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Estudos no CEU-MATÃO

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O CEU-MATÃO – Centro de Estudos Ubaldianos tem por finalidade o estudo e a divulgação das obras do professor Pietro Ubaldi.

O site está composto por várias categorias, representando o resumo do estudo dos livros:

1) A Descida dos Ideais

2) A Grande Síntese

3) A Lei de Deus

4) Deus e Universo

5) Grandes Mensagens

6) Princípios de uma Nova Ética

7) Pietro Ubaldi (dados do autor e materiais relevantes)

8) O Sistema

9) Ciência da Redenção

10) Queda e Salvação

11) A Grande Batalha

 

Clicando na categoria desejada, aparecerão todos os posts publicados sobre o livro, iniciando-se pela última publicação.

Ao final de cada publicação deixamos o endereço do e-book da obra referida.

Para os que estão iniciando o estudo das obras de Ubaldi, recomendamos iniciar pelo livro Grandes Mensagens, pois terão a oportunidade de conhecer as mensagens recebidas de “Sua Voz” e também a biografia do autor. Depois o livro A Lei de Deus e assim o caminho será palmilhado de acordo com o esforço de cada um.

Fazemos o convite, mas o caminhar terá que ser seu.

Outro detalhe do nosso site (www.ceumatao.com.br)  é possuir um cadastramento para seguir nossas publicações. Basta para isso realizar o preenchimento dos dados requeridos em “você está seguindo este blog”, no final da pagina.

Enfim, queridos amigos, espero que gostem da proposta de estudos do CEU-MATÃO.

Deixem seus comentários e sugestões para que possamos melhorar sempre.

Muita Paz a todos.

Adail e Denise Bottesini

 

adail@bottesini.com.br

Erro e Sofrimento

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O homem está livre de fazer o que quer; mas ninguém pode impedir que fique vigorando o inviolável princípio da Lei pelo qual, com a injusta usurpação, não se pode conquistar felicidade. Apesar de que na superfície domine e pareça vencer o princípio da força e da astúcia, o que de fato continua dominando e vencendo, contra toda a vontade humana, na substância, é a Lei de Deus, a do merecimento e da justiça. Quem se quer evadir, leva consigo a autopunição, porque acaba na ilusão. A Lei permanece sempre perfeitamente lógica, e o absurdo fica nas mãos do homem que o quis.

Mas a sabedoria da Lei não se esgota somente com a perfeição de sua lógica. Ela não deixa o ser abandonado em sua ignorância a perder-se, mas sabe, para o bem dele, tirar daquela ignorância toda a vantagem possível. O método das ilusões pode ser útil para impulsionar um ser ignorante – mergulhado no AS e seguindo os seus desastrosos métodos – a voltar apesar de tudo, para o S, onde só é possível encontrar a almejada felicidade.

O homem deseja a felicidade com todas as suas forças, mas quem não sabe que ela, pela nossa insaciabilidade, se afasta de nós, quanto mais julgamos tê-la atingido e possuí-la? Parece que ela queira fugir de nós, de propósito, como uma miragem, só para nos impulsionar para a corrida contínua de quem tem sempre que procurar, porque nunca consegue encontrar.

Eis então que a ilusão produz um resultado útil que é esta corrida, impelindo o ser insatisfeito sempre para a frente no caminho da tentativa, da experimentação, da aprendizagem e por fim da evolução. Então a sabedoria da Lei deixa funcionar o método da ignorância, que quer furtar à força a felicidade, não para chegar a esta, mas para atingir um objetivo muito mais útil, o de evoluir, o que quer dizer aproximar-se cada vez mais da felicidade verdadeira, que poderá ser encontrada somente no fim do caminho da evolução, com o regresso ao S.

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Determinismo da Lei

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Continuemos desenvolvendo o nosso tema para cumprir a tarefa de demonstrar cada vez melhor o funcionamento da Lei aos que amadureceram a inteligência para compreender e aprender a arte da conduta certa, o único caminho que nos pode levar à felicidade.

Procuraremos agora expor um quadro mais completo do fenômeno da evolução, para melhor entendermos o segredo da sua técnica, estrutura e significação profunda. Na sua substância, a evolução é representada pelo caminho que vai do AS para o S, isto é, de um estado que tem todas as características do primeiro para um estado que possui as do segundo.

Para o ser, a que mais interessa, porque mais de perto o toca, é a da dor, qualidade do AS, e a da felicidade, qualidade do S. Isto é importante pelo fato de que representa o impulso fundamental que impele o ser, repelido pela dor e atraído pela felicidade, a cumprir o esforço que lhe é necessário para subir do AS para o S. De fato, o impulso que mais movimenta o ser neste seu duro caminho é a carência e, por isso, a desesperada procura da felicidade.

Este seu anseio responde a um ímpeto instintivo e irrefreável, devido a um vazio, à falta de alguma coisa grande e indispensável, que por certo o ser possuía no S, mas que depois foi perdido. Este seu anseio prova que se trata de coisa que ele bem conhecia, mas que agora não possui mais, da qual, porém, se lembra e de que sente infinita saudade.

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Formas Mentais

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Como o biótipo A3, hoje dono do planeta, trata o biótipo A4 que excepcionalmente aparece na Terra?

Estudemos agora o recíproco jogo de ações e reações entre estes dois biótipos. Se escolhermos como ponto de referência a posição A3, a do homem comum, o ser do nível A4 nos aparecerá um tipo de super-homem evolutivamente mais adiantado. Mas, se escolhermos como ponto de referência a posição A4, o homem comum situado no nível A3, nos aparecerá um involuído, evolutivamente mais atrasado. Este é o sentido que demos, neste livro e nos precedentes, às palavras: evoluído e involuído, escolhendo como ponto de referência a posição ocupada pelo homem atual na escala da evolução.

Cada uma dessas duas posições traz consigo a sua forma mental e a sua correlativa ética e particular lei de conduta, bem diferentes, das quais já falamos bastante. O evoluído queria que neste mundo a vida fosse regida pela sua ética. Mas esta não é a do biótipo dominante. Daqui nasce o choque. Ao involuído não interessa nada se o outro é evolutivamente superior.

Com a forma mental do seu plano e sua ética, ele sabe que o evoluído representa um caso isolado ou pequena minoria, e que por isso não tem direito algum; sabe que aquele tipo não está armado, não usa a força, e na prática é um fraco, um covarde, um vencido, com função somente de obedecer. Só a quem possui a força para dominar pertencem todos os direitos. Mas o evoluído não pode de maneira nenhuma viver conforme uma lei que para ele é de ferocidade.

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Lei igual para todos

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Se o criminoso furta ou mata, faz isso porque a experiência que adquiriu no ambiente em que nasceu e cresceu lhe ensinou que era mais provável conseguir vencer na vida pelos atalhos da desordem e revolta, do que pelo caminho direto e longo do trabalho e da ordem. E de fato a vitória no caminho da delinquência depende da inteligência, poder e recursos, como deles tudo depende na Terra. E o criminoso funciona conforme a ética vigorante. De fato quem cai na rede das leis é o delinquente simplório, desarmado, isolado, sem recursos e inteligência ou mentalmente doente. A rede em geral pega só os peixes fracos e pequenos. Os grandes tubarões me escapam. O lema é: “A lei é igual para todos”, ao qual alguns acrescentam: “os simplórios”.

E o que acontece, depois, com esse criminoso que a lei consegue agarrar?

Com uma pública e solene demonstração de justiça nos tribunais, isolam-se esses sujeitos, por um período de tempo arbitrário nas cadeias. Que faz o preso? Ele continua reagindo ainda mais contra a sociedade que, depois de haver gerado os ambientes onde tudo isto pôde nascer, agora pune o fruto deles com a prisão. Ele vai morar num ambiente saturado de criminalidade, onde quem nunca houvesse sido delinquente seria levado a tornar-se tal. Escola às avessas. E, quando ele terminar esse curso de mau exemplo e de revolta interior, a sociedade o considera curado e o aceita de novo, em seu seio, aquele indivíduo que se tornou pior, porque a pena atormenta, não convence, mas gera nova revolta. Isto, do ponto de vista educativo, revela uma grande ignorância. Explica-se, porém, enquanto é fruto do passado, quando os segredos da  psicologia humana eram desconhecidos, e vigorava aquela ética, descontrolado fruto do  subconsciente instintivo.

O resultado lógico de tudo isto é que a delinquência continua como câncer social permanente, o que revela a impotência dos métodos atuais para a solução do problema. Quando uma doença não se cura, em geral isto se atribui à ignorância do médico. Medicina repressiva – Mas a doença é uma fera a domar com a força, é antes um processo lógico que se penetra com a inteligência.

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Revoluções dos Rebeldes

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Quando nas revoluções são os rebeldes que estabelecem uma nova ordem para si, eles armam tribunais para condenar, conforme a justiça, os seus inimigos em nome da lei, como fazia antes contra eles a sociedade regularmente constituída. O espírito de luta, de agressividade e defesa é legítimo neste plano de vida e faz parte da lógica de sua ética. Estamos ainda na fase caótica do egocentrismo separatista, em que a defesa para a sobrevivência não pode ser confiada senão ao indivíduo isolado ou, por instinto gregário, unido em grupo com alguns semelhantes seus.

O Estado com a sua autoridade em nossa sociedade dita civilizada, apesar de democrático e representativo, é constituído por um desses grupos, formado pela classe dominante que defende, contra todos, os seus interesses e vida. Tudo isto se pode considerar lógico e justo se colocarmos a nossa sociedade no nível biológico ao qual ela pertence o da luta e da força.

 O engano se revela quando neste mundo queremos falar de verdadeira justiça, coisa que só aparece num mais alto nível de existência, ao qual o homem ainda não chegou.

Não há dúvida que todos têm o direito de viver, em todos os planos de vida e em todas as relativas formas de ética. Mas com a evolução se modifica o método para atingir essa finalidade. Então não é mais o indivíduo que se defende, mesmo usando as leis como arma na sua luta contra o próximo numa contínua peleja de ataque e defesa, onde só o mais astuto ou rico tem razão; mas é a coletividade para a qual o indivíduo faz tudo, aquela que faz tudo para ele e o defende no seio duma ordem não mais partidária, mas imparcial e universal. Mas isto poderá acontecer somente quando a humanidade houver atingido o estado orgânico e o indivíduo tiver adquirido a consciência necessária para saber viver nele.

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Relação Evoluído e Involuído

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Cada plano de evolução está regido por uma ética sua, relativa, a ele particular, que gradativamente se transforma da ética do nível inferior, na ética do nível mais adiantado que o ser vai atingindo com a sua evolução. Estamos no terreno do ser decaído, onde a perfeição do absoluto desmoronou no transformismo do relativo, sempre em marcha no caminho de regresso á perfeição.

Eis que, ao longo da linha da evolução YX, ou linha da Lei de Deus, cada ponto e respectiva posição do ser representa um diverso tipo de ética relativa, ou regra que dirige a vida do ser conforme o seu grau de evolução. Chega-se assim da duríssima lei determinística da matéria e dos seres inferiores, a lei sempre mais livre e  feliz do espírito e dos seres superiores.

Todos esses diferentes tipos de ética, cada um relativo ao nível particular de evolução onde o ser se encontra, estão contidas na Lei que é o pensamento de Deus, que abrange e dirige tudo o que existe.

Marcamos em nossa figura, ao longo da linha YX da evolução, os pontos A1, A2, A3, A4, A5. Cada um expressa um nível evolutivo e plano de vida diferente e o respectivo tipo de ética que o rege. Na realidade o número desses pontos é muito maior, preenchendo a contínua transformação de um para o outro no seu trajeto de subida todas as posições intermediárias.

Este problema do evoluído e involuído representa um caso particular dessa transformação de um tipo de existência, e da sua correlativa ética para o outro.

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A  Concepção de Planos de Vida

AGB

Que é o homem atual? Ele nos aparece antes de tudo em sua roupa exterior, coberto com o traje imposto pela moda dos civilizados. Dentro dessa roupa existe aquilo que a medicina considera, com os critérios com que estuda todo organismo animal, uma complicada maquina por meio da qual funciona a vida. Mas esse organismo vive junto a muitos outros semelhantes na coletividade social. Daí uma complexa rede de relações, de direitos e deveres, de leis e normas que disciplinam a atividade daquele ser, tentando enquadra-lo no mais vasto funcionamento de um organismo maior, ainda em formação, o da humanidade.

Esse ser esta submetido a outras leis, das quais não pode escapar. Sua existência esta ligada a um sistema atávico, pelo qual ela não pode desenvolver-se senão através de uma trilha já traçada: concepção, nascimento, desenvolvimento físico da infância, geração dos descendentes, madureza velhice e morte. Ninguém jamais o poderá tirar deste esquema preestabelecido. Cada qual poderá introduzir aí pequenas variantes, nada mais.

Assim caminha a maré da vida, fechada nesse esquema. É sempre o mesmo e a humanidade tem que caminhar por aí. Não foi ela que fez essa lei. Só lhe cabe aceitar, sem possibilidade de escapar. Mas essa lei não é estática. Mediante lentíssimos deslocamentos ao longo de seu ilimitado repetir-se, ela a pouco e pouco se vai transformando, por aquele fenômeno que se chama evolução.

Evolução quer dizer subida, e subida implica a ideia de níveis e alturas diversas, que se atingem nesse processo de ascensão. Então, a concepção de planos de vida diferentes e sobrepostos não é arbitraria, mas a consequência direta do conceito de evolução. Não existimos nós num plano de vida superior ao das plantas e animais, que nos precederam nesta subida da vida? E ninguém nos proíbe — ao contrário, está na lógica de todo sistema da evolução — que os degraus desta escada continuem a subir, sobrepondo-se, tal como os vemos escalonados no passado.

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O Imponderável

AGB

Eis que vemos entrar em cena na batalha um fator novo: o imponderável. Esta é a nova arma que defende o indefeso. Trata-se de forças sutis e profundas, lentas a movimentar-se, mas poderosas e irresistíveis. O mundo continua a armar-se com seus meios e a lutar com sua psicologia, escapando-lhe estas outras armas que fazem parte da estratégia do invisível. Elas são constituídas de equilíbrios complexos entre ações e reações em organismos cósmicos de forças, que o mundo não vê. Não as vendo, nega-as, o que as torna por isso muito mais perigosas, porque ele não as leva em conta.

O mundo se desobriga, dizendo que elas não existem, o que não as impede de continuar a funcionar. Escapa-lhe assim completamente a estratégia do inimigo, e ele comporta-se como um cego que avança sem saber onde caminha. Acontece então, que o mundo se arma de modo errado, que só vale para a luta em seu plano, e nada vale na luta contra outros planos de vida. Acontece também que o mundo usa uma estratégia de guerra adequada apenas ao seu ambiente, e que nada vale diante da mais sutil e poderosa estratégia do imponderável. Ora, só se pode enfrentar um inimigo cuja natureza, psicologia e métodos da ação não se conhecem, em posição de grande desvantagem.

Se tudo isto é penoso e perigoso, não deixa de ser lógico. Uma das primeiras qualidades do involuído é sua cegueira, que o faz crer apenas no poder das forças materiais de seu mundo, não o deixando ver e computar o que esta além dele. A ignorância cresce com a involução, quanto mais baixo se desce, paralela à força bruta, à ferocidade. Acredita-se poder suprir vantajosamente a falta de luz, com a falta de escrúpulos; a falta de justiça, com a prepotência; a desordem, impondo o próprio eu. Chega-se assim, sem dúvida, à potência da explosão das forças elementares, fenômeno grandioso, mas primitivo e caótico.

Embora reconhecendo que esta é a única manifestação da vida nesse nível, por que ela aí nada sabe fazer melhor, alcança, entretanto, manifestações de muito maior potência e valor, com o aperfeiçoamento realizado pela evolução, ao fazê-la subir a planos superiores.

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Psicologias e Métodos de Ação: do Evangelho e do mundo

AGB

Interessa a todos conhecer a técnica da descida das forças do Alto, a Terra, as armas de que elas dispõem e a estratégia que usam para vencer. Pode ser instrutivo observar como, neste caso, ocorreu o choque entre duas psicologias e métodos de ação os do Evangelho e os do mundo. Pode ser útil, depois de haver visto qual dos dois é verdadeiramente o mais poderoso, aprender sistemas mais evoluídos de vencer. Cada um usa sua forma mental e seus meios, de acordo com o diverso comportamento de sua natureza.

O mundo humano é um cenário complicado de aparências, entre as quais o homem evangélico deve mover-se com simples sinceridade. Aparentemente tudo é bondade, estima, desinteresse, nobre sacrifício pelo ideal, magnânima generosidade. De todos os lados esse exemplo nobre, estimulando á imitação. Nosso personagem encontrara esse ambiente e ficara encantado. Mas infelizmente, havia por baixo uma realidade diferente, havia a natureza humana que funcionava segundo as leis de seu plano biológico. A realidade era a luta feroz pela vida, conluios bem organizados de interesse, o velamento dos próprios objetivos para vencer melhor, dissimulando a verdadeira estratégia usada na batalha. Jogo sutil, recoberto de ideais desfraldados, para escondê-lo melhor. Sempre no mundo o mesmo tipo, os mesmos métodos estandardizados.

Esse o antagonismo que nosso personagem devia vencer: homens unidos em alianças, para se tornarem mais fortes, senhores do campo porque aí tinham nascido e vivido, conhecedores do terreno da batalha e armados de todos os meios, quer do poder econômico, quer do social, quer da astúcia: em outros termos — ao menos na opinião do mundo — os mais fortes indiscutivelmente, e portanto, segundo sua lógica, destinados ao triunfo, e eles mesmos antecipadamente certos da vitória.

Do outro lado a simples realidade descoberta: um homem pacífico, sozinho, sem planos manifestos nem ocultos, incapaz de enganar a quem quer que seja; um homem sozinho, desconhecedor do terreno da batalha completamente novo e desconhecido para ele; um homem pobre, evangelicamente indefeso, sem meios de qualquer espécie, desprovido de tudo e a mercê de todos. Indiscutivelmente — ao menos na opinião do mundo — ele era o mais fraco, e portanto, segundo a lógica dominante, destinado a derrota, considerado vencido antecipadamente por todos.

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Nenhuma Ovelha se Perderá

CAPA-CIENCIA-E-REDENCAO

A salvação será efetivamente infalível para todos. Será que Deus não respeitará a vontade do filho rebelde que não queira jamais retornar a Seu aprisco?

Os herdeiros da evolução que não se transformarem em homens novos, santificados pelos princípios evangélicos, não poderão seguir reencarnando em nossa humanidade. Continuarão recebendo da Lei novas oportunidades para se refazerem e voltar também ao Redil divino.

Podemos deduzir que os mecanismos divinos de salvação são infalíveis. Utilizando-se da dor, da nostalgia pelos bens perdidos e do anseio pela perfeição, sentimentos que impregnam toda criatura caída, a Lei reconduzirá todos ao seio do Absoluto. Fugindo do inferno da matéria e suas inevitáveis dores, movido pelo natural instinto de felicidade, o ser não tem outro caminho senão ascender aos planos superiores do espírito. Desse modo acreditamos que todos se salvarão. E temos a garantia da infalível Lei de evolução de que nosso universo físico será completamente extinto, não restando aqui um átomo sequer. (…) Por isso o Cristo garantiu-nos a certeza da salvação para todo o rebanho humano, ao afirmar que ovelha alguma das que o Pai Lhe confiou se perderá.

Ao retomar o conceito de salvação em seu mais elevado significado, em conformidade à queda do espírito, chega-se à perfeita fusão de suas duas conceituações até então conhecidas, a cristã tradicional e a espírita moderna, conferindo-lhes inteira validade. Está certa a salvação consciente, que exige nosso esforço de renovação, apregoada pela doutrina de Kardec; e corretíssima a salvação gratuita, aquela que se opera na intimidade de nosso ser, sob o beneplácito da orientação divina, conforme indicado nos Textos bíblicos.

A primeira traduz nosso necessário empenho no bem e na realização de boas obras; a segunda aguarda nossa total confiança no auxílio e na misericórdia de nosso Pai. O antagonismo entre o fundamentalismo cristão e a razão espírita desfaz-se ante a luz dessa nova concepção. As duas acham-se fixadas em verdades complementares. Agora, não obstante, podem dar-se as mãos na grande obra de redenção da humanidade.

O cristão tradicional, iluminado pelo fideísmo sentimentalista, e o espírita lúcido, abrilhantado pela fé raciocinada, tornam-se justificados pelas posições particulares que defendem. Com essa síntese, podem agora solver suas inúteis contendas religiosas, deixando de antepor-se como fanais da verdade, a combater opiniões aparentemente antagônicas. Felizes e apaziguados, que se eximam dos improfícuos atritos a que se habituaram na arena humana, pois suas crenças são nitidamente complementares, nada mais que diferentes ângulos de visão de uma mesma realidade.

Não se pode negar o imenso valor desses postulados que sanam nossas naturais divergências quando mergulhados na carne. Nada melhor que somar verdades para construir uma síntese que a todos albergue. Conciliamos assim preceitos parciais que adotamos por sagrados, e nada destruímos.