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Estudos no CEU-MATÃO

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O CEU-MATÃO – Centro de Estudos Ubaldianos tem por finalidade o estudo e a divulgação das obras do professor Pietro Ubaldi.

O site está composto por várias categorias, representando o resumo do estudo dos livros:

1) A Descida dos Ideais

2) A Grande Síntese

3) A Lei de Deus

4) Deus e Universo

5) Grandes Mensagens

6) Princípios de uma Nova Ética

7) Pietro Ubaldi (dados do autor e materiais relevantes)

8) O Sistema

9) Ciência da Redenção

10) Queda e Salvação

Clicando na categoria desejada, aparecerão todos os posts publicados sobre o livro, iniciando-se pela última publicação.

Ao final de cada publicação deixamos o endereço do e-book da obra referida.

Para os que estão iniciando o estudo das obras de Ubaldi, recomendamos iniciar pelo livro Grandes Mensagens, pois terão a oportunidade de conhecer as mensagens recebidas de “Sua Voz” e também a biografia do autor. Depois o livro A Lei de Deus e assim o caminho será palmilhado de acordo com o esforço de cada um.

Fazemos o convite, mas o caminhar terá que ser seu.

Outro detalhe do nosso site (www.ceumatao.com.br)  é possuir um cadastramento para seguir nossas publicações. Basta para isso realizar o preenchimento dos dados requeridos em “você está seguindo este blog”, no final da pagina.

Enfim, queridos amigos, espero que gostem da proposta de estudos do CEU-MATÃO.

Deixem seus comentários e sugestões para que possamos melhorar sempre.

 Muita Paz a todos.

Adail e Denise Bottesini

 

adail@bottesini.com.br

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PREFÁCIO

AGB

O presente livro é o primeiro da segunda Trilogia da minha II Obra de 12 volumes, que chamei de brasileira porque escrita no Brasil depois da minha chegada a este pais no fim de 1952, enquanto que chamei de italiana à minha I Obra, também de 12 volumes, que foi escrita na Itália e depois traduzida para o português.

Esta foi para mim uma experiência importante, a da descida no mundo para entrar em contato com a realidade da vida, uma realidade dura, num aspecto que ainda não conhecia. Então e mundo me apareceu, não o que ele deveria ou poderia em teoria ser, mas como ele verdadeiramente é. Deste estado nasceu um choque, e do choque nasceram reações, centelhas de pensamento e situações espirituais que resumi neste volume: A Grande Batalha. A tempestade da qual nasceu este livro foi a dos anos de 1953, ’54, ’55, os meus primeiros três anos brasileiros.

O volume atual: A Grande Batalha e o que se lhe segue: Evolução e Evangelho nasceram no ano de 1957. Só então, depois de acalmado aquele período de luta, foi possível meditar sobre esta experiência para dela compreender o significado moral e tirar o fruto espiritual. Na hora dura da tempestade não era possível tomar senão notas apressadas, correndo atrás dos acontecimentos, porque presos nas necessidades materiais da luta.

 Este livro, A Grande Batalha, foi iniciado, exatamente, em janeiro de 1957, seguido, ainda neste ano pelo Evolução e Evangelho. A finalidade será demonstrada e desenvolvida sobre bases experimentais a teoria da defesa com o método evangélico da não resistência e da luta travada sem armas humanas, mas somente com o potencial do conhecimento e da bondade.

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Conceito de Evolução

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Filhos da queda, a evolução, embora negada por muitos teólogos da atualidade, ainda restritos à interpretação literal dos Textos Sagrados, é a grande realidade do universo, patente em todos os seus ritos fenomênicos. A ciência do mundo, afeita até então ao materialismo, estuda seus sábios mecanismos, admitindo-os como produtos do acaso. Nós, que agora habitamos a realidade do além-túmulo, sabemos, não obstante, que a evolução é conduzida pela ínsita inteligência do espírito imortal, devidamente servida pela sabedoria divina.

Vendo nossos corpos grosseiros desfeitos pela morte, compreendemos perfeitamente que são nada mais que vestes transitórias que a alma enverga provisoriamente na escola da carne. Como tais, não podem determinar, por si mesmos, o aprimoramento constante a que estão sujeitos ao longo da esteira do tempo.

Portanto, compreendamos, de uma vez por todas, que o espírito é quem carreia o progresso e está no seu comando, em todas as instâncias da existência, do mais ínfimo ao mais complexo ser em trânsito na vida.

Desse modo, a evolução das formas, apurada pelos estudos da Terra, deve ser completada pela evolução do espírito, a essência a conduzir com inteligência e sábio telefinalismo a roupagem carnal. Afinal, quem se acha em marcha progressiva é o espírito, transportando consigo suas provisórias roupagens físicas pela avalanche dos séculos.

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Filho da Lei

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Irmão, se te falta o alento para a jornada e fraquejas ante a imensidão de tuas necessidades, lembra- te de ouvir a voz que, no imo de tua consciência, dita-te a Lei de Deus.

Escuta-a e segue-a com determinação, pois, crê, essa é a força maior a impulsionar-te a alma pelas veredas da vida e a única que convém obedeceres em prol de tua própria felicidade.

Por isso, se o tormento da hora devora-te as entranhas do ser, recorda que, pela Lei, foste criado sob o signo da concórdia e da bonança.

Dispõe-te ao amor e a paz ser-te-á parceira permanente na vilegiatura do destino.

Se a fragilidade consome-te as forças íntimas, lembra-te de que, pela Lei, as potências do Infinito permanecem ao teu dispor, ainda que na fugacidade do tempo.

Decide-te pelo amor e as mesmas energias que fundem estrelas e criam mundos recompor-te-ão a debilidade em que te consomes.

Se a pequenez te abate o ânimo ante a imensidade de teus problemas, recorda que és filho do Altíssimo e tens, por Lei, direito natural à grandeza do Infinito.

Ama verdadeiramente e serás imenso como o Incomensurável.

Se a solidão se faz companheira de tua alma, constrangendo-te ao isolamento afetivo, não te esqueças de que, sob o imperativo da Lei, Deus jamais te excluiu de Sua amorosa presença.

Desperta-te para o amor e verás que a Lei, que a tudo e todos urde à impreterível unidade divina, fundir-te-á à amorosa substância do Todo.

Se o frio, a fome e a miséria expõem-te às intempéries da má sorte, não te olvides que a Lei é farta e te provê de tudo o que necessitas para a caminhada da vida.

Ergue-te para o amor e serás rico de bênçãos e valores imperecíveis.

Se a tristeza visita-te o coração, e a alegria parece-te um sonho irrealizável, recorda que, como filho de Deus, a Lei condena-te à ventura perene.

Ama sem limites e a felicidade eterna fará morada permanentemente em tua alma.

Se o temor paralisa-te os passos e devora-te o sossego íntimo, lembra-te de que tens na Lei o inabalável escudo contra o assédio das trevas a que te sujeitas pela inferioridade em que te demoras.

Depõe ante o amor tuas armas de persuasão e ataque e os poderes do Infinito precipitar-se-ão aos teus pés para proteger-te de toda ameaça do mal.

Recorda-te sempre, irmão, de que a grande Lei tem na substância do amor seu fundamento máximo.

Consubstanciada na bondade sem lindes, a Lei é para ti o alento que te reconduz para Casa.

É o bálsamo que te pensa as feridas do corpo e do espírito.

É o afago de Deus que te acalenta nas horas de desespero.

É o sussurro divino que te nina o repouso.

É a música sublime que te embala os mais doces sonhos.

É a solução para todas as tuas atribulações.

É, enfim, a chave que te abrirá as portas do Infinito, carreando-te para os páramos celestiais.

E a Lei te diz: ama e serás feliz.

Ama e serás grande.

Ama e conhecerás a Deus.

Amemo-nos, portanto, sem limites, uns aos outros como Jesus nos amou.

Recaiam sobre nós as glórias das alturas celestiais, a paz fecunde-nos os corações e a boa vontade não nos falte na obediência irrestrita à Lei de Deus.

 

Artífices da Antilei

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Os ecos sinfônicos da grande Lei, pura expressão do pensamento de Deus, redundam desde o Infinito e nenhum ser fenomênico escapa a seus harmoniosos e precisos acordes. Desde os incomensuráveis rincões do espaço sideral aos escaninhos subatômicos da matéria, dos maiores aos mais ínfimos fenômenos, todos devem dançar ao ritmo de seus majestosos tons, sob a batuta do grande Maestro, o Criador.

Entrementes, irmãos, em nosso triste e protraído universo, o ser está sempre disposto a sobrepujar toda lei e toda ordem. O espírito caído, imerso no instinto fundamental de rebeldia, somente segue a lei se vislumbra nela a possibilidade de vantagens imediatas ou é coagido pelo temor ao próprio prejuízo. Tal é ainda o homem atual que não compreendeu ser impossível viver fora da grande Lei, alheio à sua direção orquestral. Sua insistente vontade de viver à revelia da Ordem que rege toda a Criação é a motivação principal de suas dores e tormentos. Não nos iludamos, a origem primeira de toda dor é unicamente o atrito do ser contra a Lei de Deus.

E o atrito guarda a precípua finalidade de reconduzi-lo a seu fluxo natural, uma vez que este é o único caminho possível para sua felicidade. Por isso, diante de qualquer sofrimento que nos visite a alma, faz-se imprescindível aquietar o orgulho e perguntar-nos, com a mais sincera humildade: onde estamos ferindo os editos divinos?

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Sinfonia Cósmica

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A grande Lei tem muitos princípios e fundamentos, artigos e parágrafos. Os que acabamos de mencionar são apenas aqueles que nossa atual e parca inteligência permite-nos vislumbrar. Em nossa realidade, a grande Lei ocultou-se na intimidade de todos os seus eventos, onde age incessantemente, acompanhando a fragmentação fenomênica da queda. Seus muitos capítulos e itens, necessários ao funcionamento do Todo,  continuam ativos, produzindo benefícios ainda inalcançáveis pela nossa razão. Assim, graças à ação da grande Lei, a unidade não se perdeu e todo o universo desmoronado reconduz-se apressadamente à sua perfeita organicidade de origem.

Todos os seus seres fenomênicos, produtos da grande contração do espírito, permanecem reunidos sob a unidade da Lei, coordenados na ordem mínima para que restituam o atributo essencial perdido: a Vida eterna. Por isso, todas as leis e todos os fundamentos trabalham incessantemente, nas mais variadas plagas do cosmo, para produzir sua joia mais preciosa: a consciência, a expressar-se essencialmente como vida. “Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”, exarou o Cristo, determinando-nos que, por meio de sua presença, a divina e dadivosa essência da vida encontra-se sempre disponível para isentar da morte o espírito que caiu e reconduzi-lo à gloriosa ressurreição.

Dos maiores aos menores, a Lei coordena-se em famílias de regulamentos e princípios, multiplicando-se em variados capítulos e artigos, inalcançáveis pela nossa razão. Como um harmônico conjunto, sempre adaptado às condições particulares dos seres que dirige, ela estende-se a todos os rincões da criação e a todos ordena que caminhem e cresçam, para que outra vez resplandeçam na glória de origem.

Princípios de unidade e dualidade, trindade, reprodução de valores e identidade de filiação, individuação e autonomia, diferenciação, especialização e complementaridade de funções, nucleações atrativas de unidades coletivas, interação, interdependência e complementaridade, hierarquização de posições e funções, sob os imperativos da organicidade, a regência da ordem e os indultos do amor, constituem os traços fundamentais com os quais a Lei desenha o Todo e seus múltiplos universos, expressando-os como um grande, unitário e coerente pensamento, a gravitar inexoravelmente em torno de seu Criador: Deus.

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Princípio de Ordem

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Entrementes, todas essas Leis e fundamentos não funcionariam se não estivessem coordenadas no Princípio de Ordem, a pedra angular da Constituição divina que impera sobre todas as Leis e fundamentos de Lei. A ordem produz equilíbrio, harmonia e beleza, encerrando a Criação no impreterível e perfeito funcionamento de todos os seus princípios. Por isso, o Universo é ordem e não caos. Se o caos existe é por imposição do espírito que se rebelou. Contudo, o caos em nosso mundo derruído está detido em pacotes provisórios e restritos de desordem, os quais, pelo trabalho incansável da evolução, serão adequadamente reordenados e absorvidos na perfeição do Absoluto.

O bem, o belo, o amor e a harmonia imperam incontestes no Absoluto, por imposição do irrevogável princípio de ordem. No seio da grande Lei não há então lugar para a desarmonia, a indelicadeza das formas e a imprecisão de princípios. Se tais atributos podem ser identificados ao nosso derredor, guardem a certeza, estão restritos ao nosso mundo imperfeito, deformado pela queda do espírito. Em nosso universo, irmãos, a revolta e o desamor, tolerados pela complacência do Criador e com os quais ainda nos debatemos, impõem a desfiguração dos fundamentos divinos, produzindo aberrações das aparências e adulteração dos mundos e suas paisagens.

Exatamente por isso, irmãos, existem paragens infernais nos mundos primitivos, onde feitios monstruosos vestem os seres inferiores que os habitam. Até mesmo os envoltórios de que atualmente nos servimos são andrajos indesejáveis, degradáveis no tempo, por vezes deselegantes, que nossos psiquismos ainda insipientes, detidos na perversidade e na insuficiência de todos os valores divinos, impõem-nos como provisórias apresentações no reino das formas. Estamos distantes, naturalmente, das blandícias celestes e das excelsas vestes nupciais que embelezam os anjos.

Portanto, filhos do Relativo, jamais consideremos a natureza que nos envolve, desenhada nos lastimáveis panoramas de lutas e dores, sombras e lamentos, como moldadas pelas sábias mãos do Divino Arquiteto, Criador da Vida. Compreendamo-las unicamente como produtos deformados pela nossa maldade e reflexo de nossa própria inferioridade. Se paisagens avernais contaminam nossos caminhos e desfiguram as belezas com as quais o Senhor conformou Sua Obra, devemos isso à inadequada escolha que fizemos por vivenciar o egoísmo em todas as suas expressões de crueldade.

Fizemo-nos, verdadeiramente, seres diabólicos, escolhendo viver sob o império do mal e da destruição. Então, eximamo-nos de imputar a desfiguração dos seres e seus precários ambientes de manifestação à pretensamente incompleta ação do Artista Divino, que então requereria a permanente ação do tempo para elevá-los à perfeição desejada. Deus somente poderia ter criado o Belo, o Bom e o Perfeito e nada diferente disso.

Alcemos os olhos para as altitudes celestes. Claridades inimagináveis e paragens paradisíacas acenam-nos com suas extraordinárias benesses e maravilhas, aguardando-nos na resolução dos tempos. Se agora as trevas e as agruras do mal ainda nos assediam a felicidade, o amanhã nos promete o raiar de uma nova aurora, sob os clarões do sol do amor. Aproximemo-nos da Ciência Divina, conhecendo suas Leis, a fim de melhor segui-las, para que apressemos o raiar desse novo dia no milênio que se aproxima.

Não nos apoquentemos ante as tormentas e as sombras em que o nevoeiro da morte agora nos sitia. A grande Lei continua demarcando a cabal presença de Deus em nosso mundo, deixando-nos a certeza de que Seu amor persiste labutando ao nosso lado, trabalhando ativamente pela nossa regeneração, e pela completa recuperação do nosso universo caído.

Ao lado da dor e da carência está a Lei, a providenciar-nos a cura de nossos males e a satisfação de nossas necessidades, sob a acolhida de inestancável bondade. A Lei ampara-nos os vacilantes passos, onde nossa insegurança paralisa-nos a caminhada. Ela educa a ignorância e consola a morte que ainda nos subjuga em seus tormentos. Atende ao desespero e recobra a desilusão. É força restauradora que nos ergue sempre após cada queda. É energia permanente que traz a vitória após cada derrota. É a bonança que fulgura ao fim de toda tempestade. É o dia que se segue à noite; a luz, a dissipar as trevas que insistem em ensombrar nossas veredas.

É a exuberância da primavera que supera a derrocada do inverno. É a alegria capaz de esboroar toda tristeza.

É o renascimento que supera a morte. E o bem que vence o mal.

Princípio de Organicidade

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Ao observarmos a ação conjunta de todos esses princípios e fundamentos da grande Lei, vemos que eles objetivam em última instância a formação de organismos no Universo, como unidades indispensáveis à manifestação do ser no santuário da Criação. Fato que nos leva a definir este princípio como outro artigo igualmente fundamental da grande Lei, ínsita ordenação, da qual fenômeno algum é capaz de evadir-se.

Exatamente por isso a Obra divina faz-se um grande organismo a abrir-se em infindáveis conjuntos de organismos menores. Eis por que nosso universo, da unidade atômica ao ser vivo, dos mundos e sistemas estelares aos arquipélagos galácticos, constitui-se de um conjunto de unidades orgânicas autossustentáveis, em uma sucessão de organismos menores, albergados em organismos maiores, de um extremo a outro do Infinito.

O princípio de organicidade determina então que todo eu fenomênico somente exista e se manifeste desde que se faça uma conjunção de organismos menores, a consorciar-se, por sua vez, a sistemas orgânicos maiores que o integrem ao Todo.

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Lei de Hierarquização

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Os princípios de filiação, nucleação, coletivização em unidades, formação de tipos específicos e diferenciação de funções fazem a Criação funcionar como um Todo perfeitamente unitário, coeso e coerente. No quadro da grande Lei, porém, tais fundamentos somente se fazem possíveis mediante a coordenação na Lei de Hierarquização, a sétima grande Lei. Sem hierarquia não se estabeleceria o equilíbrio perfeito das partes do Todo. Então, a hierarquia é quesito indispensável da grande Lei.

Por essa Lei, o menor deve se sujeitar ao maior, mas este, por sua vez, requer também submissão à unidade superior que o alberga, coordenando-se todos na perfeita ordem hierárquica do conjunto. Assim, além do infinito e aquém do infinito, todos devem se submeter à única Potência hierárquica máxima existente, a primeira e a última de todas, o princípio e o fim: Deus.

O estabelecimento de níveis hierárquicos e a subordinação a eles fazem-se então a única maneira de a Criação existir nos limites do perfeito equilíbrio, exigido ao funcionamento orgânico que a caracteriza. Portanto, é imprescindível concordar-se com a existência de hierarquias no Reino celeste, como muito bem imaginou a velha teologia medieval. Como sabemos, a antiga tradição cristã concebeu o Paraíso divino estruturado em círculos hierárquicos, constituídos por conjuntos de querubins e serafins, arcanjos e anjos, tendo Deus em seu centro máximo. Entendemos hoje que se tratava de uma curiosa aproximação da realidade, da qual, no entanto, ainda não atingimos a plena compreensão. Não podemos até o momento imaginar o que seja a hierarquia celeste.

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Princípio de Desenvolvimento

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

A alma humana nasce e vive sob o império dessas inexoráveis leis, as quais ela termina por obedecer, embora não o desejasse. O espírito anseia desesperadamente por equilíbrio e estabilidade, que não pode encontrar em seu entorno. Pela queda, ele se fez uma semente de deus e deve agora, por reverberação do primeiro movimento, reiniciar cada vida na carne como um núcleo-semente em desenvolvimento no seio do Todo.

Por isso, periodicamente a vida convoca-nos a recolher todos os valores que arquivamos na vilegiatura da existência, para condensá-los em novo potencial de crescimento, detidos na contração pré-reencarnatória. Depois, no bojo uterino, comprimidos na unidade celular de um óvulo fecundado, tornamos a explodir no desenvolvimento embrionário, para experimentar novo e vertiginoso crescimento, a findar-se nos limites que a nova morte na carne nos obriga. Sujeitar-nos-emos a esses terríveis embalos até que nos restituamos por completo no Reino divino, fazendo cessar em nós tais inadequados movimentos.

Identificamos assim o princípio de desenvolvimento como um item da Lei, a operar ativamente apenas no universo contraído. Como uma estupenda dança fenomênica, ele impõe-se a todo ser degenerado pela queda, compelindo-os ao inexorável crescimento evolutivo. Esse inestancável impulso, motor da evolução, leva-nos a progredir sempre, fazendo-nos florescer os potenciais divinos contidos em nossa bagagem espiritual até que terminemos por romper os determinísticos limites que nos prendem nos abismos infecundos da matéria.

Mas, estejamos atentos, irmãos. No reino do Absoluto, a Lei de nucleação não funciona com base no princípio do desenvolvimento, fato somente verificável em nossas contraídas dimensões, onde tudo anseia por permanente expansão. Se aqui, todos os fenômenos devem nascer, para crescer, desenvolver-se e morrer, lá os produtos da perfeição estão subordinados à eternidade dos valores, à plenitude das potências e à estabilidade das manifestações, cujos aspectos finais não alcançamos ainda compreender. Nossa razão é insuficiente para entender como na realidade divina estabelece-se tal perenidade de divícias. Sabemos apenas que na imobilidade do Absoluto nada se sujeita a crescimentos e decrepitudes.

Abdiquemo-nos, por ora, de elucidar como se dá a existência dos legítimos Filhos de Deus, em uma dimensão onde inexiste a possibilidade de evolução, uma vez que tudo aí se expressa em sua máxima perfeição possível. Portanto, compreendamos muito bem, a evolução só é possível para aquele que sofreu a contração involutiva da queda, e agora necessita reexpandir-se, desvencilhando-se dos inadequados envoltórios físicos com os quais encobriu sua grandeza de origem.

Tratemos então de munir-nos da necessária humildade, fazendo-nos pequenos como uma semente para que a Lei nos faça crescer como convém, até que atinjamos a almejada grandeza das potestades divinas que nos compõem, quando nos fixaremos como essências plenamente estendidas e estáveis na Realidade do Absoluto, “as colunas inamovíveis”, anunciadas pela poética linguagem do Apocalipse.

 

Princípio da Semente

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

Observemos ainda mais de perto a ação da Lei dos núcleos. Em nosso universo, sob o embalo da contração motivado pela queda, esse fundamento induz o Princípio da Semente, ao qual também já nos referimos em nossa última exposição. Segundo essa extensão da Lei de nucleação, todo fenômeno, no cosmo degenerado, deve nascer como um ponto em potencial, pronto a desenvolver-se até sua máxima expressão possível no plano em que se projeta.

Após esse pleno desenvolvimento, nova contração impor-lhe-á outro retorno a novo estado de semente, levando-o assim a existir como um fenômeno oscilante e cíclico, feito de crescimentos e contrações, manifestações e aparentes extinções. Ou seja, tudo nasce, vive e morre, para renascer e tornar a morrer, para existir unicamente como um ser oscilante nas escarpas do tempo e nos precipícios do espaço. Portanto, em nossa realidade falida, todos os núcleos devem pulsar alternando expansão e recolhimento.

Até as estrelas no céu obedecem a tal fundamento. Elas concentram-se em poderosos centros gravitacionais, atraindo matéria a seu derredor, para então expandirem-se como pontos de irradiação e depois sucumbir na explosão de suas potencialidades, gerando fecundos sistemas de mundos. Assim desenvolve-se a vida dos astros, assim operam as galáxias, que nada mais fazem que repetir o mesmo e geral modelo genético do cosmo. Assim vivem todos os seres fenomênicos de nosso universo, sejam biológicos ou inorgânicos. E nessa aparentemente interminável dança de eventos funciona toda a criação desmoronada e seus inumeráveis filhos, até que todos se estabilizem na Unidade do Absoluto.

Como um reflexo da primeira queda e da inicial expansão invertida, todo eu fenomênico deve nascer de  um broto, que depois irá gerar novos germes e assim sucessivamente, fazendo de nosso universo uma imensa gleba de florações, em desenvolvimento nos campos do Infinito. Desenvolvimento que se manifesta em princípio, meio e fim para todo eu fenomênico, a se expressar nos domínios da grande queda. Fato que nos remete ao Cristo, quem asseverou assemelhar-se o Reino de Deus a uma semente da mostarda. Com o desmoronamento dimensional, a plenitude divina que nos constituía condensou-se em forma de um potencial a aguardar maturação no tempo. Tornou-se assim a menor de todas as sementes, que, ao desenvolver-se e restituir sua plenipotência de origem, far-se-á, entretanto, a maior de todas as florações divinas.