.

    A primeira onda refere-se à criação, à origem da matéria, à condensação das nebulosas, à formação dos sistemas planetários, do vosso sol, do vosso planeta, até à condensação máxima.

    A segunda onda, de regresso, é a que vos interessa e viveis agora, refere-se à evolução da matéria até às formas orgânicas, à origem da vida; com a vida, tem-se a conquista de uma consciência cada vez mais ampla, até a visão do Absoluto. É a fase de regresso da matéria que, por meio da ação, da luta, da dor, reencontra o espírito e volta à ideia pura, despojando-se, pouco a pouco, de todas as cascas da forma.

    Estes apontamentos projetam a solução de muitos comple­xos problemas morais. Diante da grande caminhada que seguis está escrita a palavra evolução e a ciência não pôde deixar de vê-la, mas apenas a vislumbrou nas formas orgânicas e não em toda sua imensa vastidão. Vosso ciclo poderia definir-se como um físio-dínamo-psiquismo. A fórmula é ϒ->ß->∝.

    9 . A GRANDE EQUAÇÃO DA SUBSTÂNCIA

     

    Os dois movimentos evolução e involução coexistem, portanto, con­tinuamente, no universo, em um contínuo equilíbrio de compensação. A condensação das nebulosas e a desagre­ga­ção atômica são nascimento e morte numa direção, morte e nasci­mento em outra. Nada se cria, nada se destrói, mas tudo se trans­forma. O princípio é igual ao fim.

    Mas definamos, ainda melhor, o conceito orgânico do universo, não mais considerando-o em seu aspecto dinâmico de movimento, mas em seu aspecto estático, no qual, mais que o transformismo dos três termos, ressalta sua equivalência. Em seu aspecto estático, as fórmulas tornam-se uma só fórmula, que denominaremos a “Grande Equação da Substância”, ou seja:

    (∝ ß = ϒ ) = ω  

    A letra ω  (ômega) representa o universo, o todo.

    Este é o conceito mais completo de Deus, ao qual só agora chegamos: a grande Alma do universo, centro de irradiação e de atração; Aquele que é tudo, o Princípio e suas manifestações. Eis o novo monismo que sucede ao politeísmo e ao monoteísmo das eras passadas.

    Sendo ∝, ß, ϒ, três modos de ser de ω este se encontra em todos os termos, inteiro, completo, perfeito, total, em todos os momentos. Tal é  ω em qualquer de seus modos de existência, assim o reencontraremos sempre em todo o seu infinito devenir.

    Assim, a equação da substância sintetiza o conceito da Trindade, isto é, da Divindade una e trina, que já vos foi revelado sob o véu do mistério, e encontrais nas religiões.

    A Lei, de que falamos, é o pensamento da Divindade, seu modo de ser como Espírito. O pensamento, concomitantemente vontade de ação, energia que realiza, tornar-se que cria, constitui seu segundo modo de ser, onde a criação se manifesta, nascendo daquilo a que cha­mais nada. Uma forma de matéria em ação é seu terceiro modo de ser; é a criação que existe, o universo físico que vedes. Três mo­dos de ser distintos e, no entanto, idênticamente os mesmos.

    Tudo o que vos disse é a máxima aproximação da Divin­dade que vossa mente pode suportar hoje. Ela vos diz que sois consciências que despertam, almas que regressam a Deus. É a concepção bíblica do Anjo decaído que reaparece; é a concepção evangélica do Pai, do Filho e do Espírito; é a concepção que coincide com todas as revelações do passado, também com vossa ciência e com vossa lógica; é a concepção de Cristo que, pela dor, vos redimiu.

    Não ouseis olhar a Divindade mais de perto, nem definir mais além, mas considerai-a antes como um resplendor ofuscante que não podeis olhar. Considerai cada coisa que existe e vos cerca como um raio de seu esplendor que vos toca. Não reduzais a Di­vindade a formas antropomórficas, não a restringeis em conceitos feitos à vossa imagem e semelhança. Não pronuncieis Seu Santo Nome em vão.

    Seja Deus vossa mais alta aspiração, tal como o é de toda a criação.

    Ele está, acima de tudo, dentro de Vós.

    No profundo dos caminhos do cora­ção como nos do intelecto, sempre Deus vos espera para retribuir-vos o am­plexo que vós, mesmo sendo incrédulos, em vossa agitação con­fusa e convulsiva, irresistivelmente Dele vos aproximais, pelo maior instinto da vida.

    Livro: A Grande Síntese

    http://www.ebookespirita.org/PietroUbaldi/AGrandeSintese.pdf

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